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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

O encerramento do parque infantil

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Os parques infantis foram encerrados em março com o agravar da pandemia, bem como quase tudo. Pedia-se às pessoas para não saírem de casa, a não ser em situações restritas.

Aos poucos, tudo ou quase tudo, começou a reabrir. Os centros comerciais, as lojas do cidadão e as creches também e estas ainda mais cedo.

E então porque continuam fechados os parques infantis, com as fitas vermelhas e brancas, a impedirem os acessos?

Acho que no meio da crise os responsáveis esqueceram-se simplesmente de mandar retirar as fitas que por lá foram colocadas.

O telemóvel novo

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Ficou mesmo contente, no dia em que chegou pelo correio o telemóvel novo. Bem, novo novo, não era, em segunda mão, lembrança de um amigo emigrante na América, onde dizia que as operadoras «ofereciam» regularmente aos seus clientes, aparelhos de nova geração.

Mas para ela, era como se fosse novo. Muito melhor que o seu «velhíssimo» e estafado telefone móvel, que mais lhe parecia agora a aldraba da porta. Estava devidamente desbloqueado, era só começar. Mas foi por essa altura, que começaram também as dúvidas.

A viver fora de uma cidade, decidiu dirigir-se a uma loja Worten para, com um pouco de sorte e de paciência, receber algum apoio.

Estava então na fila de atendimento, com a máscara posta e o aparelho na mão, quando lhe surgiu pela frente um miúdo que avaliando a situação, lhe  perguntou o que ela pretendia.

Conversa puxa conversa, em poucos minutos ficou tudo instalado, as aplicações, o correio eletrónico e mais o que ela quis. 

Disse-me ela, «17 anos e conseguiu arranjar isto, num instante.» Concordámos ambas, «esse miúdo é precioso, melhor guardar o contato dele, porque nunca se sabe quando se pode voltar a precisar» .

A estufa fria de Lisboa

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Numa destas tardes fui passear para o parque Eduardo VII.  Não ia para aqueles lados há muitos anos. Pouca gente, mas o lago e os patos lá estavam a receber os visitantes.

Andava por ali na contemplação, quando verifico que um sujeito, talvez dos seus cinquenta, me seguia,  querendo fazer-se notado, surgindo ora por um carreiro ora por outro, sorridente e inoportuno.

Coisas estranhas, se passam por aqui.

Refugiei-me na Estufa Fria e pensei, grande parte da minha vida frequentei esta zona de Lisboa.  Andava no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho onde as professoras nos diziam para «nunca» atravessarmos o parque, por poder ser «perigoso» para uma jovem. Porém,  nos «entas», constatei que o perigo, ou a sua perceção, ainda por lá assoma.

Quando saí da Estufa verifiquei que o dito sujeito, estava sozinho dentro de um carro, à espera não sei do quê. Tristes vidas, de quem não tem mais nada para fazer, do que passar as tardes a importunar quem não gosta de ser importunado.

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