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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Potes ou calhandros

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A tia tinha um pote destes num corredor escuro, que servia para enfiar as bengalas da avó e também os chapéus de chuva da família.

Já ninguém se lembrava que pote era aquele. Sim, tinha vindo da casa da mãe, há muitos anos, isso ela sabia.

Ora, aqui estão eles, bem documentados no Palácio Pimenta, que acolhe o Museu da cidade de Lisboa.

Tratam-se de potes, do século 19, também chamados calhandros, vasos altos de formato cilíndrico, em faiança esmaltada azul e branca, que serviam para controlar os despejos na via pública dos dejetos humanos, os tais que se faziam pela janela abaixo, aos gritos de «água vai».

Guardavam-se em casa, enchiam-se e eram depois diariamente transportados à cabeça, por mulheres, a quem chamavam calhandreiras, para serem despejados no rio em locais próprios.

Se a tia ainda cá estivesse ficava assim mais esclarecida.

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