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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Bem prega Frei Tomás

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Lá no seu belo convento com vista para a Arrábida, prega Frei Tomás. E que bem prega o frade. Mas façam o que ele diz, não façam o que ele faz. 

O caso de vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo Bloco de Esquerda, Ricardo Robles, é mais um exemplo deste conhecido provérbio. Ele e o seu partido, sempre a falar contra a especulação imobiliária e contra os despejos dos antigos arrendatários.Vai de propor a alteração da legislação para impedir o «carrossel da especulação».

Porém, na hora de tomar decisões, age como qualquer empresário do ramo imobiliário. Compra barato, despeja e indemniza os inquilinos, faz obras e tenta vender caro. 

Então para quê mudar a lei que até permite a reabilitação e a valorização dos prédios?

Que políticas estas

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Foram aprovadas no parlamento duas leis que mexem perigosamente com sectores vitais para o país, a habitação e o turismo. Uma pretende limitar as possibilidades de despejo na habitação, para inquilinos com mais de 65 anos, ou que vivam na casa há mais de 15 anos e a outra restringe o investimento no alojamento local até 7 alojamentos por proprietário. Não percebi ainda, como se vão contar estes sete, se é por proprietário, por sociedade, por prédio ou por apartamento.

Mas enfim, o que é preciso é legislar e depressa para mostrar trabalho ao PCP e BE, antes do verão, que o orçamento está à porta e as eleições também assomam. 

As políticas de esquerda sobre arrendamento são iguais às mal aventuradas políticas de Salazar, que tão perniciosas foram para as cidades de Lisboa e do Porto, onde durante décadas as rendas não puderam subir e os senhorios eram obrigados a acolher os inquilinos que pagavam rendas miseráveis, mas viviam do aluguer de quartos com valores centenas de vezes superiores. 

Assim, se tomam medidas erradas, nefastas para o turismo e a habitação, talvez para conseguir matar a galinha dos ovos de ouro.

 

A petulância de Trump

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Reparem na petulância da pose e da atitude, ou a insolência ou a arrogância da mesma, como se queira dizer.

Recente visita do presidente Trump, ao Reino Unido. Como chefe de Estado estrangeiro, foi convidado a visitar uma casa museu onde viveu o primeiro ministro Winston Churchill e onde até hoje se conserva o seu cadeirão favorito.

E não é que não resiste a sentar-se no dito e a tirar e partilhar foto com um radioso ar de triunfo, (que recolhi do Twitter).

Porque estará ele tão satisfeito? Talvez pense que por se sentar no cadeirão de um dos maiores estadistas europeus, ganha também uma aura de líder.

Desengane-se, pois. Primeiro tem de aprender o que significa a democracia, a defesa da liberdade e a fraternidade. 

 

Diferentes culturas e costumes

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Com a saída dos nossos jovens por essa Europa fora, muitas histórias nos chegam.

Num condomínio no norte da Alemanha, onde convivem diferentes nacionalidades, um dos casais nacionais, pretendia dar uma festa, cumprindo toda a complexa etiqueta de boa vizinhança, que a cultura local obriga.

Assim, dias antes, foram porta a porta avisar os seus vizinhos. Colaram avisos no elevador, pedindo desculpa pelo eventual barulho ou incómodo que a festa pudesse vir a acarretar. 

No próprio dia, ofertaram uma garrafa de vinho a cada um dos vizinhos, talvez com a intenção de facilitar a partilha do espírito festivo.

A família portuguesa, preparou-se para o pior. Música alta, conversas soltas e concerteza uma noite mal dormida.

Mas contra todas as previsões, os últimos vestígios da festa cessaram por volta da meia noite e meia. 

Caso para dizer, diferentes culturas e diferentes costumes.   

Após 154 anos de história

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Diz a publicidade, ao novo Diário de Notícias, que as notícias chegam ao minuto durante a semana, «on line» e ao domingo sem horas, em papel.

Lá estão, a representar a semana, os seis pares de sapatinhos catitas alinhados e um par de chinelas de enfiar no dedo, como traje de domingo.

A ideia até que podia funcionar, se houvesse outra imagem destinada ao público feminino. Pois  onde estão os sapatinhos das leitoras?  

Será que após 154 anos de história, ainda não aprenderam nada?

 

Os professores e a sua luta

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Estão em luta os professores. Segundo os seus sindicatos, querem ver descongelado o tempo de carreira que foi congelado, nos tempos da crise, para todas as carreiras da função pública.

Ora isso é o que todos querem e pressupõe maiores gastos públicos.

A carreira de professor é atualmente uma carreira desprestigiada e poucos devem ser os jovens que a desejam.

Se dantes se ouvia as famílias dizerem «bata-lhe senhor professor, para ver se ele aprende», hoje as famílias dizem, «o meu filho é muito inteligente, o professor é que não sabe ensinar». Quando não passam mesmo à violência e vão à escola pedir satisfações e agredir o professor ou professora, que estas são a maioria na profissão.

A população portuguesa está a envelhecer. Nascem cada vez menos crianças e há por conseguinte cada vez menos jovens em idade escolar.

O número de professores deveria diminuir em conformidade. Mas parece, que até aumentou.

Conhecem algum professor, do ensino básico ou secundário, que tenha trocado de país para ir trabalhar para o estrangeiro?

Porém, isto acontece todos os dias com os nossos enfermeiros e os nossos médicos. Pessoal especializado, que nos faz muita falta e que parte em busca de melhores condições de trabalho.

Para estes e por estes é que se devia olhar em primeira linha, antes que seja tarde.

 

 

 

 

 

 

O jardim botânico de Lisboa

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Depois de alguns anos de abandono ou má manutenção, reabriu melhorado esta primavera, o velhinho Jardim Botânico, pertencente à Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, para os lados do Príncipe Real.   

Este jardim foi fundado em meados do século 19, como complemento escolar para o estudo da botânica. Vieram de terras longínquas, exemplares e sementes de plantas de todas as colónias do país. Para algumas foi fácil aclimatarem-se e reproduzirem-se na cidade. Como exemplo bem sucedido desta aclimatação, lá está um magnífico dragoeiro, quase à entrada.

Paga-se 3 euros para visitar, o que não se pode considerar barato, porém para uma família, dois adultos e duas crianças, o preço é de 7,50 euros. É um bonito recanto de Lisboa antiga, com bastantes visitantes, nacionais e estrangeiros, onde se ouvem os passarinhos, o vento nas ramagens, e se observam os recantos, os lagos e os diferentes verdes, muito verdes.

Por bons momentos, conseguimos esquecer que estamos no centro da cidade.    

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