Ao saber da corrente

Está a ser muito discutida entre nós, a possibilidade de ausência de retenções dos alunos, até ao nono ano de escolaridade, ou seja, durante o ensino básico.
Se nos primeiros anos de escolaridade se pode facilmente aceitar esta regra, porquanto os tempos de aprendizagem são diferentes para cada criança, à medida que os graus de ensino avançam, porém, mais difícil se torna a recuperação do aluno com dificuldades, devido à progressiva complexidade das matérias.
Desta maneira, isto não pode significar que «até ao nono ano passam todos». É que os facilitismos não facilitam a vida de ninguém.
O que devia haver era um maior acompanhamento do tal aluno em dificuldades, pela escola e no momento certo, antes de ele «chumbar» ou ficar retido no mesmo ano.
E será isto possível na maioria das nossas escolas básicas? Há professores, salas disponíveis, ou melhor, vontade, para acompanhar estes alunos mais atrasados?
Ou será que esta é mais uma medida que começa pelo fim, tal como aconteceu com os passes mais baratos, que provocaram um grande aumento de passageiros dos transportes públicos, mas que pioraram em muito, a prestação do serviço, devido à sua sobrecarga?
Ora, antes de procurar fazer apenas «um bonito para a foto», convém primeiro sabermos para que lado corre o rio.