Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Diferentes culturas e costumes

norte copenhague.jpg

Com a saída dos nossos jovens por essa Europa fora, muitas histórias nos chegam.

Num condomínio no norte da Alemanha, onde convivem diferentes nacionalidades, um dos casais nacionais, pretendia dar uma festa, cumprindo toda a complexa etiqueta de boa vizinhança, que a cultura local obriga.

Assim, dias antes, foram porta a porta avisar os seus vizinhos. Colaram avisos no elevador, pedindo desculpa pelo eventual barulho ou incómodo que a festa pudesse vir a acarretar. 

No próprio dia, ofertaram uma garrafa de vinho a cada um dos vizinhos, talvez com a intenção de facilitar a partilha do espírito festivo.

A família portuguesa, preparou-se para o pior. Música alta, conversas soltas e concerteza uma noite mal dormida.

Mas contra todas as previsões, os últimos vestígios da festa cessaram por volta da meia noite e meia. 

Caso para dizer, diferentes culturas e diferentes costumes.   

Após 154 anos de história

dn.jpg

Diz a publicidade, ao novo Diário de Notícias, que as notícias chegam ao minuto durante a semana, «on line» e ao domingo sem horas, em papel.

Lá estão, a representar a semana, os seis pares de sapatinhos catitas alinhados e um par de chinelas de enfiar no dedo, como traje de domingo.

A ideia até que podia funcionar, se houvesse outra imagem destinada ao público feminino. Pois  onde estão os sapatinhos das leitoras?  

Será que após 154 anos de história, ainda não aprenderam nada?

 

Os professores e a sua luta

azule.jpg

Estão em luta os professores. Segundo os seus sindicatos, querem ver descongelado o tempo de carreira que foi congelado, nos tempos da crise, para todas as carreiras da função pública.

Ora isso é o que todos querem e pressupõe maiores gastos públicos.

A carreira de professor é atualmente uma carreira desprestigiada e poucos devem ser os jovens que a desejam.

Se dantes se ouvia as famílias dizerem «bata-lhe senhor professor, para ver se ele aprende», hoje as famílias dizem, «o meu filho é muito inteligente, o professor é que não sabe ensinar». Quando não passam mesmo à violência e vão à escola pedir satisfações e agredir o professor ou professora, que estas são a maioria na profissão.

A população portuguesa está a envelhecer. Nascem cada vez menos crianças e há por conseguinte cada vez menos jovens em idade escolar.

O número de professores deveria diminuir em conformidade. Mas parece, que até aumentou.

Conhecem algum professor, do ensino básico ou secundário, que tenha trocado de país para ir trabalhar para o estrangeiro?

Porém, isto acontece todos os dias com os nossos enfermeiros e os nossos médicos. Pessoal especializado, que nos faz muita falta e que parte em busca de melhores condições de trabalho.

Para estes e por estes é que se devia olhar em primeira linha, antes que seja tarde.

 

 

 

 

 

 

O jardim botânico de Lisboa

j botanico.jpg

Depois de alguns anos de abandono ou má manutenção, reabriu melhorado esta primavera, o velhinho Jardim Botânico, pertencente à Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, para os lados do Príncipe Real.   

Este jardim foi fundado em meados do século 19, como complemento escolar para o estudo da botânica. Vieram de terras longínquas, exemplares e sementes de plantas de todas as colónias do país. Para algumas foi fácil aclimatarem-se e reproduzirem-se na cidade. Como exemplo bem sucedido desta aclimatação, lá está um magnífico dragoeiro, quase à entrada.

Paga-se 3 euros para visitar, o que não se pode considerar barato, porém para uma família, dois adultos e duas crianças, o preço é de 7,50 euros. É um bonito recanto de Lisboa antiga, com bastantes visitantes, nacionais e estrangeiros, onde se ouvem os passarinhos, o vento nas ramagens, e se observam os recantos, os lagos e os diferentes verdes, muito verdes.

Por bons momentos, conseguimos esquecer que estamos no centro da cidade.    

A minha rica casinha

casinha.jpg

Para a maioria dos portugueses jovens arrendar ou comprar casa, sobretudo nas cidades de Lisboa e Porto, é cada vez mais inacessível.

E isto pela lei básica da economia,  a oferta é escassa e a procura é muita.

Nos últimos anos, quer pela falta de construção nova, quer pelo desenvolvimento turístico, os preços das casas têm vindo a subir. Empregos há agora mais, felizmente, mas os salários não têm aumentado, pelo contrário, o salário médio tem descido.

Claro que as políticas de arrendamento erradas, impedindo o aumento das rendas e dificultando o despejo dos incumpridores, não vão favorecer este mercado.  

Por outro lado, ao passear pelos centros urbanos ou ao entrarmos num qualquer site de imobiliário, fica-se facilmente maravilhado com as recuperações e as decorações que os apartamentos apresentam.

Mas tudo caro, muito caro.

Agora o que não  se compreende, é como, nesta escassez, havendo casas já recuperadas e prontas a serem arrendadas, estejam há mais de um ano, desocupadas esperando pela licença da Câmara Municipal de Lisboa.

Que é preciso mudar o Plano Diretor Municipal. Então mudem e depressa, que as casas estão a fazer muita falta a muita gente.

 

 

Balelas e proteção de dados

cacela.jpg

Nas últimas semanas, foram as nossas caixas de correio eletrónicas invadidas com vários pedidos para atualização dos dados pessoais, pois se assim não fosse e em nome de uma superior política de proteção, iríamos deixar de receber as notificações.  

Claro, que todos temos mensagens que queremos e precisamos de continuar a receber.

Mas muitos, entre os quais me incluo, terão pensado, «ora bem, não respondendo pode ser que deixe de ser inundada com mensagens que não me interessam, nem me lembro de alguma vez ter solicitado.» 

Ingenuidade.

Elas continuam a aparecer, reproduzem-se em modo automático, concerteza. Parecem os tentáculos destas árvores esculturas da foto, a quererem chegar a todo o lado.

Então para quê, mais estas balelas que nos despejaram? Para ainda apanharem mais dados, seguramente.

«Pós pop» revisitado

gulb.jpg

Pós pop é o nome de uma interessante exposição na Fundação Gulbenkian em Lisboa, sobre o movimento cultural surgido depois da segunda guerra, que influenciou nas artes, na publicidade, na música, na moda, a nossa vida quotidiana, até aos dias de hoje.

Recordo muitas destas lembranças, a par de uma cena ocorrida recentemente entre dois casais amigos, agora denominados idosos, a tentar utilizar um computador portátil, mas sem se lembrarem da senha de entrada. Por fim, uma das esposas lá conseguiu lembrar-se e finalmente o acesso deu-se.

Mas eis um novo escolho, qual a senha certa para o movimento bancário?

Surgiu depois de muitas tentativas, de uma das carteiras, um papelinho, com a senha escrita.

As memórias já não são de fiar.

Pois, meus senhores, foi esta a geração inovadora do pop.

Velhos ou novos, a todos sabe bem recordar ou aprender.

Não pedimos para nascer. E para morrer?

pa.jpg

Ninguém pede para nascer. E para morrer, pode-se ou não pedir?

Este assunto encontra-se em discussão nas sociedades ocidentais. Viver, viver muitos anos, com saúde física e mental, devia ser o objetivo de todos nós. Mas por vezes, os avanços da medicina parece que conduzem ao prolongamento da vida para além do desejável.

A recente decisão de um cidadão australiano de 104 anos de idade, David Goodall, de se deslocar à Suíça para pedir a eutanásia, tendo expirado na quinta-feira passada, leva-nos a refletir. Depois de uma longa e preenchida vida dedicada ao estudo e investigação, as limitações da idade, a falta de vista e de mobilidade, sobretudo, conduziram-no a essa decisão.

Ainda tentou resolver o assunto, pelos seus meios, mas foi reanimado num hospital australiano, país que admite a eutanásia em situações de doenças terminais, o que não era o caso.

Nas suas últimas declarações, referiu, «a sociedade não deve obrigar ninguém a permanecer vivo, isso é crueldade.»

 

 

 

Os empregos que nos fogem

pedrinhas.jpg

Num destes dias fui tratar de um assunto de uma companhia de seguros, num dos seus postos de atendimento. Simpática, a menina que me atendeu, entregou-me sorridente, um inquérito de satisfação para responder.

Talvez o sorriso fosse forçado, pois uma das perguntas do inquérito era precisamente sobre a necessidade de manter aquele posto.

Fiquei a pensar que tudo o que tinha ido ali tratar podia ter feito on line, ou ainda melhor, através de uma atendedora virtual que conseguisse interagir.

Tal como neste caso, há por todo o lado empregos que irão desaparecer em breve. A começar pelos avanços da condução automática dos veículos. Mas pensar que os transportes passarão a estar isentos de greves e atrasos, não pode deixar de agradar aos utentes e aos patrões. Deve agradar menos aos sindicatos, mas isso é outro problema.

Vem aí uma nova e imparável revolução tecnológica, de contornos ainda mal definidos.

Mas porque a tememos tanto? Não será uma das aspirações de cada um, o ter mais tempo para si, o ter mais tempo para a sua família?

Pois o desafio será este, dividir a riqueza produzida e trabalhar menos. Parece coisa simples, minha gente.

Modas e macacões

miniaturas.jpg

Não há «bloguista» de estilo de vida, que se preze, que não elogie os famosos macacões para senhora. Para os mais distraídos, são conjuntos de calças e blusa.

Mas é precisamente este «em conjunto», que torna a peça ridícula.

Não digo que não alongue as baixinhas, não diminua as gordinhas, não esconda as gordurinhas, mas quanto ao vestir e ao despir da coisa? Terá de ser por completo de cima para baixo, e depois de novo de baixo para cima, ou então com molas no entrepernas como se faz para os bebés.

Ora, porque não um conjunto com peças combinadas, sim, mas soltas ou independentes? 

Muito mais prático e usável, acho eu. 

A mim parece-me que a moda não deve ser um entrave, pois o tempo dos espartilhos já lá vai.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D