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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Praias cheias

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Praias cheias, esplanadas, cafés e restaurantes a abarrotar, no nosso litoral, sobretudo no Algarve.

É assim o mês de agosto. Fora  deste mês, mesmo com a caloraça, as coisas tornam-se mais calmas e agradáveis. 

Mas há sempre pequenas historietas próprias destas noites quentes. 

Corriam os empregados do café para dentro e fora da casa para servir os clientes da esplanada, com as mesas todas ocupadas e ainda mais gente à espreita para ver se conseguia uma mesita.

Hora do café depois do jantar. «O que vai ser amigo»? Pergunta o empregado encalorado ao grupo sentado à espera.

Ora, pedir e servir um café não é tarefa nada fácil, pois os portugueses gostam bem de complicar esse pedido.

Café, descafeinado, bica dupla, cheia, meia cheia, chávena escaldada, chávena fria, com leite, com cheirinho, e por fim o café normal. 

Tantos e tão variados foram os requisitos, que o empregado, já que ninguém lhe simplificava a vida, resolveu ser ele a fazê-lo, e vai de gritar ao balcão, «são nove bicas para a mesa do canto.»

E assim passou a ser. Vieram as bicas, já servidas por outro empregado, igualmente suado, e toca a pagar e a andar que isto hoje está muito cheio.

A morte escondida

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Nas nossas sociedades a morte é uma realidade cada vez mais escondida, como se a quiséssemos negar. 

Ora não há nada mais certo do que a morte dos seres vivos.

Vem isto a propósito de uma peça apresentada recentemente num dos nossos telejornais, onde se mencionava a morte de uma paciente, obesa, grande fumadora, e com problemas respiratórios, na sequência de um exame médico, que, ao que parece, correu mal.

Eram entrevistadas duas familiares indignadas. A indignação, a dor e a revolta da família, compreende-se bem. A doente entrou para fazer um exame e já não saiu. Penso, contudo, como leiga, que qualquer exame mais ou menos invasivo pode correr mal.  

Agora, já não se compreende, a não ser como «reality show» ou «lixo televisivo», a razão de ser da reportagem, ainda para mais passada num telejornal. 

É isso que os telejornais pretendem ser, o vale tudo para captar audiências?

Espelho, espelho meu...

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É jovem, bonita e bem arranjada. Sai de casa todos os dias para o trabalho, com maquilhagem perfeita, pestanas postiças coladas, lápis, sombra e tudo o mais, em grandes camadas negras. Fica bonita, valoriza o olhar, mas será que compensa?

Diz que gosta de causar boa impressão, a atender o público. 

Mas naquele dia, mal conseguia abrir um dos olhos, lacrimejante, queixava-se de uma impressão, uma poeira, qualquer coisa que a incomodava e não havia maneira de passar. 

Ai espelho, espelho meu, haverá alguém mais bela do que eu? 

Fiquei com pena da jovem, ainda lhe falei de gotas para os olhos, lencinho de papel para limpar, mas fiquei a pensar até quando continuará a aguentar e a sair diariamente de casa naqueles preparos? 

E quando um elefante se atravessa no nosso caminho

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O que fazer quando o elefante aparece no meio da estrada?  Pois, já agora tirar uma foto, claro.

Vem isto a propósito das dificuldades de cada um, vindo-me à memória uma história familiar, passada há muitos anos, quando os carros eram ainda raros, as estradas más e as comunicações quase inexistentes.

No dia de anos de um dos petizes, o automóvel subia devagar a Serra da Estrela, rumo à aldeia natal do avô, onde a família tinha combinado encontrar-se e celebrar o aniversário.

Acontece que o carro parou no meio da subida., «E agora», dizem as filhas aflitas, «o que fazer»? «Temos de esperar que algum carro passe para cima ou para baixo e pedir que avisem o mecânico da aldeia, para vir cá acima, com as ferramentas e as peças para desempanar o carro», disseram os mais sensatos. 

E assim fizeram, saíram todos do carro, as crianças, as mães, os pais e o avô, pois nesse tempo, não havia grandes restrições de lugares, nem cadeirinhas de transporte para os mais novos, que iam ao colo dos adultos, e toca a correr e a brincar no meio da serra.

O tempo passava, nada de viaturas à vista e o estômago reclamava.

Foi então que o avô se lembrou, virando-se para a filha mais velha, «Maria Alzira, vocês não trazem aí o necessário para os anos do Toninho?»

E vai de abrir os cestos, retirar os doces, o bolo das velas, os salgados e as bebidas e festejar finalmente o aniversário.

Por fim, apareceu um carro, veio o mecânico e tudo se arranjou. Partiram então, dizendo o avô, «por mais anos que celebre o nosso Toninho, nunca se vai esquecer deste passado no meio da Serra.» 

 

A nobre ilha também de Taprobana

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Sri Lanka, ou Ceilão, a «nobre ilha também de Taprobana, já pelo nome antigo tão famosa», como rezam os Lusíadas e por onde andaram os portugueses pelos séculos 16 e 17, é hoje um destino de férias bem conhecido.

Pérola no oceano Índico, reúne de tudo um pouco, paisagens deslumbrantes, cultura, história, exotismo, magia.

Praia, floresta e montanha. Sítios classificados pela Unesco. Um povo afável.

Tesouros que lá estão à espera de quem possa e os queira conhecer. 

Amor fraterno

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Vou contar-vos uma bonita e verdadeira história de amor entre irmãos.

Podemos chamar-lhe António, pois não é isso que interessa, tem agora 17 anos, sabe que não é muito dotado para os estudos e está, de momento, a tentar seguir uma via profissionalizante.

Bem gostaria de poder fazer uma formação na Autoeuropa.  Empresa que recruta, treina e emprega muitos operários na zona de Palmela, onde vive. Já foi lá fazer testes e entrevistas, mas ainda não tem a certeza se o irão chamar.

Entretanto, nas férias, para ajudar a compor o parco orçamento familiar, resolveu ir trabalhar num restaurante perto de casa, agora a abarrotar com o verão. 

Recebido o primeiro pagamento, que fazer com tamanha fortuna?

António lembrou-se da irmã mais velha, doente, com uma dessas doenças progressivas, cujo nome também não interessa, que a vai minando aos poucos, reduzindo-lhe a visão e o ouvido. 

Conhece o sonho da irmã mais velha e sabe que um telemóvel adaptado para pessoas com deficiência, coisa cara de mais para as posses da família, poderá fazer maravilhas contra o isolamento em que a irmã vive.

E assim fez, negociou um destes telemóveis em segunda mão, mas a funcionar bem, teve ainda de pedir uns troquitos à mãe, pois a sua fortuna, afinal não era assim tão grande, e vai de aparecer em casa com a sua prenda.

Tudo o que posso dizer é que foi um dia de grande alegria para os dois irmãos e para a mãe. 

A irmã ganhou maior autonomia, pode agora sair de casa com mais tranquilidade e segurança, para fazer fotografia com o seu novo telemóvel, o que tanto aprecia. 

Tristeza pelos fogos e devastação na Madeira

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Aqui ficam imagens das belezas do Funchal, numa altura em que a verde ilha atlântica, está a ser tão fustigada pelos incêndios, que já causaram vítimas humanas, para além de incalculáveis prejuízos.

Como portugueses, devemos estar uma vez mais solidários com todos os que sofrem na Madeira, que continuam a lutar contra os fogos, ou perderam os seus bens, as suas casas e não sabem ainda, quando será seguro a elas regressar.

Momento muito triste este que se vive. Que passe depressa para a reconstrução necessária.

As coisas que vamos ouvindo pela praia

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Debaixo dos toldos, perto dos nossos chapéus de sol, instalados nas nossas praias, quer queiramos quer não, vamos sempre ouvindo conversas alheias. 

No outro dia, arrebitei ao ouvir, uma voz de homem, «ela não tem gosto.»

Pensei, mas que gosto? Gosto para se vestir, para se arranjar, gosto pela vida?

Respondia concordante uma mulher, «não tem, não.»

Percebi depois, que não a iriam convidar, não sei para que evento, porque a mencionada não tinha «gosto ou gostos».

Ou seja, «like» ou «likes», do facebook e quejandos.

E o curioso, para mim,  é que não se tratava de um grupo de adolescentes a tecer estes comentários. 

 

A minha alegre casinha

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Pois andaram a mexer outra vez nos impostos relativos aos imóveis.  E em vez de explicarem ao povo, de uma forma clara, o que a gente quer é aumentar a receita pública, porque a coisa está feia, toca de disfarçar, mexer nos critérios aqui e ali, convencidos que assim escapam.

Agora as casas com vista para a ETAR ou para os cemitérios passam a pagar menos IMI, imposto municipal imobiliário, e as casas com sol ou com terraços ficam a pagar mais. Objetividade acima de tudo, como se constata.

Isto faz algum sentido?

Não está em causa o pagamento do dito IMI, o que está em causa são estes retoques mal amanhados, quando já foi referida a intenção de mexer de novo no regime deste imposto.

Assim, a famosa canção, «a minha alegre casinha tão modesta quanto eu», deverá passar a acrescentar, «e com vista para a ETAR».  

Em jeito de férias

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Portugal é um país maravilhoso para férias. Mas também há outros, tão belos ou belissimos. Estas fotos são de Cinque Terre, na Itália, na Riviera da Liguria. Tratam-se de cinco aldeias situadas numa linha escarpada, rente ao mar, unidas por uma vertiginosa estrada chamada «Via dell, Amore», sendo contudo a maneira mais fácil de serem visitadas e antigamente a única, o barco, a partir de La Spezia, ou o comboio, pela linha La Spezia-Génova.

Esta região produz um vinho branco seco em socalcos de vinhedos, daí fazer lembrar um pouco o nosso Douro, e recebe todos os anos milhares de turistas, encantados com as suas paisagens.  

Aqui ficam as fotos para quem conhece e gosta de relembrar e também para quem gostaria de vir a conhecer.

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