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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Mais um caso de violência doméstica

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No decurso deste ano já morreram assassinadas às mãos dos seus maridos ou companheiros, 11 mulheres. Assustador.

Dá que pensar. Muito há a fazer no campo da educação e da capacitação de cada um, ou cada uma, para recusar a violência, antes que seja tarde demais.

Agora vou contar um exemplo «incorreto» presenciado na zona em que vivo. Noite adentro os vizinhos acordaram assustados com os gritos, choros e sons de confronto de um casal. Chamada, apareceu a policia, com prontidão até, que conversou com o casal, informando sobre a situação penal.

De manhã cedo, à partida do homem, assomou a mulher sorridente à porta a despedir-se.

Como se tivesse sido apenas mais uma noite. Nada de mais, portanto. Nada de procurar mudar comportamentos, ou pelo menos tentar, antes que seja tarde e que as tristes estatísticas venham  ainda a aumentar.

E quando dinheiro a mais só dá chatices

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Pobres pais da menina Matilde. Não só são contemplados com uma doença complicada e rara que atormenta a filha, como ao criarem nas redes nacionais um peditório nacional destinado à compra de um medicamento de valor astronómico, conseguem em poucos dias reunir cerca de 2 milhões e meio de euros, mais do que o necessário para esse fim.

Os portugueses doaram rápida e generosamente esse dinheiro, comovidos com a situação.

Mas quem pagou o medicamento foi o Estado português, como não podia deixar de ser, ou seja, foram os impostos de todos nós.

Não falo aqui de outros bebés Matildes ou velhos Eduardos, que também precisavam ou ainda precisam de um medicamento ou tratamento em concreto e que continuam a esperar.

Isto porque sempre ouvi dizer, que quem não chora não mama.

Pergunto-me o que devem agora estes pais fazer com tanto dinheiro? Que dupla maldição lhes terá caído em cima. Devolver a sua totalidade, devolver a quem pedir a devolução, será isto possível e exequível? Guardar algum, para o futuro da filha, para ajudar outras crianças, mas com base em que critérios?

Qualquer que seja a decisão a tomar, vai haver sempre críticas e juízos negativos e se não surgir  também algum processo crime por burla ou qualquer outra coisa,  já será uma sorte.

Mais um exemplo das chatices que o muito dinheiro pode dar e que ainda pode vir a atormentar os pobres pais da bebé Matilde. 

A tortura da ida à praia

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A grande maioria dos portugueses gosta de praia e sei que uma percentagem ainda maior adora o mar, a água, os lagos ou os rios.

Por isso, calculo que este «post» vá cair mal para muito boa gente. 

Mas o que tenho constatado em pleno mês de Agosto, parece-me  uma grande insanidade. Logo de manhã cedo, e quanto mais cedo melhor, começam os carros a afluir na difícil tarefa de descobrir uma agulha no palheiro, ou seja, um lugar para estacionar.

Aparcada a viatura, muitas vezes em completo desrespeito ao Código da Estrada, correm as famílias para as areias, com as lancheiras, os chapéus de sol, as cadeiras, mais as crianças com os seus pertences e ainda os avós, estes com maior ou menor dificuldade motora. 

Chegados ao areal vá de montar o estaminé. Tarefa igualmente complicada, pois que a praia está quase, quase cheia, e ainda por cima a maré está a subir. 

E depois há o sol a queimar, os banhos, com água fria de enregelar os ossos, o vento, a areia nos olhos e nas merendas, e por fim, o regresso penoso até casa, com a pele ressequida e os fatos de banho ásperos de sal.

Ai praia, praia...não seria melhor alternativa, uma manta estendida em cima da relva, debaixo da sombra  de uma frondosa árvore?

Chegar a velho

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Quem não morre novo, chega a velho. Como poucos querem morrer novos, o sonho será chegar a velho, mas por outro lado, e incompreensivelmente, ninguém quer ser velho, ou idoso, como se diz agora.

E ainda mais incompreensível se torna, quando nos lembramos que existem  hoje muito mais seniores do que crianças e ser frequente a coexistência familiar de quatro gerações, os pais, os filhos, os avós e alguns bisavós.

Ora o que interessa é chegar bem aos anos dourados, ou pelo menos relativamente, com a cabeça no lugar e o corpito ainda a bulir.

O Metro e as aves

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Há aves dentro das estações do Metro de Lisboa, pombas esvoaçantes sem medo dos passageiros e dos comboios. Procuram comida afadigadas.

Entram e saem, nem sei bem como. Mas que andam por lá mostrando experiência e à vontade, isso andam.

Numa estação, vi uma menina a andar pela mão do pai e a dar-lhe um encontrão para mostrar maravilhada a pombinha cinzenta mesmo à frente dos seus pezinhos, como se fosse na  relva verde de um jardim. Imagens que a cidade nos dá.

Interesses nacionais em mãos alheias

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Não me parece bonito ou sequer ético, que uma empresa francesa detentora dos aeroportos nacionais, use publicidade negativa num dos aeroportos portugueses, o de Faro, aconselhando num cartaz publicitário, com uma imagem de Marselha, «foge da confusão algarvia», para promover exatamente esse destino francês. É caso para dizer que são os interesses nacionais geridos por mãos alheias.

Mas pensando melhor, acho que esta campanha não deve ter sido concebida com inteligência.

Pois se os turistas estavam a desembarcar, o aviso seria tardio, e se estavam a regressar aos seus países seria igualmente despropositado, pois concerteza, como acontece na esmagadora maioria das situações,  a experiência portuguesa os teria satisfeito.

 

Engraçadinhos que nos batem à porta

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Tocaram à campainha e apresentaram-se como, voz feminina, da Santa Casa e, voz masculina, da PSP. Depois desapareceram. Pensei, só podem ser uns engraçadinhos, a reinar por estarem agora de férias.

Mas reapareceram pouco depois a apresentar o projeto «Radar», que está a ser levado a cabo pela Santa Casa de Lisboa e parceiros e que pretende conhecer a população lisboeta com mais de 65 anos, identificando as suas necessidades e expetativas. 

Sublinham, sendo tal de louvar, «Lisboa cidade de todas as idades», ou seja, como no cartaz da foto, se estão aqui é porque fazemos parte de um percurso conjunto.  

Leituras de verão

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Andrés Pascual, que aparece em primeiro plano como autor da foto, que ilustra uma sessão de clube de leitura, é o escritor do livro «O Haiku das palavras perdidas». Na foto podem ver-se alunos chineses, a maioria oriundos de Macau, inscritos no curso de português para estrangeiros  da Universidade Católica. Pois é, a língua portuguesa continua a ser divulgada nos diferentes cantos do mundo.

Ora, a  história do livro, passa-se no Japão, em Nagasaqui, em Agosto de 1945, narrando a explosão da bomba atómica, e o percurso de sobreviventes até aos dias de hoje, servindo sobretudo como um alerta para os perigos da energia nuclear.

Pascual nasceu em Logrono em 1969, foi músico na sua juventude, depois advogado durante mais de vinte anos, até que decidiu mudar de vida e dedicar-se à escrita, vivendo atualmente com a sua mulher em Lisboa. É autor de várias obras e é publicado em Portugal pela Gradiva. 

Aqui fica pois uma sugestão de leitura para este verão.

E a culpa é de quem?

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Vamos lá a saber, de quem é a culpa pelas filas enormes e madrugadoras nas Lojas do cidadão, grande parte delas para obter ou renovar o seu cartão do cidadão?

Foi-nos dito, por quem teria feito muito melhor figura respeitando a regra de ouro do silêncio, que a culpa só pode ser do próprio cidadão, porque vai tão cedo fazer fila para obter um simples cartão.

Pois se o cidadão precisa, se é exigido por lei,  se o agendamento demora meses, e se as lojas não conseguem dar resposta, que se há-de fazer, alguém pode explicar?  

Ai burocracacia ou burrocracia, porque não nos deixas em paz?

 

Meu rico Santo Antoninho

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Feriado municipal em Lisboa, por ser dia de Santo António. Mas algumas  padarias estavam abertas e encontrei esta com uma bela decoração na sua montra. Um trono ou altar em honra do Santo.

Há décadas atrás eram as crianças que pedinchavam moedinhas de roda dos tronos dos Santos populares, armados nas entradas dos prédios.

Mas fiquei contente por constatar nos dias de hoje, que uma coletividade se uniu para  manter viva uma tradição  lisboeta. 

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