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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Pelo Chiado abaixo

Uma destas tardes, ao entrar numa nova padaria da Baixa, encontro dois brasileiros, ambos com ar de turistas, um rapaz novo e uma senhora de mais idade, provavelmente a mãe,  ao balcão, a perguntarem ao empregado, «qual daqueles era o pão mais tradicional português»?

O empregado respondeu com dureza, «este pão aqui é todo espanhol». Percebi assim, que o estabelecimento que também para mim era novo, devia pertencer a  alguma cadeia espanhola.

Aí intervim eu, sublinhando que mais tradicional ou mais parecido com o português, deveria ser  um «daqueles» na prateleira, que os brasileiros logo encomendaram satisfeitos, agradecendo.

Mas metida conversa, gracejei, «estão a ver, aqui no nosso país ou as coisas são espanholas ou são chinesas, não sei como é no Brasil.» Entre gargalhadas responderam, «ai no Brasil também as coisas não estão fáceis, longe disso.»

Pois é, parece que a globalização, ou lá o que é, está por todo o lado a mudar as nossas vidas.

 

 

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