Páscoa, chocolate e metafísica

O consumo de chocolate cresce nas épocas da Páscoa e do Natal. Mas na União Europeia, os portugueses ainda são os que menos o consomem, talvez pelo seu preço elevado, atingindo por ano, e por pessoa, menos de dois quilos, muito aquém dos mais de dez quilos consumidos no Reino Unido e na Alemanha.
O cacau existia na América Latina, onde era tomado como bebida, amarga e energética e Portugal contribuiu para a sua divulgação, ao introduzir cacaueiros brasileiros nas ilhas de S. Tomé e Príncipe, onde ainda hoje são cultivados e com boa qualidade.
O chocolate sabe bem, torna-nos mais felizes, e comido de forma moderada, não é tão engordante como se pensa, sobretudo se for negro e com pouco açúcar, e além disso, faz bem, pois ajuda a combater o colesterol.
Na Páscoa que se aproxima, quando nos deliciarmos, com os ovos ou as amêndoas de chocolate, lembremo-nos da frase do nosso poeta, Fernando Pessoa, «come chocolates, pequena, come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolate.»
E enquanto o houver, digo eu, pois a produção será escassa de acordo com as previsões de aumento do seu consumo.