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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

E quando ela não cai do céu

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Aqui fica uma linda imagem do Lago Como, no norte de Itália, imenso reservatório natural de água no sopé das montanhas alpinas.

Ouvimos dizer, «é como a chuva que cai do céu». Mas a chuva vai escasseando, pelo menos nas nossas paragens.

Lembro-me de um chuvoso inverno, quando vivia num último andar de um prédio, mesmo por debaixo do telhado, que deixava passar água para dentro do quarto. Tínhamos de colocar baldes para a aparar, enquanto se esperava pelo bom tempo, para se poder reparar o telhado. Esta espera durou quase todo o inverno, pois a chuva não cessava.

Ora isto, é passado. 

Agora a chuva escasseia e temos de ser muito cuidadosos com a utilização da água. Embora nos digam que apenas 30% do consumo de água seja doméstico, sendo o grosso, 70%,  gastos na agricultura, cada um de nós tem de fazer o seu trabalho.   

Mas para poupar água a sério, porque não aproveitar a água dos banhos e dos eletrodomésticos para as sanitas ou  despejos. Não faz sentido usar água tratada para esse fim. Não digo com o sistema de baldes ou alguidares, mas sim com a instalação de condutas ou reservatórios nos prédios, pelo menos nas novas construções, para esse efeito.

Por outro lado, o país, bem deve começar a pensar em investir, o quanto antes, em sistemas de dessalinização da água do mar, como em Porto Santo, por exemplo, pois tudo indica que é para isso que se caminha. 

 

Páscoa, chocolate e metafísica

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O consumo de chocolate cresce nas épocas da Páscoa e do Natal. Mas na União Europeia, os portugueses ainda são os que menos o consomem, talvez pelo seu preço elevado, atingindo por ano, e por pessoa, menos de dois quilos, muito aquém dos mais de dez quilos consumidos no Reino Unido e na Alemanha.

O cacau existia na América Latina, onde era tomado como bebida, amarga e energética e Portugal contribuiu para a sua divulgação, ao introduzir cacaueiros brasileiros nas ilhas de S. Tomé e Príncipe, onde ainda hoje são cultivados e com boa qualidade. 

O chocolate sabe bem, torna-nos mais felizes, e comido de forma moderada, não é tão engordante como se pensa, sobretudo se for negro e com pouco açúcar, e além disso, faz bem, pois ajuda a combater o colesterol.

Na Páscoa que se aproxima, quando nos deliciarmos, com os ovos ou as amêndoas de chocolate, lembremo-nos da frase do nosso poeta, Fernando Pessoa, «come chocolates, pequena, come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolate.»

E enquanto o houver, digo eu, pois a produção será escassa de acordo com as previsões de aumento do seu consumo.

 

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