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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Mesa de pobre

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Com tantos estudos e tanta investigação, andamos cada vez mais baralhados, afinal o que é saudável para comer?

Não se pode comer carne vermelha, (ai os bifinhos), nem enchidos, (ai, as nossas alheiras), nem carnes processadas, (ai, o nosso presunto), porque são cancerígenos, não se pode comer peixe, ou alguns peixes, porque têm mercúrio, e outras coisas más.

Então, afinal só podemos comer frango e peru?

Fico a pensar, que é provável que estes estudos tenham sido encomendados por algum criador de aves, mas só até ver, porque tudo pode mudar num instante, com novo estudo. 

Á conta da ditadura do «ser saudável», querem agora impingir-nos algas e insetos.....

Enfim, nestes assuntos, como em muitos outros, parece não haver verdades absolutas e ainda é o que nos vale.

Ora, fiquemos pela moderação, e lembremo-nos que dantes o chocolate tinha gordura e agora faz bem.

Campanha vamos pôr o Sequeira no lugar certo

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Está em curso, uma campanha lançada pelo Museu Nacional de Arte Antiga que visa recolher fundos para angariar um quadro a óleo, conhecido como a Adoração dos Reis Magos, datado de 1828 e pintado por Domingos António Sequeira.

Este quadro tem estado na posse de privados que se disponibilizam a vendê-lo ao MNAA por 600 mil euros, por isso é muito importante a recolha de fundos e todos os donativos, mesmo que quase simbólicos, são muito bem vindos.

O Nib indicado é 0033-0000-45468532333-05.

Podemos saber mais no site do MNAA. aqui

Será assim, uma oportunidade para proteger uma boa peça de arte.

 

 

A atividade física

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Venho hoje falar de uma instituição com muitos anos, dedicada ao desporto e ao bem estar dos lisboetas que é o Estádio Universitário de Lisboa.

O EUL tem de tudo, ginásios em regime livre ou com aulas, com monitores ou «personal trainers», Yoga, Balance Pilates, e outros, campos desportivos, piscinas, para todas as idades, desde os bebés, que não foram esquecidos na adaptação ao meio aquático, até a atividades para séniores ou para portadores de deficiência.

Para quem não sabe, o EUL fica em frente ao Hospital de Santa Maria e estende-se por um parque arborizado de cerca de 50 hectares, onde passear, fazer circuitos, andar ou correr, com a família e amigos e com ou sem cão, é já um programa agradável.

Este parque conta também com cafetarias, esplanadas e vários locais de lazer, sendo fáceis os seus acessos, com o metro, autocarros ou viatura própria.

Por isso, preparem-se, pois cada vez há menos desculpas para ficar no sofá.

Convite ao descanso

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Muitos tesouros escondidos por essa Lisboa... no outro dia, puro acaso, descobri mais um.

Palacetes outrora arruinados e agora recuperados em esplendor, pintados com belas cores, um rosa e outro azul, bem azulão, que ganharam nova vida e novos visitantes, estou a falar do Torel Palace Hotel, pequeno hotel de charme com cerca de 30 quartos, todos decorados com conforto e bom gosto. Podem procurar na net para mais detalhes. torel palace aqui

Fica bem no centro da cidade, a um pulinho do Rossio, sobretudo usando o elevador do Lavra, com jardins e terraços em socalco, recantos inspiradores, piscina convidativa e ainda soberbas vistas sobre a cidade. 

Outra boa notícia é que a partir de novembro vão passar a disponibilizar serviço de restaurante e cafetaria a passantes.  

Ora digam lá, se neste outono, tal terraço ensolarado não é um claro convite ao nosso merecido descanso.

As intrincadas relações de vizinhança

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Era sempre a mesma coisa, por mais que pedisse com jeitinho, por mais que solicitasse com educação, às segundas feiras levava sempre com a roupa a secar dos vizinhos de cima, a bater nas suas janelas, a sujar os seus vidros e a tapar as suas vistas. 

Não sabia mais o que fazer, e pensava conformada que também naquela prédio havia diferentes tipos de vizinhos.

Foi então que um dos seus filhos, quase adolescente, com as mãos sujas de uma laranja que tinha acabado de comer, abriu a janela e num repente, antes que tivesse tempo para a mãe reagir, limpou as mãos aos lençóis molhados da vizinha de cima. 

Os lençóis ficaram como bem podem calcular, mas o problema da roupa a secar e a bater nas janelas de baixo nunca mais se repetiu.

 

Ando muito confusa

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Ando muito confusa e como eu, muitos portugueses.

Fomos às urnas no princípio do mês, a coligação do PSD e do CDS saiu ganhadora, embora não muito, é certo, contudo, neste momento, parece haver sinais de que o PS pretende formar governo, coligado com a esquerda.

O argumento usado, de tal opção poder oferecer maior estabilidade parlamentar, não me parece aqui muito certo, face às imposições de Bruxelas, aos desafios que se advinham e à diversidade de fundo dos partidos em causa. 

Os portugueses fizeram tantos sacrifícios nestes últimos anos, e agora quando se estava a ver uma luzinha no fundo do túnel, teme-se que ande tudo para trás. 

Vamos a ver o desenrolar da coisa, mas bem precisamos da fortaleza e do aprumo deste florão de granito. 

Resta porém a dúvida, será que, entre estes intervenientes políticos, alguém está a pensar no melhor para o país?

 

 

Andar à procura de casa

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Se procurar casa na grande Lisboa não é tarefa fácil, mais difícil ainda é encontrar a casa certa, ou a menos má, ou simplesmente aquela que podemos pagar.

À minha volta encontro muita genta à procura de casa.

São os jovens que vieram estudar para Lisboa e procuram um quarto, com casa de banho privativa, ou uma residência, perto das universidades e já agora, com colegas simpáticos. Queixam-se dos preços, e do facto de o quarto assim assim, que viram de manhã, já ter sido ocupado, quando passam por lá à tarde, convencidos que seria o menos mau e poderiam ainda, finalmente, acertar o negócio.  

Há também as famílias que cresceram, mas não em orçamento, e que já não cabem nas primeiras casas, ao início alimentam muitos sonhos, T isto e mais aquilo, espaço, qualidade, transportes, escolas, bons acessos. Mas depois, quando fartas de procurar, entregues ao entusiasmo dos mediadores, são confrontadas com a realidade e perguntam tímidas, «e mesmo a precisar de obras?», e a resposta é, «a precisar de obras, por aqui, já foram todas compradas pelos franceses, que só querem casas velhas, que são aquelas com mais cachê.» 

Depois encontram-se também os que decidiram simplificar as suas vidas e em vez de pagar dois ou mais condomínios, pensam, o ideal seria reunir o campo e a cidade numa só casa, mas onde, quanto e como, guardar tanta tralha que se foi acumulando?

Enfim, procurar casa nunca foi tarefa fácil, mas agora, mesmo com grande oferta de recuperações, reconstruções e novas construções, parece que tudo se escoa num instante, apesar dos preços elevados, que esses não têm parado de subir. 

 

Votar de mão no ar

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Tivemos eleições no domingo passado, mas ainda continuam por apurar os votos dos emigrantes, o que pode fazer pender a balança, mais para um lado ou para outro.

Independentemente do resultado do pêndulo, custa a entender, como na época da rapidez e do clique, este processo demore tanto tempo.

Concerteza não será impossível permitir outro tipo de votação, em segurança, mas mais ágil e que tenha por base sistemas informáticos, o chamado voto eletrónico, pois neste momento a informática serve para quase tudo. Noutras democracias, bons exemplos haverá, sobejamente. 

Muito se poupava em tempo, em horas de trabalho, em deslocações, em instalações, etc. Se bem que se possa perceber a mítica ancestral do uso da cabine de voto, temos de conseguir colocar os pés no século XXI e modernizar a logística do processo eleitoral. 

Haverá assim que aligeirar este processo e aqui fica mais um desafio, que este penso ser fácil, para o próximo governo.

Os nossos tesouros escondidos

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O país está cheio de tesouros, cada vez menos escondidos é verdade, mas ainda há muito que descobrir.

A mata do Buçaco e o seu fantástico hotel, Palace, é um deles. 

Este local tem uma história curiosa, pois a mata esplendorosa que hoje podemos apreciar, foi criada pelos frades carmelitas descalços que durante os séculos 17 e 18, aí fundaram um convento e com dedicação, foram plantando as árvores e as plantas, muitas vindo do novo mundo, como forma de louvar a Deus. 

Em 1810, ocorreu nas encostas da mata, que nessa altura tinha vegetação rasteira, a batalha do Buçaco, decisiva no decurso da terceira e última invasão francesa, pois o marechal Massena deixou de ser o «filho querido da vitória», por ter sido derrotado pelas tropas luso-inglesas. 

Mais tarde, por iniciativa de Emídio Navarro, ministro das obras públicas, foi decidido aí construir um hotel palácio, ideia inovadora, por se situar no centro do país, tendo a construção começado em 1888 e chegado a ser inaugurado pelo Rei D. Carlos.

O arquiteto da obra, num pomposo estilo neo manuelino, foi o cenógrafo do teatro de S. Carlos, o italiano Luigi Manini, que também assinou algumas outras obras em Sintra.  

Como cenógrafo que era, aqui criou um espaço de sonho, com amplas varandas, terraços, escadarias, vitrais, esculturas e pinturas, cuja função é deslumbrar o visitante.

Deve ser por isso, que o local que eu conheci em miúda com os meus pais, e que era um local belo, mas isolado e sossegado,  está agora cheio de visitantes, e o hotel apesar de não reunir as mais modernas condições de hotelaria, continua a ser muito procurado.    

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