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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Os diferentes nomes da minha mãe

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Para as filhas começou por ser simples, apenas mãe. Mas a história do nome da minha mãe não era nada simples.

O meu pai chamava-lhe «Lui» de Luísa. As minhas tias chamavam-lhe Maria, nome de criança. Ela própria gostava de ser tratada por Maria Heloísa, mas no Bilhete de Identidade estava escrito Maria Elvira.

E porquê esta variedade?

A minha mãe nasceu numa aldeia da Beira Baixa em 1920, onde foi dado nome à menina de acordo com os gostos de uma professora da aldeia, escolhida para madrinha. A professora gostava do clássico nome de Heloísa e foi essa a vontade que expressou. Ao fazerem o registo, numa altura em que era tudo feito à mão,  penso que por ignorância, alguém terá escrito Eloísa, nome que depois terá sido mal copiado para Elvira. A minha mãe só veio a descobrir que o seu nome oficial era Elvira, já tarde, pelo que lhe foi mais fácil conformar-se do que alterá-lo.

Mas, confessava muitas vezes, não gostar de Elvira e preferir ser tratada por Heloisa ou Luísa.

Quentes e boas

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Castanhas, fruta desta época outonal, por vezes oferecidas pelos vendedores ambulantes, assadas em carrinhos fogareiros, na rua, «quentes e boas», como se diz no pregão lisboeta.

Agora há castanhas todo o ano, ensacadas, descascadas e congeladas, de Trás-os-Montes, de França, prontas a consumir.

Mas que prazer passear e encontrar castanhas no solo, caídas diretamente do castanheiro e ainda com os seus ouriços.  

Vai ao Porto, então aproveite e vá a Serralves

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Se está a pensar ir ao Porto, em data próxima, pelo menos até ao dia 28 de Janeiro, aproveite e visite a exposição do artista catalão Joan Miró, instalada na Fundação Serralves.

Mesmo que pouco perceba de pintura e não tenha interesse em ver riscos e manchas de cores nas telas, tem agora um novo e bom pretexto para ( re)visitar Serralves, e apreciar os seus magníficos jardins. 

Sopas, há muitas

http://observador.pt/2016/10/18/manifestacao-fecha-liceu-pedro-nunes-nao-ha-funcionarios-se-precisamos-de-alguma-coisa-nao-ha-ninguem/

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O pessoal não docente do Liceu Pedro Nunes, um dos mais antigos em Lisboa, que agora não se chama assim, mas Escola Secundária Pedro Nunes, fez um dia de greve esta semana,  protestando contra a falta de pessoal. A história do costume, reformas, envelhecimento dos trabalhadores, que são cada vez menos e têm de continuar a assegurar o funcionamento da escola, o refeitório e tudo o resto. 

Pois é, e vai ser assim, cada vez mais, por todo o lado.

Há por isso que mudar as regras, porque os tempos estão a mudar, como diz o nobelizado Dylan.

Ora, e porque não escalar os jovens, os estudantes e pô-los a servir refeições, a aquecer umas sopitas, a tirar fotocópias e o que for sendo preciso.  É uma prática seguida em muitas escolas do norte da Europa, em que os alunos limpam as salas e chegam até a lavar e arrumar as loiças. Claro que isto nada tem contra o pessoal em luta, que se limita a constatar o óbvio, mas a quem não cabe tomar tais decisões.

Acho que não faria mal nenhum à rapaziada, sendo até um processo bem educativo. Se ajudam em casa, já sabem como é, e se não ajudam passam a aprender, que só lhes vai fazer bem para a sua vida futura.

 

Original pedido de casamento

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«Para a minha doce Lauren, que eu amo, adoro, e quero proteger, casas comigo? » pergunta o Mark, num  bonito e romântico gesto, ao mandar colocar esta placa metálica num dos bancos do Central Park de Nova York, onde imagino os dois, ou pelo menos, a tal Lauren, se deviam costumar sentar.

Quem pode ficar indiferente a um tal pedido?

Pode ser que amanhã, os filhos ou os netos da Lauren e do Mark, continuem no Central Park a tradição familiar das belas histórias de amor.

O peso das famílias

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Ouvi na abertura deste ano escolar, numa estação do Metro, uma mãe muito enervada a falar ao telemóvel com a filha: «O teu pai é o maior, recebe o ordenado todo, fica com ele e não me dá nada, a única coisa que ele te paga é o passe dos transportes. Isto assim não dá, com tanta despesa.»  

Penso que a filha lhe terá sugerido que poderia ir viver para casa do pai.

«Não», continuou a senhora, que compreensivelmente não queria abdicar da filha, «não é ires viver com o teu pai, é que ele não me ajuda nas despesas e eu sozinha não consigo».

Quantas mães, quantas famílias não se reveem nesta situação.

O progenitor que foge às suas responsabilidades, deixando quase ou tudo, em cima do outro.

Mas e os filhos, alguém pensa neles, o que podem eles fazer metidos no meio destas guerras? Ouvem dum lado, ouvem do outro e só devem desejar fugir e para bem longe.

Mães e pais que me ouvis, haverá sempre dificuldades, desentendimentos, mas por favor, deixem os vossos filhos de fora. Isso é querer o melhor para eles.

Os taxistas são os seus piores inimigos

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Esta semana toda a Lisboa diz mal dos taxistas e das suas manifestações. Li algures que a segunda feira passada, dia da prometida marcha de táxis, foi o dia em que a aplicação da Uber foi mais descarregada.

Pois pudera, quem precisava de carro de aluguer teve de deitar a mão, ou antes a tecnologia, a outros lados.

Mas não posso esquecer, que foi numa corriqueira viagem de táxi, que descobri pela primeira vez, a radio «Smooth», que agora me acompanha com frequência.

Também quero saudar o profissionalismo da Radio Táxis de Lisboa, de quem sou cliente habitual e que nunca me falhou quer nos horários, quer nas marcações de véspera para aqui e para acolá, quer nos pedidos de táxis para cinco passageiros, quando o grupo é maior.

Ora, assim diz o meu grilo falante.

A longa espera por táxis no aeroporto de lisboa

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Quem acaba de aterrar no aeroporto de Lisboa, de regresso ao seu lar doce lar, ou em corrida para uma reunião de trabalho ou no princípio das suas férias, só quer sair dali rapidamente.

Mas conseguir um táxi pode não ser nada fácil e até demorar quase tanto, ou mais, do que a viagem de avião.

Há falta de táxis em Lisboa? Eles dizem que não e agora com a «uber» e outros parecidos, não me parece ser esse o caso.

Os táxis estão lá, o sistema é que funciona mal. 

Ora, penso ser fácil conseguir que os táxis se aproximem, se não em três faixas paralelas, pelo menos em duas. Devendo os passageiros aguardar num corredor central de forma a agilizar os procedimentos de entrada na viatura e não como agora atravessar com as malas pela frente ou por trás do carro de forma desordenada.

Será que um sistema de chamada automática, para as diferentes filas, 1,  2, ou 3, não poderia ajudar?

Ninguém quer pensar nisto?

Os nossos museus

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Muito se queixam entidades ligadas à cultura pelas faltas de meios, quer falta de dinheiro, quer falta de recursos humanos.

Há sempre falta de qualquer coisa.

Chegam a fechar salas de museus, por não haver vigilantes.

Ora isto, num país vocacionado para o turismo e infelizmente, para pouco mais, não devia acontecer.

E então as câmaras de vigilância, também não as há? 

E os trabalhadores voluntários, alguém se lembrou deles?

Há anos, encontrei num dos maiores museus do mundo, o conhecido Met, Museu Metropolitano de Nova York, uma senhora de muita idade que me confessou ser vigilante voluntária naquele museu. Quando lhe perguntei qual era a sua recompensa, respondeu-me, «passo os meus dias entre as melhores obras artísticas da humanidade e isso é mais do que suficiente para mim.»

Ao menos que não haja falta de imaginação para colmatar tantas outras faltas. 

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