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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Que políticas estas

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Foram aprovadas no parlamento duas leis que mexem perigosamente com sectores vitais para o país, a habitação e o turismo. Uma pretende limitar as possibilidades de despejo na habitação, para inquilinos com mais de 65 anos, ou que vivam na casa há mais de 15 anos e a outra restringe o investimento no alojamento local até 7 alojamentos por proprietário. Não percebi ainda, como se vão contar estes sete, se é por proprietário, por sociedade, por prédio ou por apartamento.

Mas enfim, o que é preciso é legislar e depressa para mostrar trabalho ao PCP e BE, antes do verão, que o orçamento está à porta e as eleições também assomam. 

As políticas de esquerda sobre arrendamento são iguais às mal aventuradas políticas de Salazar, que tão perniciosas foram para as cidades de Lisboa e do Porto, onde durante décadas as rendas não puderam subir e os senhorios eram obrigados a acolher os inquilinos que pagavam rendas miseráveis, mas viviam do aluguer de quartos com valores centenas de vezes superiores. 

Assim, se tomam medidas erradas, nefastas para o turismo e a habitação, talvez para conseguir matar a galinha dos ovos de ouro.

 

Sol na eira e chuva no nabal

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Nós os portugueses somos algo complicados, é uma verdade.

Gostamos de ter em simultâneo, um solito na eira, para secar os cereais, e uma chuvinha no nabal para dar vida às hortaliças.

Ora, isto não é possível.

Tanto nos queixámos do abandono e decadência dos centros históricos de Lisboa e do Porto, e agora que as casas estão finalmente a ser recuperadas, a ser ocupadas, dizem que há turistas a mais e que a vida dos bairros foi descaracterizada.  

Terá havido casos de idosos a serem afastados, das suas habitações, talvez, mas lembremo-nos que a maioria destas casas não tinha boas condições de habitabilidade, nem recebia obras de manutenção. Os centros estavam desertos, as pessoas tinham medo de andar a desoras em certos bairros.

O turismo destes últimos anos, foi um dos setores que mais cresceu, criando riqueza e novos postos de trabalho.

Agora há vida nos bairros antigos, com gente de fora ou gente de cá, mas gente. 

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