O que nos reserva o dia de amanhã
Tal como hoje, penso que em todos os tempos a pergunta sempre foi, o que nos trará o futuro.
É que os sinais à nossa volta podem não ser muito tranquilizadores.
A tecnologia tem contribuído para o desaparecimento de postos de trabalho e parece que esta tendência se vai acentuar.
Fala-se de comboios, aviões e carros sem necessidade de condutores. Supermercados e farmácias com atendimento e pagamento automatizado mediante a leitura de códigos de barras, das receitas ou de outros sistemas ainda a criar. Intervenções cirúrgicas feitas pelo computador, que substitui o cirurgião, drones em armazéns para procura e entrega de mercadorias.
Eu sei lá o que por aí vai, parece que os ventos que sopram querem afastar de vez o trabalhador, talvez com algumas vantagens, convenhamos, nada de baixas, nada de mau feitio, nada de greves.
Mas será mesmo assim?
Não terá de haver sempre alguém por detrás a tomar conta da coisa?
Ao menos, tenhamos esperança que estes avanços se possam traduzir não em menos emprego, não em empregos precários ou mal pagos, mas em mais tempo livre e mais qualidade de vida para cada trabalhador.
