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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Andar de transportes públicos em Lisboa

Costumo andar de transportes públicos em Lisboa, em regra o metro, mas mais recentemente comecei a andar de autocarro, fora da hora de ponta, que afinal até tenho mesmo duas belas linhas, ao pé de casa e que me dão muito jeito.  

Tenho então reparado, que os frequentadores dos autocarros parecem diferentes dos frequentadores do metro, mais velhos, mais modestos, alguns mesmo com aspeto bem pobre, gente que apesar da idade, muita, por vezes, e das suas mazelas, bengalas e canadianas, continua a trabalhar, a sair de casa e a labutar.

Enquanto no metro, de manhã e ao fim do dia, vai toda a gente com ar (mais ou menos), catita, que até dá gosto, ver as mulheres, jovens, ou não, com o cachecol a dar com a mala, botas da moda, maquilhadas, gente sorridente a ouvir musica nos seus auscultadores, no autocarro o cenário é muito diferente.

 As roupas estão gastas, sujas, rotas, o ar das pessoas é carregado, cansado, talvez doente.  

Trata-se de um retrato de  gente pobre, que também é portuguesa e parece sofrer em demasia.

 

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