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Ninguém é feliz sozinho

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A fábrica de loiça de Sacavém

cavalinho.jpg

Qual o português ou portuguesa, que não se lembra de ver, nas casas dos avós ou dos pais, ou até de possuir, uma peça, ou mais, da famosa loiça do cavalinho? Havia pratos, terrinas e chávenas em diversas cores e com diferentes motivos, mas o mais conhecido era sem dúvida, o cavalinho. Além da loiça doméstica foram também produzidas loiças sanitárias e azulejaria.

Recordo igualmente um dos populares slogans da altura, «Sacavém é outra loiça.»

Hoje, muitas destas peças são disputadas por bons preços, por colecionadores.

Mas a fábrica que surgiu em 1850, acabou por ser declarada falida em 1994, tendo os seus bens sido vendidos em hasta pública, entre os quais os muitos hectares de terreno onde se inseria, que deram origem a uma nova urbanização em Sacavém . 

Resta-nos agora o Museu de Cerâmica de Sacavém, que cresceu por iniciativa da Câmara de Loures, no local e em torno de um dos seus antigos fornos e onde se pode apreender um pouco da história da fábrica e ver ou relembrar algumas das diferentes decorações.

museu sacavem.jpg

 

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Museu dos Coches

coche oceanos.jpg

Ainda não tinha visitado o novo Museu dos Coches. E apesar de me fazer lembrar, por fora,  um grande caixote de betão, fiquei deslumbrada com a riqueza da sua coleção. Ou seja, os coches não perderam nada por estarem dentro daquelas despojadas paredes de cimento. Sem dúvida, ganhou-se mais espaço, melhores condições expositivas e de iluminação e as peças sobressaem na sua beleza.  

E aqui fica um pormenor de uma das suas obras primas, o coche dos oceanos, que integrou a embaixada que o rei D. João V enviou ao papa Clemente XI, em 1716, há cerca de 300 anos, e na sequência da qual o papa elevou o bispo de tal monarca, à categoria de patriarca, passando a cidade de Lisboa, a ser considerada uma das três cidades patriarcais. As outras são Roma e Veneza.

Entre os visitantes do Museu estava um grupo de adolescentes e ouvi de um deles, o seguinte comentário, que me fez sorrir: «Olha o «Air Force One», da altura.»

Podemos bem imaginar o que seria o desfile destes belos coches, puxados por várias parelhas de cavalos pelas ruas das cidades dos séculos XVII e XVIII. 

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