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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A nova rua do Salitre

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Pela mão da minha mãe, desci muitas vezes de elétrico de Campolide até ao Rato, para visitar umas primas moradoras na Rua do Salitre.

Magras reformas, escassos rendimentos, entre os quais o típico aluguer de quartos, e as senhoras lá iam sobrevivendo numa grande casa, muito antiga, com a casa de banho instalada na varanda das traseiras.  

O prédio, que com certeza conhecera melhores dias, era na altura quase uma ruína. 

Passei lá um destes dias, imóvel imponente todo recuperado e modernizado, portas de madeira enceradas lindas, belas campainhas douradas.

Na mesma época, a minha mãe também protegia uma senhora ou menina, que vendia roupa de porta em porta, roupa interior, lenços de assoar...(Saberão os mais novos, o que é um lenço de assoar? Abrirão as portas hoje, aos vendedores ambulantes, os moradores dos bairros de Lisboa?)

Pois esta vendedora, vivia só, num quarto alugado numas casas a desfazerem-se na Rua de S. Mamede, queixando-se então da chuva que lhe caía na cama e do frio e humidade do aposento. 

Aqui aconteceu o mesmo, as casas foram recuperadas e lá estão formosas, com garagens, elevadores, portas de segurança e outras comodidades.

Quem viverá agora nestes dispendiosos palácios? Será que lá vive alguém, ou terão sido comprados por fundos ou especuladores, à espreita para  fazer negócio?

Potes ou calhandros

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A tia tinha um pote destes num corredor escuro, que servia para enfiar as bengalas da avó e também os chapéus de chuva da família.

Já ninguém se lembrava que pote era aquele. Sim, tinha vindo da casa da mãe, há muitos anos, isso ela sabia.

Ora, aqui estão eles, bem documentados no Palácio Pimenta, que acolhe o Museu da cidade de Lisboa.

Tratam-se de potes, do século 19, também chamados calhandros, vasos altos de formato cilíndrico, em faiança esmaltada azul e branca, que serviam para controlar os despejos na via pública dos dejetos humanos, os tais que se faziam pela janela abaixo, aos gritos de «água vai».

Guardavam-se em casa, enchiam-se e eram depois diariamente transportados à cabeça, por mulheres, a quem chamavam calhandreiras, para serem despejados no rio em locais próprios.

Se a tia ainda cá estivesse ficava assim mais esclarecida.

E viva o galo

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O «pop galo», obra da artista plástica Joana Vasconcelos, está instalado junto ao Rio Tejo, pertinho do Cais das Colunas, na Ribeira das Naus até ao final do mês de novembro.

Depois será desmantelado e partirá para outras paragens, desta feita na China.

Desmanchar e embalar cerâmica e sistemas elétricos, com 3 toneladas de peso e 10 metros de altura, não será tarefa fácil.

Mas até lá pode ser apreciado de dia ou de noite, todo iluminado, dando vida a uma zona de Lisboa, cheia de animação.

Mais sobre o mau estacionamento em Lisboa

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Estamos no princípio da Estrada da Luz, onde acaba a Estrada das Laranjeiras. Há uma curva com pouca visibilidade e a rua aperta aí, mesmo no desembocar da Rua das Laranjeiras.

Passam autocarros nos dois sentidos, e carros muitos, constantemente, sobretudo nas horas críticas. 

E vejam lá, que não é proibido estacionar no lado direito da rua, no sentido Laranjeiras Sete Rios, tal como seria desejável e prudente?

Quando os autocarros se cruzam ali, fica o trânsito todo empancado, pois é necessário fazer manobras.

Senhores da Câmara, da EMEL, do ACP, não podem ajudar por favor?

O que querem fazer com a estação de Santa Apolónia

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 A Câmara de Lisboa anda com vontade de fechar a estação de comboios de Santa Apolónia para fazer um jardim.

Triste ideia. Não que os jardins não sejam importantes, mas fechar a estação, localizada no centro histórico da cidade e que continua a ser tão utilizada, sendo a terceira do país, e sobretudo depois de se terem gasto fortunas a concluir a ligação ao metro.   

Parece que o dinheiro abunda e que não há nada mais prioritário em Lisboa, com tanto buraco nas ruas e nos passeios, a precisar de reparação. 

Agora o que poderia ser feito, era ajardinar o interior e ou o exterior da estação, aprimorando o espaço como se fosse uma estufa, ou parecido, algo que os arquitetos paisagistas, saberão concerteza fazer, seguindo a ideia de outras estações por essa europa fora. 

Trata-se de um edifício histórico que deve ser mantido ao serviço do público nas suas atuais funções, pois continua a fazer falta à cidade.

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