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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Interesses nacionais em mãos alheias

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Não me parece bonito ou sequer ético, que uma empresa francesa detentora dos aeroportos nacionais, use publicidade negativa num dos aeroportos portugueses, o de Faro, aconselhando num cartaz publicitário, com uma imagem de Marselha, «foge da confusão algarvia», para promover exatamente esse destino francês. É caso para dizer que são os interesses nacionais geridos por mãos alheias.

Mas pensando melhor, acho que esta campanha não deve ter sido concebida com inteligência.

Pois se os turistas estavam a desembarcar, o aviso seria tardio, e se estavam a regressar aos seus países seria igualmente despropositado, pois concerteza, como acontece na esmagadora maioria das situações,  a experiência portuguesa os teria satisfeito.

 

Que políticas estas

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Foram aprovadas no parlamento duas leis que mexem perigosamente com sectores vitais para o país, a habitação e o turismo. Uma pretende limitar as possibilidades de despejo na habitação, para inquilinos com mais de 65 anos, ou que vivam na casa há mais de 15 anos e a outra restringe o investimento no alojamento local até 7 alojamentos por proprietário. Não percebi ainda, como se vão contar estes sete, se é por proprietário, por sociedade, por prédio ou por apartamento.

Mas enfim, o que é preciso é legislar e depressa para mostrar trabalho ao PCP e BE, antes do verão, que o orçamento está à porta e as eleições também assomam. 

As políticas de esquerda sobre arrendamento são iguais às mal aventuradas políticas de Salazar, que tão perniciosas foram para as cidades de Lisboa e do Porto, onde durante décadas as rendas não puderam subir e os senhorios eram obrigados a acolher os inquilinos que pagavam rendas miseráveis, mas viviam do aluguer de quartos com valores centenas de vezes superiores. 

Assim, se tomam medidas erradas, nefastas para o turismo e a habitação, talvez para conseguir matar a galinha dos ovos de ouro.

 

Sol na eira e chuva no nabal

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Nós os portugueses somos algo complicados, é uma verdade.

Gostamos de ter em simultâneo, um solito na eira, para secar os cereais, e uma chuvinha no nabal para dar vida às hortaliças.

Ora, isto não é possível.

Tanto nos queixámos do abandono e decadência dos centros históricos de Lisboa e do Porto, e agora que as casas estão finalmente a ser recuperadas, a ser ocupadas, dizem que há turistas a mais e que a vida dos bairros foi descaracterizada.  

Terá havido casos de idosos a serem afastados, das suas habitações, talvez, mas lembremo-nos que a maioria destas casas não tinha boas condições de habitabilidade, nem recebia obras de manutenção. Os centros estavam desertos, as pessoas tinham medo de andar a desoras em certos bairros.

O turismo destes últimos anos, foi um dos setores que mais cresceu, criando riqueza e novos postos de trabalho.

Agora há vida nos bairros antigos, com gente de fora ou gente de cá, mas gente. 

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