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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Coisas que devem ser ditas

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Há tempo que se discutia a necessidade de obras de esgotos, infraestruturas e repavimentação de várias ruas, do lado poente do município de Sesimbra.

Em ano de eleições autárquicas vai de fazê-las. A obra que era para estar pronta no inverno, arrancou finalmente na primavera e estende-se pelo verão fora e talvez ainda pelo outono adentro, dado o seu arrastar.

Podem imaginar o que isto significa para aquelas paragens.

São ruas e ruas esburacadas e intransitáveis, quer para os carros, quer para os parques de estacionamento, quer para os peões, pois não houve sequer o cuidado de instalar passagens pedonais que facilitassem o acesso às praias. 

As ruas são escavadas várias vezes, ao sabor das diferentes empreitadas, que me parecem incompreensíveis, primeiro as tubagens, depois as redes elétricas, as águas, ou outras, e quando se pensa, parece que deste lado já acabaram, vêm outra vez as máquinas pesadas para abrir de novo as valas. 

Não haveria outra maneira de fazer estas obras, começar e acabar logo, rua a rua? Alguém que faça obras no soalho da casa onde vive, não levanta o chão todo de uma vez, tornando a casa inabitável.

Mas são assim as obras feitas por alguns municipios, e depois ainda querem que os eleitores votem neles.

O meu bairro e as eleições

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Este ano depois do verão vão repetir-se as eleições para as autarquias. Ora a campanha eleitoral já se faz sentir e bem, tanto mais que me parece que os cofres da Câmara de Lisboa, estão agora mais recheados, com o acréscimo do turismo e as receitas das taxas e taxinhas,

No meu bairro, tudo começou com a instalação de um parque infantil, para os mais pequenos poderem brincar em segurança, enquanto os pais e as mães ficam sentadinhos a ver as suas brincadeiras. A seguir, decidiram arranjar um velho largo com alfarrobeiras, carros ferrugentos e muito abandono. Ao mexerem no solo, verificaram que as condutas de água estavam podres e por entre alguns cortes de água, já as foram substituindo.

Algumas ruas foram asfaltadas de novo, o que em cerca de trinta anos nunca tinha visto, apesar da existência de crateras ameaçadoras.

Agora a EMEL está a marcar os espaços, pois o estacionamento vai ser pago. Mas isto, tem alegrado os residentes, devido ao estado caótico da coisa. 

E os carros do lixo e da Junta de Freguesia, que nos aparecem, são agora todos novos e reluzentes.

Por último, veio uma senhora à minha porta a indagar das minhas sugestões ou críticas sobre a atuação da Junta, o que não me lembro de alguma vez me ter acontecido.

Segue assim a campanha eleitoral, em beleza. Ao menos que saibam gastar o dinheiro em coisas úteis para as populações..

Ai Lisboa, tão maltratada

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Quem nos dera o remanso e o sossego deste ou de outro jardim lisboeta. Esta é a imagem de Lisboa que todos apreciamos.

Jardins limpos e bem cuidados, canteiros com belas plantas, lagos e fontes, parques infantis, de forma a que todos pudéssemos usufruir desses espaços. 

Só isso e o melhoramento dos pisos das ruas e das calçadas dos passeios, e ainda a reparação de atos de vandalismos, já deveriam manter a Câmara  e as suas finanças ocupadas.

Mas ciclicamente, como se de um vírus maldoso se tratasse, lá vem a febre das novas obras.

Que agora chegou em cheio e vai durar, e se tudo correr como previsto, o que nunca corre, bem o sabemos, pelo menos, até à próxima primavera. E o trânsito acumulado. e as obras ao lado, por exemplo na Rua Cinco de Outubro, que estão longe de ter acabado? E vem aí ainda mais a obra da «Segunda Circular»? 

Começaram esta semana as obras de «requalificação do eixo Marquês de Pombal até Entrecampos». O que é isto da requalificação? E para que serve? Fazer mais esplanadas, mais pistas para bicicletas, serão assim tão necessárias?

Acho que é vontade de gastar dinheiro no acessório, que não no essencial.

Os lisboetas estão fartos de obras desnecessárias, quando vêem todos os dias, tanta coisa a necessitar de melhoria na cidade. 

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