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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

«Pós pop» revisitado

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Pós pop é o nome de uma interessante exposição na Fundação Gulbenkian em Lisboa, sobre o movimento cultural surgido depois da segunda guerra, que influenciou nas artes, na publicidade, na música, na moda, a nossa vida quotidiana, até aos dias de hoje.

Recordo muitas destas lembranças, a par de uma cena ocorrida recentemente entre dois casais amigos, agora denominados idosos, a tentar utilizar um computador portátil, mas sem se lembrarem da senha de entrada. Por fim, uma das esposas lá conseguiu lembrar-se e finalmente o acesso deu-se.

Mas eis um novo escolho, qual a senha certa para o movimento bancário?

Surgiu depois de muitas tentativas, de uma das carteiras, um papelinho, com a senha escrita.

As memórias já não são de fiar.

Pois, meus senhores, foi esta a geração inovadora do pop.

Velhos ou novos, a todos sabe bem recordar ou aprender.

Não pedimos para nascer. E para morrer?

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Ninguém pede para nascer. E para morrer, pode-se ou não pedir?

Este assunto encontra-se em discussão nas sociedades ocidentais. Viver, viver muitos anos, com saúde física e mental, devia ser o objetivo de todos nós. Mas por vezes, os avanços da medicina parece que conduzem ao prolongamento da vida para além do desejável.

A recente decisão de um cidadão australiano de 104 anos de idade, David Goodall, de se deslocar à Suíça para pedir a eutanásia, tendo expirado na quinta-feira passada, leva-nos a refletir. Depois de uma longa e preenchida vida dedicada ao estudo e investigação, as limitações da idade, a falta de vista e de mobilidade, sobretudo, conduziram-no a essa decisão.

Ainda tentou resolver o assunto, pelos seus meios, mas foi reanimado num hospital australiano, país que admite a eutanásia em situações de doenças terminais, o que não era o caso.

Nas suas últimas declarações, referiu, «a sociedade não deve obrigar ninguém a permanecer vivo, isso é crueldade.»

 

 

 

Os empregos que nos fogem

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Num destes dias fui tratar de um assunto de uma companhia de seguros, num dos seus postos de atendimento. Simpática, a menina que me atendeu, entregou-me sorridente, um inquérito de satisfação para responder.

Talvez o sorriso fosse forçado, pois uma das perguntas do inquérito era precisamente sobre a necessidade de manter aquele posto.

Fiquei a pensar que tudo o que tinha ido ali tratar podia ter feito on line, ou ainda melhor, através de uma atendedora virtual que conseguisse interagir.

Tal como neste caso, há por todo o lado empregos que irão desaparecer em breve. A começar pelos avanços da condução automática dos veículos. Mas pensar que os transportes passarão a estar isentos de greves e atrasos, não pode deixar de agradar aos utentes e aos patrões. Deve agradar menos aos sindicatos, mas isso é outro problema.

Vem aí uma nova e imparável revolução tecnológica, de contornos ainda mal definidos.

Mas porque a tememos tanto? Não será uma das aspirações de cada um, o ter mais tempo para si, o ter mais tempo para a sua família?

Pois o desafio será este, dividir a riqueza produzida e trabalhar menos. Parece coisa simples, minha gente.

Modas e macacões

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Não há «bloguista» de estilo de vida, que se preze, que não elogie os famosos macacões para senhora. Para os mais distraídos, são conjuntos de calças e blusa.

Mas é precisamente este «em conjunto», que torna a peça ridícula.

Não digo que não alongue as baixinhas, não diminua as gordinhas, não esconda as gordurinhas, mas quanto ao vestir e ao despir da coisa? Terá de ser por completo de cima para baixo, e depois de novo de baixo para cima, ou então com molas no entrepernas como se faz para os bebés.

Ora, porque não um conjunto com peças combinadas, sim, mas soltas ou independentes? 

Muito mais prático e usável, acho eu. 

A mim parece-me que a moda não deve ser um entrave, pois o tempo dos espartilhos já lá vai.

Ilusões e desilusões amorosas

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Foram anos de namoro, ambos estudantes ainda. Momentos de felicidade, documentados em muitas fotografias, viagens e memórias.

Ilusão.

Acabado o curso, e começada a vida de trabalho, a namorada decidiu romper o namoro. Não era aquilo que queria para o seu futuro.

Desilusão.

Foi um grande choque para o namorado, que disse não poder continuar a viver sem a sua amada, negro seria o seu futuro, desejando, por isso, acima de tudo, desaparecer.

Passado menos de um mês, alguém perguntou à jovem, como estava o rapaz sofredor, ao que ela respondeu, «acho que o pior já passou, pois foi ao facebook e apagou todas as minhas fotos e as dos nossos momentos especiais, vividos em conjunto.»

«Sem dúvida», disseram então os mais experientes, «esse apagamento do passado facebookiano, só demonstra que a recuperação do seu desgosto amoroso, progride no bom caminho». 

 

Acreditar na justiça portuguesa

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Não é fácil acreditar na justiça portuguesa, que não se dá ao respeito.

Anda a SIC a entreter os espectadores com as gravações de uma investigação de suspeitas de subornos e outros crimes feios e maus, denunciadores de ligações escuras entre a alta política e a alta finança.   

Triste e ainda mais triste, se pensarmos que têm sido sempre os mesmos, os cidadãos, a pagar estes e muitos outros desmandos da banca e da política.

Mas em vez de passarem gravações na televisão ou darem informações para os jornais, levem o caso a julgamento, que o assunto já enjoa. Isso sim, seria fundamental. Chamam a isto fugas de informação e afirmam abrir averiguações. Quem pretendem iludir? 

Que imagem nos fica da justiça portuguesa? 

A ignorância

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A ignorância pode sair muito cara. Vejamos.

Ela andava à procura de trabalho há meses e foi-se inscrever em «agências de emprego», ou lá o que fosse, que logo à cabeça lhe pediram um montante por conta da inscrição. 

Perguntei, quando me contou, e então deu algum resultado? «Não, nunca me chamaram e fiquei sem o dinheiro. Emprego, arranjaram eles comigo e com outros, com esse engodo.»

Também há exemplos de quem peça dinheiro, só para mostrar casas para arrendar, sem certeza, nem garantia de nada.

Pois é. A ignorância é atrevida, não serve de atenuante e pior, ainda pode ficar cara.  

Abril em Lisboa ou no norte da Europa

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Por cá, Abril continua chuvoso, ventoso e frio, ainda com queda de neve nas terra altas. 

Quem quiser vislumbrar a primavera deve procurar outros lugares. Por exemplo, Copenhague, num dos últimos fins de semana, com as flores a rebentar, e o sol a aparecer.

A meteorologia prega cada partida.

Sapatos e alpergatas

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A minha professora, da primeira classe da escola primária pública, de quem guardo boas memórias, disse no primeiro dia de aulas, que não queria meninas descalças na sua aula. Dizia então a Dona Dalila, «mesmo que os vossos pais não possam comprar sapatos, por serem caros, podem comprar umas alpergatas de sola de borracha, descalças é que nem pensar.»  Estas alpergatas eram feitas em tecido, com restos de borracha de pneus ou com solas de corda.  

Era uma Lisboa remediada ou pobre, no princípio dos anos 60 do século passado. E eram assim as regras de Salazar. 

Mas eu na altura, não conhecia ninguém que andasse descalço. E fiquei a pensar se as minhas sandálias de verão, preencheriam os critérios de andar calçada. Também pensei no meu pai, que em garoto, queria era jogar à bola sem sapatos, como via a miudagem fazer, e a quem o meu avô prometia sovar se o apanhasse a andar descalço na aldeia. 

Pois hoje, há umas alpergatas giras e confortáveis à disposição de quem as aprecie.

Domingo de Páscoa na aldeia

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Já se passaram alguns anos. Já cá não estão alguns dos intervenientes da história, como a avó, que entretanto partiu. Mas ainda hoje a família se consegue rir deste episódio.  

Saíram de Lisboa cedo, para ir passar o domingo de Páscoa, almoçando com a família no Alentejo.

No carro, o casal, o menino e o cão, cachorro ainda.

Porém, assim que chegaram à aldeia, gerou-se o caos.

O cão foi o primeiro a saltar do carro e correu a ladrar ameaçador atrás de umas galinhas. Uma das galinhas vem a morrer, talvez do susto, ou das pisadelas, nunca se soube, no meio da confusão.

Os donos gritavam para o cão ficar sossegado, a criança chorava com tanta agitação e a avó chorou pouco depois, quando se apercebeu, que se tinha finado a «sua melhor galinha poedeira».

Enfim, histórias da Páscoa, que ainda fazem rir a família.

 

 

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