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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

O velho elevador do Lavra e as suas novas gentes

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Para cima e para baixo lá anda o velho elevador do Lavra, desde 1884, sendo o mais antigo de Lisboa.

Já viu muita coisa, muitas e variadas gentes.

Agora, sobe e desce carregado de turistas.

Numa destas tardes ensolaradas, entrou no elevador uma família muito peculiar, duas jovens mulheres de burka,  e rosto tapado, apenas com os olhos à mostra, acompanhadas de sete rapazes, alguns aparentemente com idades muito próximas, e ainda um homem também jovem, que parecia ser o «chefe da família.» 

Vinham todos encasacados para o frio, quando a maioria dos passageiros ia de manga curta e sandálias.

Os meninos sentaram-se com as suas mochilas, os seus tablets e telemóveis, sempre  de olhos postos no «chefe», que à medida que o elevador ia entrando os obrigava a apertar nos bancos para dar lugar a mais pessoas.

E lá subiu pachorrento o elevador, permitindo as fotos e os filmes do costume.

Quando saímos, ouvi dois senhores de idade, comentar, «só tinha visto esta gente nos filmes e na televisão, de onde virão e como virão, como será a distribuição dos quartos, (isto dito com malícia e risinhos), qual a logística necessária para  poderem viajar, um grupo de 10 pessoas?»

Talvez tenham vindo num cruzeiro, ou talvez não, o que me intrigou foi, sendo sete rapazes, alguns ainda meninos, e presumivelmente as suas mães, onde terão deixado as meninas, em casa, lugar que destinam às mulheres, a cargo de criados? Por outro lado, pensei também, se não tivessem sido os nossos heróis, a começar em D. Afonso Henriques, e por aí fora, provavelmente andariam as mulheres portuguesas igualmente de burka.

Ao menos, que a visita ao ocidente possa servir para abrir algumas mentalidades. 

 

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