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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

A importância de uma pequena tesoura

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Passei uns agradáveis dias na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde.

No regresso, durante o controlo do aeroporto, a mochila com o computador, as chaves, e mais sei lá o quê, vai de começar a andar para a frente e para trás, para abrir e fechar, vasculhar e procurar.

No écran aparecia qualquer coisa suspeita, diziam.

Por fim, surgiu no fundo, enfiada numa bolsita, uma pequena tesoura de unhas, que por lá tinha escapado, em vez de ter sido guardada na mala do porão.

Erro meu.

Quando eu já conformada por ficar sem a dita tesoura, fechava outra vez a mochila, eis senão quando me aparece o guarda devolvendo-me a tesourinha com um sorriso e um encolher de ombros. 

Agradeci e rimos os dois, não era de certeza, com aquele pequeno objeto que iria ser cometido algum atentado durante o voo. 

Aonde nos leva este caminho

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Primeiro aumentaram os descontos dos trabalhadores em funções públicas e dos funcionários para ajudar a sustentabilidade da ADSE, disseram. Depois, toca de colocar a ADSE, que sempre tinha estado na dependência do Ministério das Finanças, na orgânica do Ministério da Saúde, dizendo também que seria benéfico dado poder beneficiar de melhores condições na contratação pública no universo do setor da saúde.

E agora é o que se vê. De acordo com um relatório do Tribunal de Contas, quase 40 milhões de euros da ADSE, dinheiro esse resultante das contribuições dos trabalhadores, foi «desviado», para tapar um buraco da Madeira, pois aí o governo regional não tem entregue os descontos dos trabalhadores.  

A ADSE é hoje inteiramente sustentada com os descontos dos seus beneficiários, (3,5%), que para terem melhores condições no acesso à saúde, também pagam mais.  

A ADSE devia ser aberta a novos beneficiários, em regime facultativo, e o Estado devia deixar de controlar as suas contas, entregando a gestão aos seus beneficiários.

A não ser assim, bem podemos perguntar aonde nos vai levar o caminho que está a ser seguido?

Cá vem o lugar comum lisboeta

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Nesta época do ano, lá chega o «post» sobre a floração dos jacarandás, árvore maravilha oriunda da América do Sul, e que tão bem se adaptou e embeleza os nossos jardins lisboetas.

Queixam-se os automobilistas que estas flores são corrosivas para a pintura do carro, mas lá que são bonitas ninguém duvida, quer no lilás das árvores, quer caídas no branco e negro da calçada.  

E também não é por ser um lugar comum que vamos deixar de falar da beleza dos jacarandás, não vos parece?

Meti-me em trabalhos

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Meti-me em trabalhos e tudo por causa de um tapete de quarto, de lã fofa e clarinha, de que eu gosto muito.

O tapete era bege, mas com o uso, a chuva invernosa e as patas do cão, ficou com vários tons de cinzento.

Em abono da verdade, convém dizer, que a sua etiqueta avisava que não podia ser lavado, mas houve quem insistisse e vai de o submeter à lavagem.

Lá lavado ficou, mas a lã começou a desfiar, sobretudo nas bordas.

Corri para a Rua da Conceição, onde tenho resolvido alguns problemas domésticos, e toca de pedir conselho numa das lojas. Vim de lá com fita de algodão, cola e convencida que a coisa ia ser ultrapassada com paciência, muita.

A fita era fina, não dava para a espessura do tapete, também não dava em comprimento, a cola não colava devido ao pelo da lã.

Como sou teimosa tornei a comprar nova fita, esta sim suficiente em largura e comprimento e agora aproveito o serão para ir cosendo a fita às bordas. 

Parece-me que o tapete lá se está a aguentar, mas com os meus gastos em material e trabalhos de costura, fiquei a pensar se não seria mais fácil e mais económico, comprar um novinho, desses baratuchos e que se possam lavar. 

 

A televisão que vamos vendo

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Há quem diga que a televisão só mostra notícias desgraçadas, do género, quanto pior, melhor,  desporto e neste, quase só futebol, telenovelas, concursos idiotas, de estarem todos fechados numa casa, a ver quem namora com quem e nada mais. 

Mas por vezes temos surpresas. A RTP dois, anda, desde finais de março, a passar uma série francesa, muito aclamada e premiada em casa, sobre os tristes anos da ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial, «Uma aldeia francesa».

Retrata  o quotidiano dos seus habitantes, as suas misérias e heroísmos, as suas batalhas diárias, derrotas e traições. São feridas que a Europa viveu e que levam tempo a ser ultrapassadas e foi concerteza feito um grande esforço por parte dos argumentistas, figurinistas e outros, ao levantar toda uma trama credível diante do telespetador.

Vale a pena ir vendo a série, que para mais, está também disponível na RTP play.

A carregar malas e maletas

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A ideia surgiu-lhe há uns poucos anos, disse-me ela, quando precisou de fazer uma maquilhagem mais apurada para um momento especial e depois de ter batido a muitas portas, teve de se desenrascar sozinha pois estava tudo ocupado e cheio de trabalho.

Nessa altura, ela que estava farta de estar desempregada  e subocupada, depois de uma carreira na área dos recursos humanos, numa empresa daquelas que dantes garantiam emprego para a vida, decidiu experimentar outros caminhos..

Foi tirar um curso de maquilhagem, styling ou lá como se chama, e começou a pouco e pouco, primeiro pelo bate boca, depois pelo facebook e outros quejandos, a arranjar clientela.

Agora carrega malas e malinhas com as caixinhas mágicas, logo pela manhã, aceita marcações, vai a casa das clientes, trabalha fora de horas, aos fins de semana, onde calhar, mas trabalha.  E contente. Com a primavera e o verão está em alta, com os casamentos, depois vem o Natal e o fim de ano e também o Carnaval, tudo épocas boas. Também alinda e ensina a alindar mulheres doentes ou cancerosas. 

Para além de conseguir viver do seu trabalho, o que lhe dá mais prazer é o seu reconhecimento, coisa que desconhecia no seu emprego anterior, aquele momento especial, em que vê o olhar feliz da cliente quando acaba o seu trabalho.

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