Os utilizadores do Metro de Lisboa têm de protestar e não se podem calar. A administração da empresa resolveu agora, reduzir o número de composições em uso, dando-lhe o bonito nome de «horário de verão.»
Mas horário de verão, como? No verão não se trabalha, não temos a cidade ainda mas cheia de turistas e de visitantes?
Mas reduzir como? As carruagens não andam a abarrotar, as composições não chegam com atrasos?
Se o serviço público fosse acarinhado, devia era ser aumentado o número de comboios, sobretudo nas horas de maior afluência e acabar com os atrasos, as interrupções e paragens, as chamadas «perturbações na linha», que perturbam isso sim, a vida dos utentes.
A ideia é incentivar o arrendamento, dizem. Por isso, algumas Câmaras Municipais aprovam medidas de redução do IMI, Imposto Municipal sobre Imóveis, para as casas arrendadas, mas terá de ser o senhorio ou proprietário, a requerer anualmente esta redução, durante o mês de Novembro. As Câmaras enviarão depois estes pedidos ao Fisco, que é a entidade que liquida o imposto.
Até aqui tudo bem. Porém são exigidos aos proprietários vários comprovativos, que o Fisco já dispõe, entre os quais cópia de certidão da conservatória do Registo Predial emitida há menos de um ano, ou código de acesso à certidão permanente.
Tudo isto tem custos. Custos que muitas vezes não compensam a redução do imposto.
Para quê, então exigir tais comprovativos? Só para fingir que se fez uma redução? Será que a famosa «modernização» não pode simplificar esta coisa?
Quando a esmola é muita o pobre desconfia, olha que simpatia, pois então.