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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Viver também é peregrinar

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Leonor Xavier,  jornalista e escritora que sigo de perto, acaba de publicar um livro da editora «Oficina do Livro», que reúne testemunhos de 70 portugueses, mais precisamente, como sublinha a autora, 35 homens e 35 mulheres, sobre a ideia da «peregrinação».

Refere na Introdução, «Andei meses, ...a pensar como poderia celebrar a vinda do Papa Francisco a Portugal....e a pensar nas comemorações (do centenário) das Aparições, (de Fátima), neste 2017...»

Crentes e não crentes, falam assim, sobre o que é para cada um, a ideia da peregrinação. Destaca-se a noção de honrar a vida, ou procurar um sentido, pois qualquer pessoa é peregrina do seu percurso. 

É um livro que pretende ser autêntico, e não confessional ou religioso e procurou manter um estilo coloquial nas diferentes maneiras de dizer, o que torna a sua leitura apaziguadora e muito fácil .

 

Para quando um filme sobre um belo e uma monstra

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O ministro holandês que nestes dias tem sido muito citado, ao falar dos hábitos dos países do sul da Europa, referindo que estão habituados a gastar tudo, em vinho e em mulheres, lá deverá saber pela sua experiência, talvez toldado com os vapores da erva das coffee shops ou ofuscado pelas luzes do bairro vermelho, as preferências masculinas dos europeus do norte.

Mas eu, não me sentindo representada no retrato, quero lembrar que as mulheres do sul apreciam a sangria e gostam de ver jogadores de futebol.

E desejo que se acabe com a repetição destes estereotipos, e que, como prova disso, a União Europeia tenha a iniciativa de patrocinar um bonito filme ao estilo da Disney, sobre um belo que se apaixona por uma monstra, que afinal era uma princesa encantada à espera do amor.  

 

A bela e o monstro

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Estreou entre nós, a semana passada, um novo filme da Disney, uma readaptação de um conhecido romance francês, escrito no século 18, pela escritora Dame de Villeneuve, «A Bela e o Monstro».

Trata-se da clássica e romântica história de uma jovem heroína, que se apaixona por um monstro, (o ator Dan Stevens). que na realidade é um príncipe encantado, a quem só o amor pode resgatar do feitiço que o transformou. 

Não interessa dizer que Bella, (a atriz Emma Watson), é uma moderna heroína, corajosa e destemida que gosta de ler e de correr riscos, porque toda a trama se baseia no imaginário tradicional, em que a beleza e a bondade, conseguem combater o mal.

É a perigosa ideia, inculcada desde cedo em muitas mulheres, que, «com um beijo, qualquer sapo vira príncipe».

Ora isto não é verdade. Ao falarmos com mulheres vítimas de violência doméstica, muitas dizem, terem as agressões começado no período do namoro. Quando se lhes pergunta, porque continuaram a relação, quase sempre referem «eu pensava que ele iria mudar».

Infelizmente, raras vezes os monstros mudam e muitas vítimas chegam a perder a vida nesta ilusão. 

Pondo de parte estes juízos, eis que chegou às nossas salas, mais um belo filme, com lindas canções.

Humor com humor se paga

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Andava a deambular com a minha cadela, quando vi esta janela tão primorosamente decorada, a lembrar, para os mais novos, o dia das bruxas, e para alguns outros, talvez a quarta feira de cinzas, ou o tempo quaresmal que vivemos.

Somos pó levantado e em pó deitado nos transformamos. Ossos espreitam à janela, à espera dos nossos e por aí fora.

Que a imaginação e o humor nunca nos faltem.

As cegonhas que hoje nos trazem os bébés

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Na primeira metade do século passado, talvez alguma avó prendada tenha bordado este babete, com os dizeres, «Não me beijes», como precaução higiénica protetora da criança, num tempo em que grassava a tuberculose e outras doenças ruins. Viemos a saber depois que beijos e mimos são indispensáveis para o crescimento.     

Ora, ter um pai e uma mãe, ou toda uma família, para não dizer toda uma aldeia, que possam dar estes mimos é a situação ideal.

Vem isto a propósito, da notícia de um conhecido jogador de futebol português, ter mandado vir, já não pela cegonha como se dizia antigamente, mas por uma barriga de aluguer, um par de gémeos para juntar ao seu primogénito, também concebido segundo o mesmo método.  

São crianças que nascem sem direito a conhecer a sua mãe. Está certo, que nem todas as mães são capazes, está certo que a estes petizes não deve vir a faltar nada, sendo enquadrados numa família e tendo sem dúvida, um pai presente e carinhoso. Mas resta a questão, será que em todo o universo feminino, não haverá uma, pelo menos uma criatura, digna de ser a mãe dos filhos da nossa estrela? 

 

 

A Dama de Copas

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Para quem não sabe, a «Dama de Copas» é uma marca de roupa interior feminina, e bikinis, com lojas em Lisboa, Porto e Madrid. A sua particularidade é o apoio especializado à cliente. Ou seja, a escolha de um soutien é sempre feita mediante prova e com a ajuda de uma consultora.

Segundo estudos divulgados pela marca, a maior parte das mulheres não usa o soutien com o tamanho certo, ou porque a copa foi mal escolhida, ou porque os elásticos foram perdendo a sua elasticidade, e sobem nas costas, ou  as alças escorregam. Como é óbvio, as medidas também podem variar com a idade, com alterações de peso, ou depois de uma gravidez ou da amamentação, ou por qualquer outro motivo. 

Contudo, não interessa o motivo, a Dama de Copas tem uma variedade infindável de modelos e tamanhos, onde se incluirá concerteza o adequado. Tem também soutiens e enchimentos indicados para mulheres mastectomizadas.

E no dia internacional da mulher

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E que tal, no dia internacional da Mulher, assinalar a data com uma visita à exposição da pintora Graça Morais, que tantas mulheres tem retratado na sua obra?

A exposição foi escolhida, e muito bem,  para inaugurar o Centro de Exposições da Fundação Champalimaud e merece a nossa visita.

Além do mais a entrada é gratuita, o espaço é lindo, sobre o Tejo, perto da Torre de Belém, e pode aproveitar-se como programa familiar.

Presentes de casamento

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Isto dos presentes de casamento tem mudado muito ao longo do tempo.

Ainda me lembro de o meu pai dizer, quanto a umas cadeiras de braços que atravancavam a sala, que nem pensar em desfazer-se delas porque a madeira era muito boa, era castanho, que iria durar uma vida, e assim foi na verdade, e além do mais, tinham sido um presente de casamento.

Nessa época, os noivos ficavam felizes quando recebiam de prenda uma mobília de quarto, completa de preferência, ou algum dos raros eletrodomésticos disponíveis. 

Depois veio a época das listas de presentes, com serviços de mesa, copos de cristal e meio cristal, faqueiros e casquinhas, muitas casquinhas.

Hoje quando se inquirem os noivos ou as suas famílias, acerca das possibilidades das ofertas, as respostas costumam ser, eles não precisam de nada, pois estão a viver fora ou em pequenas casas mobiladas, vão partir logo de seguida para Tóquio onde trabalham, vão andar de mochila às costas a tirar fotos, e outras respostas similares, que refletem sobretudo a situação dos mais novos.  

Mas há uma coisa com que todos sonham, a viagem de lua de mel e neste mundo global, quanto mais longe melhor. E sim, continuam a pedir dinheiro às famílias e amigos para a tão desejada e longínqua experiência.

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