Tap survey

Ando há muito a ser perseguida pela TAP. Metaforicamente falando, claro. Tudo isto começou com uma viagem marcada para Budapeste, ainda antes da pandemia. Foi desmarcada, cancelada, mas nada de reembolsos, recebi sim um voucher, e finalmente este ano, fui informada de que o tal voucher ou era usado ou desapareceria.
Bem, toca de usar o voucher. Açores, ilhas maravilhosas no meio do oceano, que com chuva ou sem ela, nunca nos desapontam.
Os aeroportos subdimensionados transbordam. Máscaras sempre nas focinheiras. Para além dos controlos habituais e quase esquecidos, há agora também o controlo sanitário.
E porque me sinto então perseguida pela TAP? Primeiro porque não devolveu o valor dos bilhetes, quando outras companhias o fizeram sem demora. Depois porque os lugares são apertados, e eu até sou de tamanho pequeno, mal se podem mexer as pernas ou as costas, não há revistas, filmes, e a comida é muito má e muito cara. Vá lá, parece que oferecem copos de água, mas a pessoa fica sempre com medo que nos venham cobrar cinco euros em cartão, pelo tal copo de água. Depois enviam questionários para o email de cada passageiro a perguntar se recomendariamos a viagem, o tal dito TAP survey.
Contudo, os aviões continuam a voar com uma frota de pessoal, talvez cinco «aeromoças e ou aeromoços», que, como é evidente, não tem nada para fazer. Vi alguns a comer nas traseiras do avião, e pergunto quais são as entidades patronais que fornecem refeições aos seus trabalhadores?
A TAP vive em grave crise financeira. Sabemos, pois o seu sustento, sai há demasiados anos dos impostos dos portugueses, mas serve exatamente para quê, alguém consegue explicar?