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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Por castros do interior

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Há muitos anos que ouvia falar de Castro Daire e nunca lá tinha ido.

 

Trabalhei numa Comissão, serviço público, que nos anos oitenta, com os dinheiros da CEE e não só, desenvolveu por lá um projeto de empoderamento das mulheres, como se diz agora, mas não se dizia na altura. Na altura, falava-se de planeamento familiar, saberes tradicionais e outros conceitos. 

Foi difícil todo o processo, sobretudo o arrancar, pois as resistências e as desconfianças  foram muitas. Foi necessário falar com o bispo, os autarcas, os padres, os médicos e as professoras e enfermeiras  da zona.

Mas a pouco e pouco, lá se sossegaram as consciências, e  passou-se da fase, «vem umas de Lisboa, para as nossas mulheres não terem filhos», para a fase da curiosidade e depois finalmente para a fase da aceitação, com os trabalhos manuais do linho e da lã e as cooperativas que por lá ficaram e que julgo ainda hoje estão ativas.

No meio de uma belissima serra, lá aparece altiva Castro Daire. Belas casas de granito e varandas em madeira, desertas, e algumas a cair e a precisar de recuperação urgente.  

É assim o interior, e fica a dúvida, como seria há mais de trinta anos. 

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