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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Coisas do passado

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Foi num inverno muito frio e chuvoso, nos finais da década de sessenta, que a Senhora Reitora do Liceu Feminino Maria Amália Vaz de Carvalho, fez uma curta declaração difundida pelos comunicadores de todas as salas de aula, autorizando as alunas a poderem usar calças, «dadas as baixas temperaturas que se faziam sentir em Lisboa.»  

Ou seja, as calças eram permitidas, porque se considerava serem mais quentes que as meias de lã até ao joelho, usadas pelas mais novinhas, ou os collans, que então começavam a aparecer.

Na verdade, nada podia deter a moda das calças femininas, porque as professoras mais novas, sobretudo, as de germânicas, que tinham visitado ou estudado na Inglaterra ou na Alemanha, já então as usavam no Liceu.

Mas as calças tinham de ser usadas debaixo da bata branca, pois então. 

Era o tempo das mini saias e dos calções curtinhos, mas sempre com a batinha branca por cima.

Agora os jovens vestem sem submissão a códigos de vestuário, a não ser os dos seus «bandos», ou das posses familiares, mas tirando as calças largueironas a cair e a mostrar a roupa interior, que felizmente parecem estar a passar de moda, gosto de ver a diversidade e a criatividade de cada um.

Ora muito se andou para chegar até aqui.

 

Dizem que o frio faz bem às camélias

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Diz-se que as camélias se dão muito bem com o frio do inverno, época em que florescem em toda a sua beleza. 

Surgiu-me esta num dos vasos da varanda, quando eu pensava que tinha comprado uma cameleira rosa, tal como entendi pelas referências na embalagem.

Pois afinal tenho uma cameleira com flores brancas marfim, a fazer lembrar a entrada em cena de Violeta, toda enfeitada com camélias brancas, na ópera de Verdi, «A Traviata», também conhecida por «A  dama das camélias».

E apesar de não serem camélias cor de rosa, acho que não perdi nada com a troca. 

O filme Silêncio

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Encontra-se em exibição nos cinemas do País, o magnífico filme de Martin Scorcese, «O Silêncio», que retrata o papel de missionários jesuítas portugueses, no Japão do século XVII, alturas em que o cristianismo foi alvo de uma feroz repressão.

Os cristãos que então viviam no Japão só podiam celebrar a sua fé de forma oculta, pagando por vezes, a sua lealdade, com a prisão, a tortura e a vida.

Mas o alvo preferencial dos inquisidores japoneses não eram os humildes camponeses, mas os padres, ou seja, os jesuítas esclarecidos, que divulgavam a fé cristã.

Aprisionar um jesuíta e conseguir que ele abjurasse, e passasse a viver como japonês ou budista, era o grande objetivo dos inquisidores, que assim procuravam demonstrar que a religião e o Deus dos cristãos de pouco valiam.

Como obter a abjuração de um jesuíta? Manter-se-ia o jesuíta fiel às suas crenças, mas à custa do sofrimento e morte dos pobres cristãos japoneses? 

É este o dilema do filme. O silêncio, a ausência de respostas, quando são mais precisas e procuradas e cada um tem apenas de agir segundo a sua consciência.

Vejam o filme.  

Manhã gelada

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Foi numa destas manhãs geladas em Lisboa, em que os veículos acordam completamente brancos com a geada da madrugada, que assisti a esta cena. 

Uma jovem tinha por fim, conseguido pôr o carro a trabalhar. Contudo, não podia arrancar com os vidros tapados com a película de gelo.

Entram em ação o aquecimento e os limpa vidros do carro, que com dificuldade lá vão aos poucos desfazendo a película branca.

Então abre a porta e sai do carro. Pensei, talvez com um trapo ou um pouco de água, vá tentar tirar o gelo. 

Nada disso. 

Vinha armada com o seu telemóvel para tirar fotos aos vidros, ainda semi embranquecidos, que devem ter ido direitinhas para o facebook, ou para qualquer outra aplicação.

Casinhas para férias

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Um dos poucos negócios que tem crescido no país, para pequenos investidores, tem sido o das «casinhas para férias», «hosteis», «bed and breakfast», ou turismo de habitação, ou lá como lhe queiram chamar.

Dizia-me há dias, pessoa conhecida, «quando fiquei desempregada, divorciada e com filhos a cargo, tentei muita coisa, mas nada deu certo. Emprego, percebi que ninguém me iria oferecer, então lembrei-me das casinhas do meu avô, numa praia do Algarve. Juntei as poupanças, pedi ajuda a familiares e recuperei as casas, outrora abandonadas. Foi o melhor que fiz. Tenho tido sempre grande procura para as casas, mais no verão, mas também noutras épocas, tenho tudo legalizado e inscrito numa plataforma internacional, pagando o que é devido. E hoje posso dizer que é disto que consigo viver.»

Parece que Portugal se está a transformar num enorme hostel da Europa, mas enquanto for dando, é melhor aproveitar. 

 

Presos dentro do seu próprio corpo

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Com o envelhecimento da população têm aumentado, entre nós, situações extremas de demência, alzheimer ou senilidade, que nos fazem refletir.

Contou-me recentemente pessoa amiga, «o meu sogro, agora com 92 anos, está há quatro anos acamado, numa instituição, totalmente dependente, sem falar, nem conhecer ninguém e a ser alimentado por uma sonda. Acompanhei ainda a velhice e a dependência do meu avô, que também perdeu o discernimento, mas que, como vivia com os filhos e os netos foi muito mais acompanhado, e manteve-se ativo até ao fim. Acho que houve um retrocesso e uma desumanização no apoio aos idosos. Com a melhoria dos cuidados de saúde, esquecemo-nos do principal, que deveria ser o «cuidar» das pessoas e não o prolongar indefinidamente a vida a qualquer custo.» 

É isto que pretendemos para os nossos idosos, ou para nós próprios, o ficarmos prisioneiros dentro de um corpo destroçado? 

Imagine

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Hoje é dia de follow friday, no mundo do sapo blogs, o primeiro do ano. aqui

Que tal começar com uma bela evocação, de Imagine, de John Lennon, com uma foto do memorial do Central Park de Nova York?

E destacar também o blog «Chic´Ana» que me segue, e a quem agradeço e me tem distinguido.chic ana

Outra vez em cima das pessoas com mais de 65 anos

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Alguém é capaz de compreender porque é que para revalidar a carta de condução, o automobilista com 65 anos terá de ser submetido a uma formação específica?

São as novidades do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária, PENSE 2020, propostas pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

E porque não aos 35 ou 45 anos? Sabendo-se que é entre os condutores com 30 e 39 anos que se regista o maior número de acidentes.

Esta medida é discriminatória para este grupo etário, injustificada e incompreensível, pois aos 65 anos ainda nem se atingiu a idade normal da reforma. Parece que o Senhor Legislador, acorda um dia de manhã e pergunta, onde é que eu posso taxar mais qualquer coisinha?

Pois PENSE, sim, mas Pense Melhor antes de fazer asneira.

Boas intenções para 2017

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«De boas intenções está o inferno cheio», é corrente dizer. Porém, na noite de fim de ano, são comuns as resoluções de ter mais cuidado com a alimentação, fazer mais exercício, procurar perder peso, ou cuidar melhor de si próprio, se quisermos encurtar.

Uma intenção, fácil de formular, mas difícil de cumprir. Pelo que se repete em sucessivos fins de ano.

Sabemos tudo, ou quase tudo, sobre as vantagens da alimentação saudável, dos perigos da obesidade, e do sedentarismo, da diabetes e da hipertensão, bem como a questão da imagem e da estética, mas as falhas são muitas.

Pois, mais uma vez, pensemos neste princípio de ano, na conhecida resolução de cuidar melhor de nós e tentemos levá-la a sério ao longo dos meses. 

 

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