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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Cada vez mais lixo em Lisboa

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Nos últimos tempos, o lixo parece que ganhou vida própria e se reproduz em grande quantidade, na cidade de Lisboa. 

E não venham falar do aumento dos turistas, porque restos de obras, loiças sanitárias, colchões velhos e frigoríficos avariados, não têm a ver com turistas.

Eu sei que há muita obra e remodelação, por todo o lado. Mas também há muita falta de vergonha e pouco civismo. 

À volta de quase todos contentores, são frequentes imagens, como a de cima.

E por mais que os serviços municipalizados passem para limpar, que também não primam pela rapidez, mas no outro dia de manhã, a montanha está quase igual, transbordando para o passeio. Esta lixarada atrai gatos, cães, ratos e baratas, tudo em péssima convivência.

Ora isto não pode ser. A Câmara e as Juntas de Freguesia terão de ser mais ativas, quer com a divulgação de meios para remoção de monos, quer com as limpezas, quer com as coimas e multas em cima dos infratores.

Isto pela nossa saúde e bem estar. 

 

Companheiros de quatro patas

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Quando um companheiro de quatro patas entra nas nossas famílias, passa a fazer parte delas, para o pior e o melhor.

Entre o pior, estão os momentos de doença e de morte da bicharada. 

Com uma vida relativamente curta, em comparação com a vida humana, quase todos os donos passam por essa fase.

Convivi há tempos com uma amiga, que tinha o seu cão muito doente, sem hipótese de recuperação e a entrar em sofrimento. Falou com o veterinário, porque queria pôr fim àquilo. 

Combinaram o dia e a hora. Apesar de grande e pesado, (era um «husky»), aninhou-o o melhor que conseguiu nos seus braços e foi assim acarinhado, que o animal partiu em grande tranquilidade, segundo me contou. 

No fim, o veterinário disse-lhe: «Poucos são os corajosos donos que querem partilhar os últimos momentos com os seus animais.  Mas acredite, os animais parece que entendem que se trata da despedida, e aceitam-na melhor quando o dono está presente, e também para nós profissionais de saúde a situação torna-se muito mais fácil, com a presença deste.»

Para o Max, que tantas alegrias deu à sua família humana e para o todos os donos em processo de luto, ou não, pelos seus companheiros.

Tomates e tomatinas

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O tomate é um fruto fresco, saboroso, decorativo e muito usado na gastronomia portuguesa, em cru nas saladas, ou cozinhado em molhos, caldeiradas, ou até em compotas. 

Qualquer nutricionista lhe dirá que o tomate é bom e faz bem à saúde. Pode-se gostar mais ou menos do tomate, ou mais assim ou mais assado.Tanto faz.

Agora acho muito mal, o desperdício de toneladas e toneladas de tomate numa festa sem raízes portuguesas, para ser atirado e estragado nas ruas de Almeirim, neste próximo sábado dia 1 de setembro, só para aparecer no mapa e imitar as festas espanholas, as famosas tomatinas.

Deixemos as tradições espanholas, em Espanha, pois não precisamos de as importar. Tradições e festas populares temos muitas e bem bonitas.

E sempre ouvi dizer que não se deve desperdiçar comida, porque o que sobra a alguns faz falta a muitos. 

 

Famílias e ambientes

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No outro dia entrei numa loja de produtos chineses, dirigida por uma família chinesa que mal fala português.

É daquelas que tem tudo, mas é preciso saber encontrar. Costuma haver umas empregadas brasileiras que ajudam os clientes, mas talvez devido às férias, as brasileiras tinham desaparecido.

Porém, sentados em duas cadeiras a uma pequena mesa, estavam uma adolescente chinesa a ajudar o seu irmãozito, a fazer os trabalhos da escola. Senhores, no pino do verão, em férias escolares.

A menina muito educada, levantou-se logo e ajudou-me a procurar o que eu pretendia, tudo num português correto. E lá voltou depois para junto do irmão e para os deveres de ambos.

Muitas destes jovens da comunidade chinesa são os melhores alunos das suas escolas. Os professores reconhecem amiúde, os seus êxitos escolares e o seu talento para a matemática. 

Vivem em famílias que incentivam o trabalho como um valor e crescem neste ambiente a acreditar na importância do esforço.

Ora, estas noções de esforço e reconhecimento estão muito ausentes nos nossos dias e seria muito bom para a sociedade, que não estivessem.

 

Limpezas e não só

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A minha máquina de roupa, idosa com mais de 20 anos, começou este ano a sujar a dita. Sobretudo a roupa branca ficava salpicada com resíduos e pequenas partículas cinzentas.

Que fazer?

Consultei peritos vários, nas drogarias e mercearias do bairro. Comprei diferentes drogas e experimentei. Mas a coisa continuava. Aconselharam-me então numa dessas lojas, como o melhor, este tal Tratax.

Lá o descobri numa drogaria da Baixa (S. Domingos), pois os supermercados e a maioria das lojas não têm nada disso.

E não é que resultou? Os resíduos foram-se e a roupa sai branquinha e impecável, como se a máquina fosse nova.

E não. Ninguém me pagou para fazer este« post».

O almoço das manas

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Acabámos de nos sentar à mesa para um almoço rápido e pouco frequente. Lá estavam os queijinhos frescos e a saladinha de tomate, o chá frio com rodelas de limão, tudo bem apetitoso.

Tocaram à porta. Levantei-me e fui atender. Era a vizinha do quinto que não conseguia tirar o carro da garagem pois a porta não abria. Fui lá abaixo. A porta não abria mesmo e também nem eu nem ela tínhamos connosco o comando do portão da garagem. Estavam os dois inacessíveis dentro dos carros.

Bem, porventura algum dos vizinhos da loja fosse gentil e conseguisse abrir o portão com o comando dele.

Assim foi.

De novo retomado o almoço e a conversa das manas.

Nova campainhada. Desta vez, era a senhora da limpeza do prédio, que tinha ficado sem conseguir entrar porque não sabia onde estavam as chaves. Talvez nalguma porta. Talvez na garagem.

Lá desci de novo. Procurámos as chaves. Estavam por dentro na porta da garagem. Eram elas que impediam que a porta abrisse por fora. 

Assunto resolvido e almoço e conversa retomados no ponto certo.

 

Festas de verão

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 Por todo o país há festivais e festas de verão. Aldeias e cidades, montes e praias, repetem anualmente rituais de música, gastronomia e alguns ainda uma vertente religiosa.

E há sempre público para todo o género destas festas. Os que trabalham marcam férias, os que vivem fora ou no estrangeiro regressam por uns tempos e os mais velhos ficam contentes por verem os seus e as suas terras animarem-se, ao menos uma vez por ano, pois que o Natal ainda vem longe.  

Mas todos se juntam orgulhosos da festa da sua terra, mesmo que a banda não preste e o tempo esteja mau.

Estes encontros e reencontros alimentam o sentimento de pertença tão português e sobretudo tão humano.

Pertencer a algum lugar, a uma tribo, a uma comunidade, a uma família, é dos desejos mais profundos de cada um.

Passar dos 40 para os 30, que alívio

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Neste último fim de semana, muitas foram as localidades portuguesas que sofreram  com os quarenta e tal graus de calor. A opção foi, ficar em casa em hibernação, ou dentro de água, se a houvesse, ou talvez dentro do fresquinho do cinema. Mas até a eletricidade teve falhas nalguns centros comerciais.

Conheço contudo, quem se queixe de que trinta e tal de temperatura, já é demais. Lembremo-nos de não dizer que é mau, porque ainda pode ficar pior.

Mas agora que regressámos aos trinta, sentimos todos um grande alívio.

Bem prega Frei Tomás

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Lá no seu belo convento com vista para a Arrábida, prega Frei Tomás. E que bem prega o frade. Mas façam o que ele diz, não façam o que ele faz. 

O caso de vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo Bloco de Esquerda, Ricardo Robles, é mais um exemplo deste conhecido provérbio. Ele e o seu partido, sempre a falar contra a especulação imobiliária e contra os despejos dos antigos arrendatários.Vai de propor a alteração da legislação para impedir o «carrossel da especulação».

Porém, na hora de tomar decisões, age como qualquer empresário do ramo imobiliário. Compra barato, despeja e indemniza os inquilinos, faz obras e tenta vender caro. 

Então para quê mudar a lei que até permite a reabilitação e a valorização dos prédios?

Que políticas estas

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Foram aprovadas no parlamento duas leis que mexem perigosamente com sectores vitais para o país, a habitação e o turismo. Uma pretende limitar as possibilidades de despejo na habitação, para inquilinos com mais de 65 anos, ou que vivam na casa há mais de 15 anos e a outra restringe o investimento no alojamento local até 7 alojamentos por proprietário. Não percebi ainda, como se vão contar estes sete, se é por proprietário, por sociedade, por prédio ou por apartamento.

Mas enfim, o que é preciso é legislar e depressa para mostrar trabalho ao PCP e BE, antes do verão, que o orçamento está à porta e as eleições também assomam. 

As políticas de esquerda sobre arrendamento são iguais às mal aventuradas políticas de Salazar, que tão perniciosas foram para as cidades de Lisboa e do Porto, onde durante décadas as rendas não puderam subir e os senhorios eram obrigados a acolher os inquilinos que pagavam rendas miseráveis, mas viviam do aluguer de quartos com valores centenas de vezes superiores. 

Assim, se tomam medidas erradas, nefastas para o turismo e a habitação, talvez para conseguir matar a galinha dos ovos de ouro.

 

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