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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A moda e o envelhecimento

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Um sinal de envelhecimento é não gostarmos da generalidade da moda do momento.

Tal como na música, em que os mais velhos ficam colados aos «hits» dos anos 60, 70 ou 80, não se identificando, nem reconhecendo nenhum estilo ou grupo musical depois dessas datas, com  a efemeridade da moda de vestir, acontece o mesmo.

São as calças apertadinhas, quando o nosso ideal eram as calças à boca de sino. São as cinturas descaídas, quando as cinturas subidas sempre foram as preferidas, até para esconder as gordurinhas. São as cores e os padrões de outrora. São as blusas cintadas, com folhos, sem folhos ou largas até demais. Ou os vestidos, mini, justos, ou pregueados... 

Uma coisa é certa, a diversidade nunca foi tão grande. O ir buscar tendências das décadas passadas é hoje plenamente aceite. Assim, podemos sempre escolher e variar, ou não.  

Quando os trapos se parecem com arte

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Até ao dia 23 de dezembro, está presente no Museu do Traje, em Lisboa, uma exposição comemorativa dos 40 anos deste Museu e evocativa dos 20 anos de carreira do criador português Paulo Azenha.

As cores vivas, os diferentes tecidos e padrões e a variedade de materiais, chamam a nossa atenção para a grande criatividade deste estilista, que formado pelo IADE, trabalha agora na indústria de moda parisiense.

Quem, ao ver um pavão e a sua original plumagem, não sonhou também com um traje semelhante?

Mas poucos seriam capazes de conceber um vestido, vestível e feito com as penas do pavão.

Quem gosta de moda, deve ver esta mostra, que decerto, irá surpreender.

A ditadura da beleza

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Vivemos numa época de imagem. Imagem que se quer bela. Quanto mais maquilhada ou embelezada, melhor, sabe-se lá como, não interessa.

É assim. Mas num país em que mais de metade da população tem excesso de peso, onde os hábitos de prática desportiva são baixos, alguma vez pensamos em proteger as nossas crianças, os nossos adolescentes, os tais que podem não ter o corpo ideal, que sofrem, por não serem aceites, por não terem as medidas certas, o cabelo brilhante e perfeito do anuncio?

Pois era muito bom que se debatesse abertamente a tirania da beleza. Que se mostrasse aos jovens, que antes de procurarmos ser belos, deveríamos procurar ser saudáveis de corpo e de mente. Que a indústria da moda é sobretudo uma ficção, que procura vender um ideal de perfeição, inatingível. Que todas as fotos, vídeos e filmes são retocados, melhorados, sendo apagadas as gorduras, sombreados alguns músculos, num esforço de alisa aqui e aumenta acolá. 

Há que lutar pelo reforço da auto estima, isso sim. 

 

 

 

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