Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Século 21

sec .jpg

Acabei de ler um livro de que gostei muito, do isrealita Yuval Noah Harari, autor de dois «best sellers», anteriores, Homo Sapiens e Homo Deus, obras estas que eu não li, mas que tenho ouvido louvar.

Claro que ser campeão de vendas pode não ser grande cartão de visita. 

Este livro, porém, pretende lançar pistas no debate sobre o futuro da humanidade, analisando os desafios tecnológicos e políticos do nosso tempo, falando sobre o desespero e a esperança dos seres humanos e ainda sobre as notícias falsas e a pós-verdade, terminando contudo, num sentido otimista sobre a educação, a mudança e o sentido da vida. A leitura é fácil e a linguagem acessível.

No capítulo 20, «A vida não é uma história», refere «Cada geração precisa de uma resposta nova, uma vez que aquilo que sabemos e não sabemos está sempre a mudar. Perante tudo o que sabemos e não sabemos sobre a ciência, sobre Deus, sobre a política e sobre a religião, qual a melhor resposta que podemos dar hoje?»

Anseio recorrente e atual, a procura de uma resposta, penso que esta obra se distingue por saber enquadrar os desafios do presente e desvendar a partir daí, possíveis caminhos do amanhã.

 

Livro «Os Romanov»

livro romanov.jpg

De 1613 a 1918, quase 300 de história da Rússia e consequentemente também da Europa e do Médio Oriente, nos são desvendados com base numa profunda pesquisa de novos arquivos, pelo escritor inglês Simon Sebag Montefiore. 

A narrativa destes dois volumes parece uma mistura da obra literária «Guerra e Paz» e da série televisiva «Guerra dos Tronos». São retratos de czares e czarinas, alguns geniais, outros loucos, mas todos enformados pelo poder autocrático e pela ambição imperial, que o autor considera que ainda hoje perdura na figura de Putin e dos seus próximos, terminando as suas páginas desta forma, «Os Romanov foram-se mas a autocracia russa continua viva».

A criação da cidade báltica de São Petersburgo, as figuras de Pedro o Grande e Catarina a Grande, as guerras napoleónicas, a guerra da Crimeia, a rainha Vitória, Tolstoi, Lenine, até ao último czar Nicolau II e a sua consorte a imperatriz Alexandra, fuzilados com a sua família, pelas balas da revolução. Tudo isto é recordado com o apoio de várias fontes históricas.

Boa obra, para quem gosta de ler livros históricos. 

 

Viver também é peregrinar

leonor x.jpg

Leonor Xavier,  jornalista e escritora que sigo de perto, acaba de publicar um livro da editora «Oficina do Livro», que reúne testemunhos de 70 portugueses, mais precisamente, como sublinha a autora, 35 homens e 35 mulheres, sobre a ideia da «peregrinação».

Refere na Introdução, «Andei meses, ...a pensar como poderia celebrar a vinda do Papa Francisco a Portugal....e a pensar nas comemorações (do centenário) das Aparições, (de Fátima), neste 2017...»

Crentes e não crentes, falam assim, sobre o que é para cada um, a ideia da peregrinação. Destaca-se a noção de honrar a vida, ou procurar um sentido, pois qualquer pessoa é peregrina do seu percurso. 

É um livro que pretende ser autêntico, e não confessional ou religioso e procurou manter um estilo coloquial nas diferentes maneiras de dizer, o que torna a sua leitura apaziguadora e muito fácil .

 

Hoje toda a gente fala de futebol

soc dec.jpg

Depois do êxito de ontem da seleção portuguesa, hoje toda a gente vai falar de futebol e com bons motivos, mas eu quero destacar um livro que me chegou às mãos, sobre as contradições do nosso tempo.  

Trata-se da obra, «Por uma sociedade decente», do Professor Eduardo Paz Ferreira, que pretende ajudar-nos a refletir sobre como construir uma sociedade melhor, aquilo que todos desejamos, ou simplesmente decente, partindo da análise, aliás muito bem feita, da situação atual e de como lá se chegou. 

É referido que hoje «o individualismo ocupou o lugar da solidariedade, o mercado substituiu o Estado.» (pág. 32). 

O autor propõe o reforço dos poderes do Estado, ou dos Estados, o combate concertado à grande evasão fiscal, pois parece que o dinheiro corre livremente por novas vias, espremendo a classe média, que sustenta a máquina, e tornando os pobres mais pobres e os ricos mais ricos. 

Gostei de saber que há ainda entre nós, quem se preocupe com os temas sociais, que defenda a correção das desigualdades e que critique o ultraliberalismo.

Estou confiante que algum dia, talvez próximo, assim o espero, a corrente mudará.

 

 

 

O que ando a ler

livro amiga.jpg

Gosto muito de ler. Fui incentivada a isso, pela minha mãe que, recompensava o meu bom comportamento com pequenos livrinhos de histórias tradicionais infantis, a bela adormecida, a menina dos fósforos, a gata borralheira e outros.

O meu pai criticava e censurava o meu gosto pela leitura, que considerava excessivo, e chegava a esconder-me os livros para eu não perder tempo a lê-los, porque queria que eu largasse os romances, coisa de menos importância, e estudasse. Chegou a fechar a coleção completa dos livros de aventuras dos «Cinco», dentro de uma mala de viagem.

Não posso faltar à verdade, esquecendo que mais tarde, conformando-se com esse meu «capricho», me incentivou a cursar Direito, onde teria sempre muito que ler e que escrever, conselho que segui.

Lá ia estudando e lendo, pois era-me fácil descobrir os esconderijos, e muitas vezes lia pela noite fora com uma lanterna a pilhas, para não me mandarem apagar a luz.

Fico a pensar qual seria hoje o pai capaz de esconder os livros aos filhos ou filhas, mas enfim, nunca perdi o gosto pela leitura e reconheço que a minha vida não seria a mesma se não tivesse sempre algo para ler.

Vem isto a propósito da pergunta que me fazem amiúde, «o que andas a ler?»

Pois agora, que julgo que acaba de sair o quarto e último volume da obra «A Amiga Genial» da escritora italiana Elena Ferrante, é isso que ando a ler e com muito prazer. 

Quem também partilhar este meu gosto, tem aqui uma obra perfeita, uma análise muito bem contada, que segue o percurso de duas amigas napolitanas, na sua infância, adolescência e idade adulta, com as suas aventuras e desventuras, que é também a história da Itália e das suas contradições.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D