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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A ida à praia de antigamente

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Lembrei-me de uma cena da minha meninice, que talvez só os da minha geração entenderão. Durante alguns anos, ia com a minha irmã e a minha mãe para a praia de Carcavelos, durante a semana, nunca aos fins de semana, por, como se dizia,  haver mais confusão. Íamos de carro, de boleia com uma tia minha, mais nova e mais avançada do que a minha mãe, que tinha carro e conduzia.  Na altura, ela era mãe de dois rapazes, meus primos, mais velhos do que eu, e era nessa viatura que matinalmente viajávamos para a praia. Ou seja, duas adultas à frente e quatro crianças no banco de trás.

Não me lembro da marca do carro, era assim para o baixote e largo, um carro da época, mas cabíamos lá todos.

A minha tia veio ainda a ter mais uma menina, que também seguia na sua alcofa para Carcavelos.

Alugava-se uma barraca às riscas, e ainda me lembro da minha tia aí se recolher para dar de mamar à bebé.

Havia dias em que aparecia também uma outra tia minha, mais outros primos e respetiva prole.Era uma alegria.

Passava regularmente a senhora dos bolos, com bata branca e uma caixa de madeira à cabeça para o transporte da doçaria, mas os bolos eram racionados para as crianças, o que queria dizer que não os podíamos comer todos os dias, era só de vez em quando, talvez um dia por semana. De resto era pãozinho levado de casa, com algum conduto, água e fruta. Saudosa e abençoada regra esta. Mas também a praia era só de manhã, almoçava-se depois em casa, qualquer coisa que a minha mãe tinha pré preparada. 

Agora o que acho espantoso, era como cabiam cinco crianças e duas mães, num veículo utilitário. Claro que não havia cintos de segurança, nem cadeiras para crianças, especiais e espaciais, digo eu, pelo espaço que ocupam.

A tortura da ida à praia

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A grande maioria dos portugueses gosta de praia e sei que uma percentagem ainda maior adora o mar, a água, os lagos ou os rios.

Por isso, calculo que este «post» vá cair mal para muito boa gente. 

Mas o que tenho constatado em pleno mês de Agosto, parece-me  uma grande insanidade. Logo de manhã cedo, e quanto mais cedo melhor, começam os carros a afluir na difícil tarefa de descobrir uma agulha no palheiro, ou seja, um lugar para estacionar.

Aparcada a viatura, muitas vezes em completo desrespeito ao Código da Estrada, correm as famílias para as areias, com as lancheiras, os chapéus de sol, as cadeiras, mais as crianças com os seus pertences e ainda os avós, estes com maior ou menor dificuldade motora. 

Chegados ao areal vá de montar o estaminé. Tarefa igualmente complicada, pois que a praia está quase, quase cheia, e ainda por cima a maré está a subir. 

E depois há o sol a queimar, os banhos, com água fria de enregelar os ossos, o vento, a areia nos olhos e nas merendas, e por fim, o regresso penoso até casa, com a pele ressequida e os fatos de banho ásperos de sal.

Ai praia, praia...não seria melhor alternativa, uma manta estendida em cima da relva, debaixo da sombra  de uma frondosa árvore?

A praia já é boa, mas o bar do peixe é o par perfeito

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Praia a perder de vista, areal extenso, mar batido é certo, mas também há quem goste assim.

Nesta praia, Meco, existe um bar de madeira, como em tantas outras praias, chamado «Bar do peixe», que é, no caso, um restaurante muito comentado e distinguido no «Trip advisor» e noutras redes sociais.

E merece as boas críticas.

A matéria prima de eleição, é o peixe, fresco, da zona de Setúbal, para grelhar, mas também servem carne para quem quiser. As entradas são muito boas e superam muito a mediania. Há ameijoas, mexilhões, sapateira, e outros petiscos.

O peixe escolhe-se na montra frigorífica e depois é só esperar que seja servido, com os seus acompanhamentos, que aqui vão muito além da batata cozida e da folha de alface com rodelas de tomate. As batatas chegam á mesa salteadas com legumes e a salada vem aprimorada com óregãos.

Na esplanada espera-se com todo o conforto, bebericando, petiscando e olhando as vistas, que o outono vai quente e sem chuva.

Posso acrescentar que os preços são um pouco mais altos do que a mediania, mas a qualidade justifica-o. 

 

 

Come a sopa

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Dia de praia, de piscina e de muitas brincadeiras. Hora do calor e da procura de uma sombra numa esplanada para a família, pais, tios e filhos, almoçar e retemperar as suas forças.

Há muito que os mais novos, sobretudo duas petizas, com cerca de dois anos, ou talvez ainda menos, estavam esgotadas, há muito que alguém deveria ter reparado nisso.

Não devem ser as crianças a acompanhar os horários dos adultos, mas sim os adultos a pensar no bem estar dos mais pequenos.

Resultado, uma birra de sono, interminável.

Come a sopa, gritavam à vez, a mãe desesperada, a tia, o pai e o tio. Come. Olha o avião. Só uma colher. Come, senão levas, a ameaça tradicional. Come. Gritos e apenas mais gritos da menina. Até que por fim, num ato de rebeldia a criança exausta parte com raiva a colher de plástico, a colher do seu castigo.  

Ainda pensei numa cena triste de pancadaria, felizmente cada vez mais raras em público, mas nessa altura um dos tios pegou nela ao colo e afastou-se um pouco até a criança adormecer.

Mães e pais que me ouçam, não é a gritar que os meninos comem melhor a sopa. 

O mar e as azenhas

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Há anos que não ia às Azenhas do Mar. Recordei agora o pinhal e as suas moradias, algumas a saírem de anos de ruína e abandono, ostentando cara lavada. Tal como nos grandes centros, encontram-se também muitos visitantes vindos de outras paragens. Tudo me pareceu um alegre movimento e renovação, com um ventito e uma fresquidão a saber bem, em contraste com os cerca de quarenta graus de Lisboa.

Recordei a Praia das Maçãs, o seu histórico elétrico carregadinho de banhistas, a Praia Grande e Colares.

E é em Colares que fica a «Ribeirinha de Colares». Restaurante com mais de 20 anos, que vos quero recomendar. Aconhegado e familiar, misto de casa de chá ou de almoços, jantares e ou pequenos almoços, será local ideal  para iniciar, intervalar ou finalizar o passeio ou o dia de praia.

 

 

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