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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Mascarados e encapuçados

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Andamos na rua com máscaras no rosto, luvas na mão e chapéus, lenços, echarpes ou carapuços na cabeça.

É assim, com medo dos contágios. Qualquer saída impõe cuidados vários.

De manhã cedo fui ao pão. Havia umas tantas pessoas à porta da padaria. Cada uma distanciada, no seu lado da rua, bem disfarçada como se impõe.

Entretanto aparece uma cadela a correr por entre as minhas pernas muito satisfeita. Correu também para as pernas de outra encapuçada. 

Só então nos reconhecemos. As comadres mascaradas e disfarçadas no meio da rua, apenas denunciadas pela argúcia da cadela familiar.

Fechados em casa mas abertos para o mundo

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Estamos confinados em casa mas abertos para novas partilhas. E assim tem sido com o meu grupo de pilates. Apesar de os ginásios estarem fechados, ficar sem fazer algum exercício não é  aconselhável. E vai daí o mestre lá conseguiu organizar o grupo de forma tecnológica, com o recurso ao famoso zoom.

Com mais, sobretudo para os principiantes no sistema como eu e outros, ou menos dificuldades, no caso dos mais jovens e mais familiarizados, lá nos fomos adaptando. Houve de tudo é certo. Uma das colegas telefonou-me muito preocupada porque só conseguia entrar no zoom já a aula ia a meio e perguntou-me como é que eu fazia. Expliquei-lhe que abria o computador e seguia o link do convite do professor uns minutos antes da hora, para dar tempo para eventuais problemas, aguardando assim que o anfitrião desse início à sessão . 

Telefonou ontem, muito contente, porque afinal já tinha conseguido seguir a aula graças à minha sugestão.  Explicou ela, «é que aula não começa à hora indicada, começa bem antes,».Como? «eu sigo sempre as horas cá em casa pelo relógio de caixa alta que está na entrada, que apesar de ter sido dos meus sogros, continua a funcionar muito bem, e ontem já a aula ia a meio quando o relógio bateu as 9 horas...»

Posto isto, concordámos ambas que o melhor mesmo era abrir sempre o zoom com antecedência, não fossem os relógios andarem baralhados.

A reclusão de cada um

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Conheço-a há muitos anos, por via laboral, mas a nossa relação foi sobretudo cimentada por amizade e entendimento mútuos.

Acompanhei o seu drama, quando pouco depois de ter sido mãe, se apercebeu em pânico,  que a sua filha era diferente por não se desenvolver ao ritmo da maioria das outras crianças.

Depois de anos e anos de esperanças sofridas e desafios, lá veio o diagnóstico, um dado tipo de autismo.

A menina, agora jovem, frequentava uma instituição adequada onde os progressos foram muitos.

Com a pandemia, tudo isto cessou. A mãe veio para casa em teletrabalho e a filha veio também para casa para o seu mundo fechado. Perguntei à mãe, e agora? Agora, respondeu, vou ter ainda o triplo do trabalho, pois não quero que a minha filha regrida, tenho de andar em cima dela a incentivá-la, a motivá-la e a fazer os exercícios, mas pela primeira vez nas nossas vidas vou ter tempo para isso, vamos as duas ter tempo juntas e isso está a ser muito bom para ambas. 

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