Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Profissões ou mesteres do antigamente

cabo ver.jpg

Todos os dias ouvimos gente queixar-se da falta de trabalho, do desemprego, que procuram e não arranjam nada para fazer.

E que tal aprender uma profissão, aprender a fazer coisas como antigamente? 

Eu explico melhor, tenho numa loja de arranjos de costura, uns trabalhitos de máquina encalhados, quase há um mês, porque a senhora, apesar de agora já ter uma empregada, está cheia de trabalho, esteve de férias, regressou há pouco e por isso, nada feito.

Precisei de um estofador, contactei vários, que não podiam, só para o fim do verão, até que finalmente através de indicação preciosa, lá consegui um.

Necessitei de encadernar uns livros, mas onde? Todas as minhas referências já tinham desaparecido.

Tive que mandar soldar um fecho de um colar que se partiu, e o dono da loja, aberta há mais de sessenta anos na Baixa, disse-me, «cada vez tenho mais dificuldade com estes arranjos, porque já não há quem faça.»

Há tantas profissões a morrer, tantos artesãos que podem e gostariam ainda de poder passar os seus saberes.

Então esses desempregados não poderiam ser encaminhados para estas áreas, o que será preciso para mudar isto?

Ai Lisboa, tão maltratada

torel.jpg

Quem nos dera o remanso e o sossego deste ou de outro jardim lisboeta. Esta é a imagem de Lisboa que todos apreciamos.

Jardins limpos e bem cuidados, canteiros com belas plantas, lagos e fontes, parques infantis, de forma a que todos pudéssemos usufruir desses espaços. 

Só isso e o melhoramento dos pisos das ruas e das calçadas dos passeios, e ainda a reparação de atos de vandalismos, já deveriam manter a Câmara  e as suas finanças ocupadas.

Mas ciclicamente, como se de um vírus maldoso se tratasse, lá vem a febre das novas obras.

Que agora chegou em cheio e vai durar, e se tudo correr como previsto, o que nunca corre, bem o sabemos, pelo menos, até à próxima primavera. E o trânsito acumulado. e as obras ao lado, por exemplo na Rua Cinco de Outubro, que estão longe de ter acabado? E vem aí ainda mais a obra da «Segunda Circular»? 

Começaram esta semana as obras de «requalificação do eixo Marquês de Pombal até Entrecampos». O que é isto da requalificação? E para que serve? Fazer mais esplanadas, mais pistas para bicicletas, serão assim tão necessárias?

Acho que é vontade de gastar dinheiro no acessório, que não no essencial.

Os lisboetas estão fartos de obras desnecessárias, quando vêem todos os dias, tanta coisa a necessitar de melhoria na cidade. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D