Está em curso uma massiva campanha de vacinação contra o covid, que nos repetem ser um sucesso, e que atingiu cerca de 200 mil inoculações no passado fim de semana.
Ainda bem que está a correr com celeridade, que esta é bem precisa.
Mas e os milhares de portugueses que têm ficado para trás, por erro nos agendamentos ou outras circunstâncias, ninguém se lembra deles? Para estes o fator idade ou comorbilidade já não conta?
Há pessoas que cumprem os critérios e esperam pela vacina há cerca de um mês, sem obter qualquer resposta das entidades oficiais.
Onde está a igualdade de tratamento na distribuição da vacina, bem gostaria de saber, ou será que é tudo espuma e areia para os olhos?
As vacinas contra o temível covid 19 são ainda escassas. Compreende-se que a sua distribuição obedeça a critérios rigorosos. Primeiro os médicos e o pessoal de saúde. Compreende-se.
Mas aqui começam as disparidades. Se nos hospitais públicos a maioria do pessoal de saúde já concluiu a sua vacinação ou está em vias disso, nos hospitais fora do SNS este objetivo está ainda longe e não sei mesmo, se já foi iniciado.
Contudo os hospitais privados já estão a receber e a tratar doentes com covid.
Serão os médicos e o pessoal de saúde destes hospitais menos importantes, menos vulneráveis ou mais saudáveis?
Há muita coisa nesta pandemia que não se compreende.
Precisei de me deslocar ao Centro de Saúde de Sete Rios, para revalidar a vacina do tétano, que como sabem tem uma eficácia de 10 anos. Atenção por isso às datas das vossas vacinas.
Quando se tem crianças à nossa volta, andamos mais atentos, depois vamos esquecendo estes bons hábitos.
Antes de ir, pretendia saber ao certo, as horas e os dias da vacinação e vai de «googlar» o Centro de Saúde.
Só encontrei maus comentários, de demoras e atrasos nas consultas, de não atendimento do telefone, de tempos de espera e outros queixumes.
Por fim, lá descobri um número de telefone que resolvi usar e prontamente fui informada da disponibilidade, e dos horários, todos os dias da semana, tanto de manhã como de tarde.
Nesse mesmo dia, de tarde, corri para o Centro e após cerca de 10 minutos de espera, correspondente a duas crianças à minha frente, lá fui (re)vacinada.
E já agora dou conta da minha boa experiência, pois que parece que também as há.