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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Os diferentes nomes da minha mãe

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Para as filhas começou por ser simples, apenas mãe. Mas a história do nome da minha mãe não era nada simples.

O meu pai chamava-lhe «Lui» de Luísa. As minhas tias chamavam-lhe Maria, nome de criança. Ela própria gostava de ser tratada por Maria Heloísa, mas no Bilhete de Identidade estava escrito Maria Elvira.

E porquê esta variedade?

A minha mãe nasceu numa aldeia da Beira Baixa em 1920, onde foi dado nome à menina de acordo com os gostos de uma professora da aldeia, escolhida para madrinha. A professora gostava do clássico nome de Heloísa e foi essa a vontade que expressou. Ao fazerem o registo, numa altura em que era tudo feito à mão,  penso que por ignorância, alguém terá escrito Eloísa, nome que depois terá sido mal copiado para Elvira. A minha mãe só veio a descobrir que o seu nome oficial era Elvira, já tarde, pelo que lhe foi mais fácil conformar-se do que alterá-lo.

Mas, confessava muitas vezes, não gostar de Elvira e preferir ser tratada por Heloisa ou Luísa.

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