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Ninguém é feliz sozinho

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Sapatos e alpergatas

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A minha professora, da primeira classe da escola primária pública, de quem guardo boas memórias, disse no primeiro dia de aulas, que não queria meninas descalças na sua aula. Dizia então a Dona Dalila, «mesmo que os vossos pais não possam comprar sapatos, por serem caros, podem comprar umas alpergatas de sola de borracha, descalças é que nem pensar.»  Estas alpergatas eram feitas em tecido, com restos de borracha de pneus ou com solas de corda.  

Era uma Lisboa remediada ou pobre, no princípio dos anos 60 do século passado. E eram assim as regras de Salazar. 

Mas eu na altura, não conhecia ninguém que andasse descalço. E fiquei a pensar se as minhas sandálias de verão, preencheriam os critérios de andar calçada. Também pensei no meu pai, que em garoto, queria era jogar à bola sem sapatos, como via a miudagem fazer, e a quem o meu avô prometia sovar se o apanhasse a andar descalço na aldeia. 

Pois hoje, há umas alpergatas giras e confortáveis à disposição de quem as aprecie.

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