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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Depois da seca

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Depois da seca, chegou finalmente a chuva. E que saudades dela!

Até há pouco mais de um mês, ouvíamos as previsões meteorológicas ou consultávamos os nossos telemóveis para saber do tempo, e duma coisa podíamos estar certos, mesmo que a chuva estivesse prevista, ela parecia desvanecer-se antes de chegar. 

Agora é ao contrário, mesmo que a previsão seja um sol radioso, a chuva consegue sempre marcar presença.  

Algumas barragens estão já com a sua quota máxima, ou perto disso e outras estão finalmente a ser limpas, para aumentarem a sua capacidade. 

E a chuva ainda é pouca para a falta que nos faz.

A água ou a falta dela

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Dizem que o país está a atravessar uma situação de seca, sendo que 80% do seu território está em situação de seca severa.

Mas isto não parece  fazer acordar o pessoal, pois, exceção feita a locais remotos, abastecidos por auto tanques, a água continua a correr nas torneiras e os jardins continuam a ser regados.

Não será tempo de serem tomadas medidas de poupança de água, antes de esta começar mesmo a faltar? 

Ninguém sabe como vai ser o inverno, chuvoso ou não, outra vez. 

Mas devia ser agora, antevendo o pior, que o combate à falta de água, fosse implementado como prioritário.

Noite de trovoada

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Nem sempre os nossos animais tem este ar sereno e  tranquilo como o da foto.

A minha Charlotte, cadelita meiga e simpática, é capaz de pôr uma casa em rebuliço, sem atender a horários ou tormentas. 

Foi o que aconteceu numa destas noites. Tive de a levar à rua, numa urgência, em pijama e casacão por cima.

Mas em vez de regressar prontamente aliviada, comecei a estranhar porque nunca mais me aparecia. Chamei  sem êxito.

De repente, rebenta uma chuvada e trovoada monumental. E a bicha que costuma recusar-se a sair debaixo de umas pinguitas que sejam, nada de retornar.

Resolvi voltar a casa para ir buscar chapéu de chuva, gorro e o que mais fosse preciso para enfrentar o temporal.

Eis senão quando, ao olhar pela janela a vejo na rua, escondida atás dos carros, ensopada mas consolada, a cear uns restos de comida ali caídos, que depois verifiquei serem de leitão.

Pode-se dizer que o leitão tem muitos apreciadores. 

 

Flor de laranjeira

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As laranjeiras já florescem perfumadas pelas ruas da cidade.

Mas na semana passada choveu tanto em Lisboa, que ao sair do Metro na estação das Laranjeiras, deparei com dois bonitos patos, a chapinharem felizes nas poças, as mesmas poças de água que os infelizes passantes tentavam ingloriamente evitar.  

Ao ver os patos naquela agitação, ainda me dirigi à entrada do Jardim Zoológico, para perguntar ao «Segurança», se os patos seriam do Jardim. «Que não, que aqueles eram outros, também não sabia donde teriam vindo, ele conhecia os patos todos do Zoo, e estes quando fugiam, saíam sempre para o lado de Sete Rios e não para aquele lado.»

Já se foram os patos, e a chuva de abril, águas mil, espera-se também, mas ficaram as laranjeiras em flor.

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