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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Leituras de verão

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Andrés Pascual, que aparece em primeiro plano como autor da foto, que ilustra uma sessão de clube de leitura, é o escritor do livro «O Haiku das palavras perdidas». Na foto podem ver-se alunos chineses, a maioria oriundos de Macau, inscritos no curso de português para estrangeiros  da Universidade Católica. Pois é, a língua portuguesa continua a ser divulgada nos diferentes cantos do mundo.

Ora, a  história do livro, passa-se no Japão, em Nagasaqui, em Agosto de 1945, narrando a explosão da bomba atómica, e o percurso de sobreviventes até aos dias de hoje, servindo sobretudo como um alerta para os perigos da energia nuclear.

Pascual nasceu em Logrono em 1969, foi músico na sua juventude, depois advogado durante mais de vinte anos, até que decidiu mudar de vida e dedicar-se à escrita, vivendo atualmente com a sua mulher em Lisboa. É autor de várias obras e é publicado em Portugal pela Gradiva. 

Aqui fica pois uma sugestão de leitura para este verão.

E a culpa é de quem?

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Vamos lá a saber, de quem é a culpa pelas filas enormes e madrugadoras nas Lojas do cidadão, grande parte delas para obter ou renovar o seu cartão do cidadão?

Foi-nos dito, por quem teria feito muito melhor figura respeitando a regra de ouro do silêncio, que a culpa só pode ser do próprio cidadão, porque vai tão cedo fazer fila para obter um simples cartão.

Pois se o cidadão precisa, se é exigido por lei,  se o agendamento demora meses, e se as lojas não conseguem dar resposta, que se há-de fazer, alguém pode explicar?  

Ai burocracacia ou burrocracia, porque não nos deixas em paz?

 

Meu rico Santo Antoninho

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Feriado municipal em Lisboa, por ser dia de Santo António. Mas algumas  padarias estavam abertas e encontrei esta com uma bela decoração na sua montra. Um trono ou altar em honra do Santo.

Há décadas atrás eram as crianças que pedinchavam moedinhas de roda dos tronos dos Santos populares, armados nas entradas dos prédios.

Mas fiquei contente por constatar nos dias de hoje, que uma coletividade se uniu para  manter viva uma tradição  lisboeta. 

O livro Pátria

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Há muito bons escritores de língua espanhola e há por isso excelentes livros escritos nessa língua.

Este livro, «Pátria», editado em Portugal pela D. Quixote, em 2018, foi das melhores obras que li nos últimos tempos. E recebeu vários prémios em Espanha e no País Basco. Escrito por Fernando Aramburu, natural de San Sebastian, retrata o terror vivido no País Basco imposto pela ETA durante mais de 30 anos. 

Mas este retrato é feito numa narrativa aparentemente muito simples, em capítulos curtos, focando sobretudo  duas famílias, a família do terrorista e a família da vítima, partindo da sua amizade inicial, relatando depois os crimes e assassinatos, as suas consequências e chegando finalmente ao perdão.

No entanto, sabemos que não há heróis nesta  trama. Todos os personagens nos surgem como prisioneiros, ou na cadeia, ou na doença, ou na sua cegueira ou isolamento.

Acho que é um livro que fazia falta na literatura e na pátria espanhola.

Yoga relaxamento e bem estar

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Estão a ver aqui este alegre ribeirito? Ele corre na vertente sul da Serra da Estrela e vai saltitando pela encosta abaixo até se juntar a muitos outros.

Agora imaginem, um prado verde ao lado do ribeiro, a sombra de uma velha árvore e uma boa sessão de relaxamento, com uma monitora de yoga.

Pois foi a maravilha  que me aconteceu um destes dias. Deitada de costas num colchão adequado, com os olhos semicerrados, a ouvir o rumor da água, o rocegar das folhas das árvores e o trinar dos passarinhos.

Experiência proporcionada pelo Hotel H2O de Unhais da Serra, que recomendo vivamente, para quem gostar de ambientes campestres, calmos e de bem estar. 

 

 

 

Cidadãos e as suas lojas

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Os cidadãos são pisados e torturados nas famosas lojas do cidadão.

A burocracia esmaga-nos. Estas lojas concentraram a burocracia mas pouco fizeram para a aliviar.

O pior de tudo são as gigantescas e madrugadoras filas de espera só para se ter uma senha. Quase sempre com dezenas de números antes do nosso.  O que equivale a horas de espera, mas nem sempre garante o direito a chegar ao balcão pretendido e a ser devidamente atendido, porque muitas vezes ainda se ouve o, «pedimos desculpa, mas o sistema está em baixo.»

Ora o desafio seria, a possibilidade de serem distribuídas as famosas senhas de forma digital, mediante um pedido feito pelo telemóvel de cada interessado. Assim evitava-se o terror das filas a dobrar o quarteirão.

Reservavam-se as senhas presenciais para os info excluídos, ou para os balcões com pouca afluência.

E não será possível criar uma aplicação para isto?

O preconceito que vive dentro de nós

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Nasceu esta semana mais um bisneto da rainha Isabel do Reino Unido. A foto do menino com os pais e os bisavós em êxtase de grande felicidade, como é natural nestas ocasiões, foi amplamente divulgada.

Nessa foto, ao lado da mãe, aparece uma senhora de pele escura. Ao olhar distraidamente para a imagem, perguntei-me quem seria. Certamente alguma ama do palácio, pensei.

Que vergonha. Só depois me apercebi da evidência, tratava-se da avó materna do recém nascido.  

Contudo, depois desta reação, fiquei a pensar, na verdade, como é difícil extirpar o  juízo pré-concebido.

Acordo e desacordo ortográfico

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Há quem goste de brincar com coisas sérias. A língua portuguesa falada por mais de 280 milhões de pessoas em todo o mundo, devia ser um assunto para ser tratado de forma já não digo séria, mas pelo menos sensata. 

Sim senhor, as línguas não são estáticas, são feitas no dia a dia pelos seus utilizadores, sim senhor, que se simplifiquem e unifiquem. Mas esqueceram que as línguas evoluem constantemente e mais do que as grafias, as palavras mudam, consoante os locais.  Em Portugal dizemos «remoinho de água», porém num recente livro brasileiro encontrei a bonita expressão «rodamoinho de água.».

Agora depois de um acordo assinado, e impingido como obrigatório em Portugal, lembraram-se, mentes ilustres, de voltar atrás.

Afinal, em que ficamos?  Cada vez me lembro mais da minha tia Maria, antiga professora primária nascida no final do século 19, que até ao fim da vida escrevia «mãi», porque dizia ela, era assim que tinha aprendido. 

Ora, para além de todos os que se esforçam por falar e escrever corretamente a língua portuguesa, ai, neste momento,  pobre de quem ensina e pobre de quem está a aprender a língua.

 

E por falar em supermercados

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Anda por aí uma campanha publicitária da marca dos supermercados Continente. Tenho reparado nela nas estações do Metro lisboeta. E tenho reparado sobretudo por a achar um desastre visual.

Os muitos produtos que se pretendem destacar e alguns bem merecedores de destaque pela sua qualidade, ali estão retratados, amontoados em cima uns dos outros, numa foto feia, mal iluminada e sem graça nenhuma.

Penso que a maioria dos portugueses tem uma boa imagem das muitas lojas Continente e de alguns dos seus produtos. Imagem que a campanha não reflete.

Senhores criativos,  para a próxima, esforcem-se mais.

Coisas da Páscoa

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Recai em cima das mães ou avós a tarefa de conseguir reunir a prole nos dias comemorativos, tal como o domingo de Páscoa. Assente a ideia e aceites os convites, já se sabe que a dita prole se vai sentar à mesa com apetite e aí começa a segunda dificuldade do processo. A ementa. Quem gosta, quem não gosta, quem come, quem não come. 

Daqui resulta também profunda reflexão sobre o que se pode fazer em casa ou encomendar fora.

E é aqui que eu quero chegar. Desta vez, tentada por um folheto, recorri ao Pingo Doce. E gostámos todos. Foi uma boa experiência, cabrito assado, com batatinhas, migas e semifrio de limão. Este último foi votado pelos mais novos, que nem sempre são os mais gulosos, como a melhor sobremesa do dia. E havia várias, posso acrescentar.

E aqui fica a dica. E sublinho ainda, que ninguém me pagou para dizer isto. 

 

 

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