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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Come a sopa

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Dia de praia, de piscina e de muitas brincadeiras. Hora do calor e da procura de uma sombra numa esplanada para a família, pais, tios e filhos, almoçar e retemperar as suas forças.

Há muito que os mais novos, sobretudo duas petizas, com cerca de dois anos, ou talvez ainda menos, estavam esgotadas, há muito que alguém deveria ter reparado nisso.

Não devem ser as crianças a acompanhar os horários dos adultos, mas sim os adultos a pensar no bem estar dos mais pequenos.

Resultado, uma birra de sono, interminável.

Come a sopa, gritavam à vez, a mãe desesperada, a tia, o pai e o tio. Come. Olha o avião. Só uma colher. Come, senão levas, a ameaça tradicional. Come. Gritos e apenas mais gritos da menina. Até que por fim, num ato de rebeldia a criança exausta parte com raiva a colher de plástico, a colher do seu castigo.  

Ainda pensei numa cena triste de pancadaria, felizmente cada vez mais raras em público, mas nessa altura um dos tios pegou nela ao colo e afastou-se um pouco até a criança adormecer.

Mães e pais que me ouçam, não é a gritar que os meninos comem melhor a sopa. 

Ai a sorte, que às vezes parece uma cabra

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Testemunhei recentemente um aparatoso acidente, felizmente só chapa, num dos cruzamentos do hospital Santa Maria.

Vinham duas jovens num carrito pequeno, com os piscas ligados e a buzinar com insistência, procurando passar por entre os carros parados no semáforo, que melhor ou pior lá se iam afastando. 

Estavam quase lá, no hospital. Mas num dos últimos cruzamentos, eis que um dos veículos arranca apressado com o sinal verde, indo bater em cheio na lateral da primeira viatura. Saltam «airbags», peças, fumo e abre-se então a porta do passageiro do carro que passou com o sinal vermelho e sai espavorida e pálida uma grávida muito grávida, a segurar a barriga. Calculo que teria sido esta, a razão daquela pressa.

Ou seja, uma pressa que deu em vagar, como muitas vezes acontece. Nestas situações mais vale chamar o INEM e aguardar. Eles sabem o que fazer e têm outros meios. 

Enquanto se esperavam pelos reboques, pela a polícia e por mais não sei quê, verifiquei que houve uma alma caridosa que com calma, acabou por dar boleia à grávida até às urgências do hospital.

 

 

Sapos e príncipes

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Muito se tem falado a propósito dos vinte anos da morte da princesa Diana e à custa da revelação das gravações das suas entrevistas, do seu tormentoso casamento com o príncipe Carlos.

Na verdade, dá pena observar uma pessoa tão frágil e impreparada a ser atirada para a ribalta, sem o ombro confidente de alguém próximo, que a ajudasse nos seus problemas. 

Mas quando ouvimos as tais gravações, pensamos, mais valia que nada disto viesse a público, já que mais não seja, em nome da sanidade dos seus filhos, que muito devem ter sofrido com a situação familiar.

É que ele há príncipes que mais parecem sapos. 

  

A água ou a falta dela

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Dizem que o país está a atravessar uma situação de seca, sendo que 80% do seu território está em situação de seca severa.

Mas isto não parece  fazer acordar o pessoal, pois, exceção feita a locais remotos, abastecidos por auto tanques, a água continua a correr nas torneiras e os jardins continuam a ser regados.

Não será tempo de serem tomadas medidas de poupança de água, antes de esta começar mesmo a faltar? 

Ninguém sabe como vai ser o inverno, chuvoso ou não, outra vez. 

Mas devia ser agora, antevendo o pior, que o combate à falta de água, fosse implementado como prioritário.

Abriu a piscina do Torel

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Mais uma vez, cumprindo a tradição de agosto, abriu a piscina pública do Jardim do Torel, que pode ser frequentada por miúdos e graúdos.

Tem água tratada, areia desinfetada, chapéus de sol, bar, nadadores salvadores, e muito espaço para as brincadeiras dos mais novos. O acesso é gratuito. 

Mas mesmo, que não tenha levado o fato de banho, pode sempre apreciar o jardim e as vistas sobre a cidade de Lisboa.

Mão pesada

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Tomei ontem a decisão de deixar de ter conta na Caixa Geral de Depósitos, ao saber dos custos aumentados, e ainda a aumentar, da mesma. Esta conta acompanhou quase toda a minha vida adulta, e foi com pena que decidi encerrá-la. 

Como eu, muitas outras pessoas irão fazê-lo, porque felizmente ainda se pode escolher.

A Caixa, banco público que deveria defender o interesse de todos, está em má situação financeira, porque foi mal gerida, concedeu empréstimos levianos e não pagos, e outras coisas mais, e agora vai ser o pequeno cliente a pagar a fatura, como noutros exemplos recentes.

Ai se houvesse mão pesada para estes casos, ai se a justiça fosse cega e célere como devia... 

 

 

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