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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Livros e leituras

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Trata-se de um dos últimos livros que li e que maior prazer me deu, chama-se «Os portugueses», escrito por um inglês, Barry Hatton, residente em Portugal e casado com uma portuguesa e que pretende apresentar o «verdadeiro retrato de um povo único, fascinante e contraditório.»

 

O livro começa por referir as características lutas com os touros, ou touradas portuguesas, faz uma apreciação histórica das singularidades do país, desde os primórdios da nacionalidade, a idade média, os ecos do império, o mundo que fala português, o terramoto e as invasões francesas, a ditadura, o novo Portugal, a geração União Europeia, comentando ainda a «loucura ao volante» e a «importância de se comer bem». 

 

Mas o mais importante desta visão é a recusa em caracterizar o país como atrasado ou alienado, ideia que eu partilho, com gosto. Portugal tem uma das histórias mais antigas da Europa, uma história secular, tendo sabido sobreviver a diversos perigos e situações adversas, adaptando-se, resistindo sempre.

Leiam que vão gostar.    

 

Parece que a primavera está a chegar


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Este ano já vi bandos de estorninhos bailando em nuvens sincronizadas nos céus de lisboa, também já vi árvores, todas floridas em pontilhados brancos, como pequenos flocos de neve, e por fim,  o meu perfumado jacinto rompeu da terra e mostrou todo o seu esplendor.

 

Vem aí a primavera, sem dúvida, que fartos de inverno e de frio e chuvas estamos todos nós.

 

Agora só temos que aguentar mais um pouquito, que o inverno há-de acabar em breve, pois a primavera está a chegar.  

O que nos define

O que nos define enquanto seres humanos singulares e irrepetíveis, o que nos caracteriza enquanto indivíduos?

Certamente as nossas memórias, as recordações únicas de cada vivência.

Os nossos pais, o primeiro dia de escola, o primeiro beijo, o nascimento dos nossos filhos, etc...

O que dizer de uma doença que vai apagando estas memórias, a ponto de deixarmos de conhecer os nossos familiares e de deixarmos de saber quem somos?

Terrível provação esta.

Vem isto a propósito de um magnífico filme, que vi ontem, «Meu nome é Alice», cujo título em inglês, me parece mais correto, «Still Alice», aquilo que ainda resta de Alice, o seu esboroar perante a maldição de Alzheimer. 

O filme, para além de uma brilhante interpretação de Julianne Moore, usa uma linguagem muito simples, mas eficaz, sem nunca cair no dramalhão, mas antes sublinhando a luta constante da personagem e os esforços de acompanhamento da sua familia.

Também é curiosa a última cena do filme, em que a filha mais nova, e aquela que nos é apresentada como a mais desmunida em termos sociais mas que se dedica a tratar da mãe, tenta ainda comunicar com esta, perguntando-lhe,no final de uma leitura, se tinha percebido de que se tratava, e a mãe, que nessa altura já mal conseque falar, responde, «é sobre o amor».

Ora toda a nossa vida, do berço até à cova, gira sempre à volta dos afetos.

Vale assim a pena ir ver a forma como um tema tão triste, é aqui abordado. 

Será que isto não é uma hipocrisia

Num recente episódio da série dinamarquesa « Borgen», que passa no canal 2, de 2ª a 6ª feira, focou-se o tema da prostituição e dos direitos das prostitutas e, digo eu, também dos prostitutos, e da sua necessidade de proteção contra redes de exploração, práticas forçadas e violência.

Nesta série, era apresentada a história de uma trabalhadora do sexo, assim se auto designava, que dizia ter escolhido esta profissão e que se considerava uma boa profissional, com dias piores ou dias melhores, como em todas as vidas.

Se bem que seja difícil falar deste tema, sem cair em lugares comuns e sem querer chocar  com os conceitos morais de cada um, sejamos francos, pois por alguma razão se considera ser esta a mais «antiga profissão do mundo», ou seja, ela existe, existiu e vai continuar a existir.

Então, porquê continuar a ignorar esta realidade? 

Porque não legalizar a atividade, as casas onde é praticada, dando dessa forma maior proteção, respeito e autonomia aos seus intervenientes. 

Beber até cair

Alguma vez vos aconteceu, ao tentarem abrir a porta do elevador para levarem a cadela à rua, num sábado de manhã, verificarem que esta estava bloqueada com um corpo de homem deitado no chão, ressacado de tal forma, que nem tinha conseguido subir até ao seu apartamento?

Trata-se de um rapaz na casa dos 20 anos, que durante a semana, anda de fato e gravata e vai para o trabalho todo compostinho, mas que ao fim de semana e a começar logo na 6ª feira, gosta de sair e de beber, ou de misturar outras substâncias, não faço ideia,  o que é certo, é que o faz sem qualquer moderação.

 Como o tenho encontrado noutras manhãs de sábado, não digo caído no chão, mas quase, percebo que não se trata de «uma vez, não são vezes», mas antes de um hábito. 

Saberá este jovem, e outros nas mesmas circunstâncias, as implicações, os danos e as lesões que a bebida ou alguns consumos em excesso, podem causar no organismo?  

Se não sabem, não é concerteza por falta de informação, pois que a internet, as redes sociais, de que são tão grandes utilizadores, fazem amplamente  essa divulgação.

Há tempos, vi na televisão uma série inglesa, retratando jovens ingleses que ao irem viajar, em viagens de fim de curso, tinham como grande objetivo, embebedarem-se de forma rápida.Ora para isso, digo eu, não é preciso gastar esse dinheiro e sair de casa.  

Viver o dia a dia

Noticias dão conta de que os conhecidos recém casados, George Clooney e Amal Alamuddin, estão a viver problemas no seu recente casamento.

Não sabemos se esta imprensa tem algum fundamento ou se corresponde a algum devaneio jornalístico, para encher jornais, mas a  noticia em si, tem algo que se lhe diga, porquanto o mais difícil num relacionamento começa sempre no depois. 

Não será de dizer que os problemas começam quando o príncipe se transforma num sapo, pois no caso presente, dado o exemplar em causa, julgo não se  poder falar de «sapismo», mas o viver o dia a dia é sempre o grande problema dos casais.

As nossas historias de infância terminavam e ainda terminam, com o «casaram e foram muito felizes para sempre», mas todos sabemos que o mais difícil é este percurso.  

Por vezes as expetativas antecipadas e as ilusões delas decorrentes são muito altas, demasiado, diria. 

 

 

 

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