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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A tortura da ida à praia

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A grande maioria dos portugueses gosta de praia e sei que uma percentagem ainda maior adora o mar, a água, os lagos ou os rios.

Por isso, calculo que este «post» vá cair mal para muito boa gente. 

Mas o que tenho constatado em pleno mês de Agosto, parece-me  uma grande insanidade. Logo de manhã cedo, e quanto mais cedo melhor, começam os carros a afluir na difícil tarefa de descobrir uma agulha no palheiro, ou seja, um lugar para estacionar.

Aparcada a viatura, muitas vezes em completo desrespeito ao Código da Estrada, correm as famílias para as areias, com as lancheiras, os chapéus de sol, as cadeiras, mais as crianças com os seus pertences e ainda os avós, estes com maior ou menor dificuldade motora. 

Chegados ao areal vá de montar o estaminé. Tarefa igualmente complicada, pois que a praia está quase, quase cheia, e ainda por cima a maré está a subir. 

E depois há o sol a queimar, os banhos, com água fria de enregelar os ossos, o vento, a areia nos olhos e nas merendas, e por fim, o regresso penoso até casa, com a pele ressequida e os fatos de banho ásperos de sal.

Ai praia, praia...não seria melhor alternativa, uma manta estendida em cima da relva, debaixo da sombra  de uma frondosa árvore?

Chegar a velho

trepadeira.jpg

Quem não morre novo, chega a velho. Como poucos querem morrer novos, o sonho será chegar a velho, mas por outro lado, e incompreensivelmente, ninguém quer ser velho, ou idoso, como se diz agora.

E ainda mais incompreensível se torna, quando nos lembramos que existem  hoje muito mais seniores do que crianças e ser frequente a coexistência familiar de quatro gerações, os pais, os filhos, os avós e alguns bisavós.

Ora o que interessa é chegar bem aos anos dourados, ou pelo menos relativamente, com a cabeça no lugar e o corpito ainda a bulir.

O Metro e as aves

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Há aves dentro das estações do Metro de Lisboa, pombas esvoaçantes sem medo dos passageiros e dos comboios. Procuram comida afadigadas.

Entram e saem, nem sei bem como. Mas que andam por lá mostrando experiência e à vontade, isso andam.

Numa estação, vi uma menina a andar pela mão do pai e a dar-lhe um encontrão para mostrar maravilhada a pombinha cinzenta mesmo à frente dos seus pezinhos, como se fosse na  relva verde de um jardim. Imagens que a cidade nos dá.

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