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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A mobilidade em Lisboa

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Baixou este ano, significativamente o preço dos passes mensais para os transportes públicos na zona da Grande Lisboa. Boa medida, finalmente, diremos todos. 

É preciso agilizar o transporte público, reduzir a utilização de viaturas privadas, ordenar o estacionamento citadino. Tudo  intenções louváveis.

Mas o que aconteceu na verdade? Houve de facto um aumento de uso dos transportes coletivos, que não estavam, nem  brevemente estarão, preparados para tal enchente. Os comboios vão cheios e não respeitam os horários estabelecidos, os barcos são escassos para a afluência e então do Metro nem se fala.

O pessoal vai ali entalado, sem espaço para respirar e a rezar para que ao menos não haja interrupções na linha e a viagem passe rápido.

E  os carros na cidade parece que não diminuíram, pelo menos que se veja. 

Pois é, as boas intenções só, não chegam é preciso mais.

 

 

O Metro e as aves

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Há aves dentro das estações do Metro de Lisboa, pombas esvoaçantes sem medo dos passageiros e dos comboios. Procuram comida afadigadas.

Entram e saem, nem sei bem como. Mas que andam por lá mostrando experiência e à vontade, isso andam.

Numa estação, vi uma menina a andar pela mão do pai e a dar-lhe um encontrão para mostrar maravilhada a pombinha cinzenta mesmo à frente dos seus pezinhos, como se fosse na  relva verde de um jardim. Imagens que a cidade nos dá.

Presa pelos fundilhos das calças

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Ontem desequilibrei-me e caí ao descer nas escadas rolantes do Metro. Pois é, carregar sacos de compras, abrir e fechar a carteira para tirar o passe e descer as escadas da Baixa Chiado, tudo ao mesmo tempo, talvez já não seja para a minha idade.

Não tive grandes danos, a não ser o dano nas calças, que ficaram rotas e arejadas como manda a moda.

Mas o que me aconteceu e podia ser bem grave, foi ter ficado presa pelos fundilhos das calças na engrenagem do tapete rolante das escadas, sem me conseguir levantar e com pessoas atrás em risco de caírem também. Até que apareceu um salvador, que vinha a subir e correu ao ver a situação e lá me ajudou a libertar a tempo, auxiliando os outros passageiros a passar no entretanto, e apanhando ainda os sacos espalhados.

Mas fiquei a pensar, então estas escadas não deveriam ter uns sensores que as façam parar quando alguma coisa fica entalada?   

 

  

Outra vez o Metro de Lisboa

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Os utilizadores do Metro de Lisboa têm de protestar e não se podem calar. A administração da empresa resolveu agora, reduzir o número de composições em uso, dando-lhe o bonito nome de «horário de verão.»

Mas horário de verão, como? No verão não se trabalha, não temos a cidade ainda mas cheia de turistas e de visitantes?

Mas reduzir como? As carruagens não andam a abarrotar, as composições não chegam com atrasos?

Se o serviço público fosse acarinhado, devia era ser aumentado o número de comboios, sobretudo nas horas de maior afluência e acabar com os atrasos, as interrupções e paragens, as chamadas «perturbações na linha», que perturbam isso sim, a vida dos utentes. 

Quando vi nem percebi o que era

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Vi uns homens a colarem cartazes nas paredes da estação do Metro. Olhei, mas a princípio até me pareceu uma língua esquisita, as tais cruzinhas ou «hastags», como se diz em linguagem de rede social, não facilitaram a leitura e não percebi do que se tratava.

Os homens agiam depressa e desapareciam num instante e a iminência do comboio não me deixou assimilar a coisa.

Ao mudar de linha noutra estação, consegui então ver o cartaz com o convite para dizer olá a quem desce ou a quem sobe a escada ou a quem entra ou sai da estação.

Achei uma boa ideia. Cumprimentemo-nos pois, se não de viva voz, ao menos interiormente.

Sorrisos ajudam e precisam-se.

Transportes públicos, Metro e Lisboa

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Há carros a mais nas grandes cidades, e agora falo por Lisboa, onde circular e estacionar é muitas vezes um problema. Por isso, anda-se muito mais depressa de transportes, sobretudo de Metro. Mas os serviços prestados pelo Metro, apesar do alargamento das linhas, ou até talvez por causa dele, têm vindo a piorar, é uma constatação.

Os comboios escasseiam, não são regulares, as carruagens vêm cheias, apresentam-se sujas e desgastadas, há muitos atrasos, falhas, paragens, interrupções ou «perturbações na linha», como lhe chamam.

Ora, manda o bom senso, que devia ser norma suprema de uma empresa pública, que antes de serem investidos milhões em mais obras e alargamentos na rede, fossem isso sim, melhorados os serviços que existem.

Com o  Metro a funcionar como deve ser, muitas deslocações de automóvel seriam escusadas e também os autocarros circulariam melhor, cumprindo os seus horários, o que neste momento é quase uma lotaria devido ao caos no trânsito.

As cidades só têm a ganhar com a melhor qualidade dos serviços públicos de transportes.

Calor e Metro

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Chegou o calor em Lisboa e chegou em força.

É nestes dias de sol intenso que eu acho que andar de Metro é uma benção. 

Entrar no fresco da estação, e sermos transportados através da cidade, num gigantesco comboio subterrâneo, ventilado  e ao abrigo da caloraça, parece-me coisa de magia, sobretudo se tivermos conseguido um lugar sentado.

E depois mágicos, são também alguns dos seus passageiros. Hoje encontrei um jovem mulato, com os seus «fones» nas orelhas, que dançava e muito bem, animando a carruagem ao som da música que só ele ouvia.

Mas a sua dança podia ser partilhada por todos e era uma alegria para a vista.

 

Andar de transportes públicos em Lisboa

Costumo andar de transportes públicos em Lisboa, em regra o metro, mas mais recentemente comecei a andar de autocarro, fora da hora de ponta, que afinal até tenho mesmo duas belas linhas, ao pé de casa e que me dão muito jeito.  

Tenho então reparado, que os frequentadores dos autocarros parecem diferentes dos frequentadores do metro, mais velhos, mais modestos, alguns mesmo com aspeto bem pobre, gente que apesar da idade, muita, por vezes, e das suas mazelas, bengalas e canadianas, continua a trabalhar, a sair de casa e a labutar.

Enquanto no metro, de manhã e ao fim do dia, vai toda a gente com ar (mais ou menos), catita, que até dá gosto, ver as mulheres, jovens, ou não, com o cachecol a dar com a mala, botas da moda, maquilhadas, gente sorridente a ouvir musica nos seus auscultadores, no autocarro o cenário é muito diferente.

 As roupas estão gastas, sujas, rotas, o ar das pessoas é carregado, cansado, talvez doente.  

Trata-se de um retrato de  gente pobre, que também é portuguesa e parece sofrer em demasia.

 

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