Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Igualdades ou talvez não

hotel mar.jpg

Duas jovens, desciam a Avenida da Liberdade, numa destas tardes ensolaradas. Ténis e calças de ganga justinhas, cabelos soltos pelos ombros. Dizia a  mais gordinha para a outra, «Eu não quero nenhuma relação séria, mas também não quero nenhum caso de uma só noite, o que eu quero é um gajo para f...». Assim, alto e bom som, com todas as letras que não se repetem aqui.

Muito nos avisaram as nossas mães e avós contra os «fulanos que só queriam aproveitar-se das meninas e não tinham intenções sérias», mas agora são as meninas que, por via da igualdade, ou por outras vias, se encontram no mesmo patamar.

Ao menos que haja coincidência de vontades.

Que mal fica a igreja católica na fotografia

presep mini.jpg

Fui educada como católica e hoje posso dizer que sou uma «católica pouco convicta», mas que guardo o devido respeito ao sentido da religiosidade e sobretudo acredito na máxima, «a fé consegue mover montanhas». 

Mas as recentes revelações de práticas repetidas de abusos sexuais e pedofilia na igreja católica,  fazem gelar o mais profundo de cada um de nós.

Fica por terra a pretensa superioridade da religião católica, e só posso dizer que muito mal se sai a igreja nesta fotografia. 

Sobre a investigação de tais denúncias e afastamento e punição dos culpados, temos de aceitar que mais vale tarde do que nunca. Agora continuar a defender o celibato dos padres e não aceitar a ordenação das mulheres, parece uma enorme falta de visão sobre este problema.  

Crianças e ar livre

neve munique.jpg

Sabemos que o desenvolvimento das crianças e das suas capacidades motoras beneficia com as brincadeiras na rua ou ao ar livre. Mas um estudo recente da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, constatou que em comparação com grupos etários da mesma idade, as crianças norueguesas brincam muito mais no exterior do que as crianças portuguesas, isto quer no inverno quer no verão.

Parece impossível, não é. Ora, entre as principais razões pelas quais os pais justificam as poucas  brincadeiras no exterior, estão o receio de estranhos e do trânsito. O primeiro medo deve ser comum a quase todas as culturas, recear que alguém faça mal aos pequenitos ou que estes se percam, mas o perigo do trânsito, parece-me bem justificável e muito português.     

São também as crianças portuguesas as que são mais transportadas de carro para a escola.

Ou seja, os pais portugueses, para além de cumprirem extensos horários de trabalho que não devem passar pela cabeça de um norueguês, devem ser os que mais longe vivem das escolas, enfrentando ainda dificuldades de transporte para levar e recolher os filhos. 

Assim, enfiados em extensas viagens de carro, casa, escola, trabalho, como podem estes pais ainda ter tempo e disposição para deixar (e vigiar), os infantes a brincar ao ar livre? Resta a esperança de que as escolas tentem  compensar isto, incentivando os desportos e corridas nos pátios exteriores.

Coisas de cães e cadelas

cadelas.jpg

Na família mais próxima partilhamos agora três cães, ou melhor duas cadelas, uma das quais idosa, e um macho recém-chegado. Foram todos resgatados de canis e as adoções correram todas bem.

Convivem e brincam com frequência. Com exceção da hora da refeição, pode dizer-se. Aí, o macho depois de comer da sua gamela, vem rápido à procura da comida das duas cadelas e se o deixarem, mostra-lhes o dente para que elas se afastem e poder assim refastelar-se à vontade, com a comida delas.

Porque será que isto acontece, não entendo. Será por ser macho, por ser dominante, por as duas cadelas serem calmas, não sei. Temo que seja um dos traços da masculinidade canina, mas que tem de ser contrariado, ai isso tem.

A moda e o envelhecimento

az 2.jpg

Um sinal de envelhecimento é não gostarmos da generalidade da moda do momento.

Tal como na música, em que os mais velhos ficam colados aos «hits» dos anos 60, 70 ou 80, não se identificando, nem reconhecendo nenhum estilo ou grupo musical depois dessas datas, com  a efemeridade da moda de vestir, acontece o mesmo.

São as calças apertadinhas, quando o nosso ideal eram as calças à boca de sino. São as cinturas descaídas, quando as cinturas subidas sempre foram as preferidas, até para esconder as gordurinhas. São as cores e os padrões de outrora. São as blusas cintadas, com folhos, sem folhos ou largas até demais. Ou os vestidos, mini, justos, ou pregueados... 

Uma coisa é certa, a diversidade nunca foi tão grande. O ir buscar tendências das décadas passadas é hoje plenamente aceite. Assim, podemos sempre escolher e variar, ou não.  

Outra vez o mau estacionamento

estacionam.jpg

estacionamento.jpg

É quase do tamanho de um autocarro e está há meses estacionado com a parte traseira em cima do passeio, confinante com um dos poucos terrenos, que ainda permite o estacionamento gratuito e selvagem, mesmo no centro de Lisboa.

Com a chuva, o tal terreno vira lamaçal e os pedestres têm de sair do passeio e atravessar as poças de água e de lama, numa zona mal iluminada ademais. O carrão lá continua impante, com a erva a crescer por todo o lado. Não sei se está abandonado, o que sei é que sendo a Emel tão escrupolosa em certas situações, não olhe para esta e não lhe ponha cobro.

Os peões agradeceriam de certeza. 

Século 21

sec .jpg

Acabei de ler um livro de que gostei muito, do isrealita Yuval Noah Harari, autor de dois «best sellers», anteriores, Homo Sapiens e Homo Deus, obras estas que eu não li, mas que tenho ouvido louvar.

Claro que ser campeão de vendas pode não ser grande cartão de visita. 

Este livro, porém, pretende lançar pistas no debate sobre o futuro da humanidade, analisando os desafios tecnológicos e políticos do nosso tempo, falando sobre o desespero e a esperança dos seres humanos e ainda sobre as notícias falsas e a pós-verdade, terminando contudo, num sentido otimista sobre a educação, a mudança e o sentido da vida. A leitura é fácil e a linguagem acessível.

No capítulo 20, «A vida não é uma história», refere «Cada geração precisa de uma resposta nova, uma vez que aquilo que sabemos e não sabemos está sempre a mudar. Perante tudo o que sabemos e não sabemos sobre a ciência, sobre Deus, sobre a política e sobre a religião, qual a melhor resposta que podemos dar hoje?»

Anseio recorrente e atual, a procura de uma resposta, penso que esta obra se distingue por saber enquadrar os desafios do presente e desvendar a partir daí, possíveis caminhos do amanhã.

 

Janelas e janelinhas

janela.jpg

Não temos falta de lindas janelas, não senhor. Por todo o  país, nas zonas mais antigas, existem bonitos  exemplares, enquadrados por azulejos ou por cantaria mais ou menos trabalhada, um regalo para a vista.

Agora em termos de eficiência energética e de conforto, sobretudo nas noites e dias gelados, ou nos dias de grande calor, algumas destas janelas são uma desgraça, pois não isolam as habitações, permitindo trocas indesejadas de  temperatura.    

Muitas famílias e instituições têm optado pela mudança de caixilharias nas suas casas e nota-se bem a diferença, nesses ambientes renovados. Ora, como investimento é caro, mas acaba por compensar com a economia de aquecimento e arrefecimento ao longo dos anos.

No alvor de mais um ano

po sol.jpg

No alvor de mais um ano veio-me à memória, uma vítima desde nova, da doença dos pezinhos,  que encontrei casualmente com muito boa cara, num destes dias.

«Sim, contou, tinha estado internada, com problemas cardíacos,  teve de colocar um novo pace maker, mas agora já se encontrava bem melhor.»

«Sim, era regularmente seguida no serviço nacional de saúde», onde, que eu saiba, já tinha feito dois transplantes de fígado e  várias outras intervenções e tratamentos decorrentes da sua patologia.  

«E só tinha a sentir-se agradecida.  Todos os dias pensava que continuava por cá, a acompanhar a filha estudante universitária e a mãe nonagenária, graças ao sistema público de saúde.»

Pois que no alvor de mais um ano, façamos votos para preservar aquilo de bom que ainda temos e que nos devia encher de orgulho. 

O Uruguai

urug bandeira.jpg

Bandeira do Uruguai com o sol representado

urug c mate.jpg

Chá mate, bebida nacional

urug casapueblo.jpg

Punta del Este, Casapueblo

urug montivedeo.jpg

Montevideo, praça do libertador

 

O Uruguai, um pequeno país da América do Sul, com cerca de 3,5 milhões de habitantes, entalado entre a Argentina e o Brasil costuma ser descrito pelos europeus como uma agradável surpresa, talvez pelas suas evidentes influências europeias.  E assim foi para mim. A capital, Montevideo onde vive mais de metade da sua população, dispõe de uma linha costeira magnífica, que ladeia o «Mar del Plata», quase uma «rambla» de cerca de 30 quilómetros, por onde passeiam democraticamente, nos seus tempos livres, grande parte dos seus habitantes.

O resto do país tem agricultura, sobretudo pastagens para gado bovino, fornecedor de boa carne e também vinha, que igualmente produz bom vinho.

Mas no Uruguai fica ainda Punta del Este, praia de água fria, mas com muita procura naquelas paragens. 

Em Punta del Este existe a Casapueblo, casa construída pelo artista Carlos Paez Vilaró. Onde este  viveu com a família e se reunia com os seus amigos, para assistir ao pôr do sol, cerimónia que os  visitantes costumam também presenciar. Ver o sol a mergulhar nas águas, pode parecer uma trivialidade, mas para muitos, oriundos de países sem costa virada a Oeste, é um momento único.

Não se pode falar do Uruguai, sem falar da sua bebida nacional, o chá mate, hábito que novos e velhos partilham, transportando consigo, o termo de água quente e o pucarinho com as ervas da planta e ainda do tango, pois que, segundo dizem, o tango nasceu no Mar del Plata. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D