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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A nova rua do Salitre

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Pela mão da minha mãe, desci muitas vezes de elétrico de Campolide até ao Rato, para visitar umas primas moradoras na Rua do Salitre.

Magras reformas, escassos rendimentos, entre os quais o típico aluguer de quartos, e as senhoras lá iam sobrevivendo numa grande casa, muito antiga, com a casa de banho instalada na varanda das traseiras.  

O prédio, que com certeza conhecera melhores dias, era na altura quase uma ruína. 

Passei lá um destes dias, imóvel imponente todo recuperado e modernizado, portas de madeira enceradas lindas, belas campainhas douradas.

Na mesma época, a minha mãe também protegia uma senhora ou menina, que vendia roupa de porta em porta, roupa interior, lenços de assoar...(Saberão os mais novos, o que é um lenço de assoar? Abrirão as portas hoje, aos vendedores ambulantes, os moradores dos bairros de Lisboa?)

Pois esta vendedora, vivia só, num quarto alugado numas casas a desfazerem-se na Rua de S. Mamede, queixando-se então da chuva que lhe caía na cama e do frio e humidade do aposento. 

Aqui aconteceu o mesmo, as casas foram recuperadas e lá estão formosas, com garagens, elevadores, portas de segurança e outras comodidades.

Quem viverá agora nestes dispendiosos palácios? Será que lá vive alguém, ou terão sido comprados por fundos ou especuladores, à espreita para  fazer negócio?

Anjos de guarda

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Outro dia falei do meu ombro congelado, e da sua lenta recuperação.aqui

Mas ainda não referi os anjos de guarda que me têm ajudado a esticar o bracito, e que se chamam «move on fisio», a funcionar no Centro de Medicina do Estádio Universitário de Lisboa, e para quem não sabe,que fica em frente ao Hospital de Santa Maria.

E finalizo dizendo, que ninguém me pagou para fazer este «post».

Águas paradas

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Tenho convivido (mal), há alguns meses com uma capsulite adesiva no ombro esquerdo, o que para além de ser doloroso, me limita os movimentos do braço. Chama-se adesiva pois o ombro parece colado e perde mobilidade.  

Ao princípio, não percebia o que tinha, umas dores agudas, com certos gestos, o que me levava a evitá-los, mas o diagnóstico veio certeiro. Ando agora na fisioterapia e na piscina para recuperação e de facto tenho melhorado, embora muito lentamente

Tão lenta vai a recuperação, que para mim mais me parece uma água parada, que comecei a magicar se não iria ficar assim e a interiorizar essa condição. Ora, uma das minhas maiores dificuldades no dia a dia, é o vestir e o despir, pois o braço não estica e tenho de fazer de contorcionista.

Fui experimentar roupa nova um destes dias, naqueles cubículos minúsculos de uma loja, nada adequados ao contorcionismo, e foi então ao verificar ser-me impossível puxar o fecho, apertar ao lado, e outras coisas mais, que me apercebi das minhas limitações. Se quero uns trapinhos novos, preciso mesmo de conseguir esticar o bracito e lá vai mais suor e lágimas nos exercícios. 

 

Assim até dá gosto

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Passo com frequência em Campolide, bairro onde vivi na meninice e onde se situa a escola básica Mestre Querubim Lapa, que deve o seu nome a belíssimos painéis de azulejos deste autor. 

Esta escola é uma construção dos anos 50 ou 60 do século passado, e não como vem referido no site da Câmara Municipal de Lisboa, do ano de 1976, e que bem precisa de ser corrigido, o quanto antes.

Tal edifício é muito especial para mim, pois foi a escola da minha primeira e até à quarta classe, e onde conheci a minha primeira professora a Dona Dalila. Parece que me posso incluir no grupo maioritário das pessoas que guardam boas recordações da suas primeiras professoras e continuam a lembrar-se do seu nome muitos anos depois. 

Mas estou a desviar-me do assunto, e se falo hoje desta escola, é pelo facto de a mesma estar a ser, após anos de descuido, primorosamente recuperada. 

Podemos então dizer, que assim até dá gosto, ver o nosso património bem tratado, como merece.

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