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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Como a luz de um farol no meio do escuro

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Ouvimos muitos queixumes dos mais jovens, os dos trinta e tais, entre eles a  precariedade, a falta de oportunidades de trabalho, a escassez do salário, e muitas vezes a necessidade de emigrar, pelas razões anteriores. Mas agora também a falta de habitação, sobretudo na cidade de Lisboa, que tem levado à subida do preço das casas e das rendas dos apartamentos ou até dos quartos disponíveis.  

Por vezes, parecem querer apontar o dedo aos pais, por estes terem um emprego (mais ou menos), seguro, por terem casa própria, paga ao banco, (ou ainda não), ao fim de dezenas de anos, ou por terem uma reforma, depois de uma vida profissional de descontos.

Mas estes jovens são os primeiros a dizer que preferem viver o «aqui e o agora», situação que me parece isenta de críticas dada a incerteza de quase tudo. E gastam em restaurantes, bem estar, carros, férias, viagens, e outras experiências. 

Os seus pais não tiveram sequer essa opção, para alguns nem sequer houve a possibilidade do estudo e na sua maioria tiveram que começar a trabalhar tão cedo quanto possível, nos empregos que lhes iam aparecendo.

É de salientar que muitas destas escolhas resultam da certeza de saberem que se as coisas correrem mesmo mal, quase todos podem contar com o apoio das suas famílias, que continuam e continuarão a protegê-los tal como a luz de um farol. 

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