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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

O sol quando nasce é para todos

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Sou voluntária numa linha telefónica de apoio emocional, Conversa Amiga, da qual já vos tenho falado.http://apatricio.blogs.sapo.pt/o-que-se-ganha-com-o-trabalho-31313

De há uns meses para cá, comecei a reparar que em cima da mesa estavam sempre bolachas, bolos secos, sumos ou leite em pacote e foi-me dito, por uma das coordenadoras, que cada um se podia servir.

Achei a ideia muito boa. Eu costumava levar fruta, ou algum salgado, que por vezes e se sobejasse, dividia com o voluntário do turno seguinte, mas nada de mais.

Pensei ser alguma forma de compensação da própria entidade, que também tem uma vertente de restauração, em relação aos seus voluntários, alguns estudantes ou trabalhadores noutros locais, que ali passam longas horas nos períodos diurno e noturno.

Nos últimos tempos, os mimos pareciam ter ainda aumentado, até chocolate havia, para mim gulosona, uma tentação. Então a dúvida original, instalou-se com força. Afinal quem os oferecia?

E qual não foi o meu espanto, quando soube que a diversidade e quantidade das ofertas eram asseguradas à sua custa, por uma das voluntárias da linha, que o fazia com empenho e carinho por todos.

Verdadeiro dom da partilha, que os beneficiários, nos quais me incluo, muito devem agradecer.

O peso das famílias

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Ouvi na abertura deste ano escolar, numa estação do Metro, uma mãe muito enervada a falar ao telemóvel com a filha: «O teu pai é o maior, recebe o ordenado todo, fica com ele e não me dá nada, a única coisa que ele te paga é o passe dos transportes. Isto assim não dá, com tanta despesa.»  

Penso que a filha lhe terá sugerido que poderia ir viver para casa do pai.

«Não», continuou a senhora, que compreensivelmente não queria abdicar da filha, «não é ires viver com o teu pai, é que ele não me ajuda nas despesas e eu sozinha não consigo».

Quantas mães, quantas famílias não se reveem nesta situação.

O progenitor que foge às suas responsabilidades, deixando quase ou tudo, em cima do outro.

Mas e os filhos, alguém pensa neles, o que podem eles fazer metidos no meio destas guerras? Ouvem dum lado, ouvem do outro e só devem desejar fugir e para bem longe.

Mães e pais que me ouvis, haverá sempre dificuldades, desentendimentos, mas por favor, deixem os vossos filhos de fora. Isso é querer o melhor para eles.

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