Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

O fogo dos infernos

lareira.jpg

Parece que o temível fogo dos infernos escolheu o nosso país para nos atormentar, ceifar vidas e destruir bens.

Dois dias de pesadelo, com mais de cem vítimas mortais, em cerca de quatro meses, não podem ser considerados normais. 

A prevenção dos incêndios deve ser considerada um desígnio nacional. Tendo sido, este ano, tristemente, o país da Europa com maior área ardida, desde logo devemos tentar aprender com outros países, que também enfrentam a desertificação, a seca, e as altas temperaturas, como fazem para lidar com este problema.

Podem ajudar, o uso de câmaras de vigilância ou drones, a formação e o equipamento dos bombeiros, ou de vigilantes, as técnicas de corta fogo, a limpeza do mato compulsiva, ou pelos proprietários ou pelas autarquias, e legislação muito mais severa para os prevaricadores ou incendiários.

Que o fogo se confine às tradicionais lareiras, é o que se deseja.

Barcelona me mata

barcel.jpg

barcelon.jpg

barcelona.jpg

 

Não posso concordar com a frase da primeira foto, «a merda do meu cão é mais importante que a tua monarquia», mas a cada um a sua opinião.

Haja acima de tudo respeito pelas instituições democráticas. Veremos como vai acabar, ou não, a ideia indepentista da Catalunha. Na mesa do entendimento, terão de haver cedências, parte a parte.

Mas Barcelona merece.

A mobilidade em Lisboa

bicla.jpg

O mais novo da família, que costuma usar a Carris para ir para o trabalho, estava num destes dias muito desesperado por ter perdido quase uma hora dentro de um autocarro, num percurso que habitualmente lhe leva menos de metade do tempo. 

E daí lembrou-se, não do carro, por causa do problema do estacionamento, mas sim das bicicletas com motor elétrico, pois o percurso tem muitas subidas. Na verdade, neste caso, até há ciclovias com fartura.

Porém, estas bicicletas são carotas e exigem os carregamentos elétricos e ainda mais a sua guarda.

Por isso, a ideia das bicicletas partilhadas que o município quer implementar em algumas zonas da cidade, talvez seja um bom incentivo a deixar a viatura em casa e facilitar a mobilidade. 

   

Ai os nossos bombeiros...

peixe perna.jpg

Eu sei que não fica nada bem dizer mal dos bombeiros, e que em muitas ocasiões estes profissionais são de grande ajuda em momentos difíceis. 

Mas vejamos o que se passou comigo esta semana e qual a reação dos bombeiros.

O chão da minha casa de banho começou a aquecer sem motivo aparente. Aquecia cada vez mais. O andar de baixo, idêntico ao meu, está vago e os seus proprietários a viver no estrangeiro e sem se conseguirem contactar.

Lembrei-me do aquecimento da casa de banho de baixo. Devia ter ficado ligado desde a última vez que lá entraram, por causa de umas obras.

Chamei a EDP, se podiam cortar a eletricidade. Vieram, verificaram o tal calor do pavimento e o facto de o contador da luz, situado nas escadas, de uma casa vazia e inabitada, parecer cavalgar. Podiam cortar a luz, mas aconselhavam a telefonar para os bombeiros para ficar registado na polícia e haver assim uma causa para o corte da eletricidade. 

A seguir chegaram os bombeiros. Vestidos a rigor, impunham respeito, mas afirmaram em segundos, que não era nada, o chão estava quente por causa dos canos da água quente. 

Mas isso nunca nos aconteceu, e o perigo de curto circuito, de incêndio? Nada disso. Não era um calorífero daqueles preso na parede que podia aquecer o pavimento do andar de cima.

Saíram e os mosaicos continuaram a aquecer. Até que numa destas noites, o material deixou de aguentar, suponho. O calor foi-se e o contador parou. Felizmente e para tranquilidade de todo o prédio.

Agora, pergunto eu, porquê dizer a primeira coisa que vem à cabeça, porquê o facilitismo ou a primeira patranha, com ou sem pernas para andar? 

 

A nova rua do Salitre

lisb.jpg

Pela mão da minha mãe, desci muitas vezes de elétrico de Campolide até ao Rato, para visitar umas primas moradoras na Rua do Salitre.

Magras reformas, escassos rendimentos, entre os quais o típico aluguer de quartos, e as senhoras lá iam sobrevivendo numa grande casa, muito antiga, com a casa de banho instalada na varanda das traseiras.  

O prédio, que com certeza conhecera melhores dias, era na altura quase uma ruína. 

Passei lá um destes dias, imóvel imponente todo recuperado e modernizado, portas de madeira enceradas lindas, belas campainhas douradas.

Na mesma época, a minha mãe também protegia uma senhora ou menina, que vendia roupa de porta em porta, roupa interior, lenços de assoar...(Saberão os mais novos, o que é um lenço de assoar? Abrirão as portas hoje, aos vendedores ambulantes, os moradores dos bairros de Lisboa?)

Pois esta vendedora, vivia só, num quarto alugado numas casas a desfazerem-se na Rua de S. Mamede, queixando-se então da chuva que lhe caía na cama e do frio e humidade do aposento. 

Aqui aconteceu o mesmo, as casas foram recuperadas e lá estão formosas, com garagens, elevadores, portas de segurança e outras comodidades.

Quem viverá agora nestes dispendiosos palácios? Será que lá vive alguém, ou terão sido comprados por fundos ou especuladores, à espreita para  fazer negócio?

Há turistas a mais?

azulejo.jpg

Andam para aí umas vozes muito incomodadas a queixarem-se dos turistas a mais na cidade de Lisboa. Na verdade, na Baixa, no centro histórico, e nos grandes monumentos vemos muita gente, sobretudo nestes últimos, com filas para entrada.

Mas há muito mais para ver em Lisboa, no Porto e nos seus arredores e pelo país fora. 

Porque não a divulgação de percursos alternativos? 

Em vez do acanhado Aeroporto da Portela, porque não deitar as mãos, ou melhor dizendo as asas, ao novo aeroporto de Beja, semi-abandonado, suponho, e disponibilizá-lo para certos tipos de voos? O Alentejo só por si, tem muito que ver, e com transportes regulares, a incentivar, e as boas estradas existentes, chega-se a qualquer lado.   

Podem as redes sociais fazer um esforço para ajudar a criar e divulgar destinos turísticos menos conhecidos, menos procurados e menos saturados.

Sei lá, mas neste pequeno país, há sempre tanto para ver por todo o lado.

O sol quando nasce é para todos

nascer sol.jpg

Sou voluntária numa linha telefónica de apoio emocional, Conversa Amiga, da qual já vos tenho falado.http://apatricio.blogs.sapo.pt/o-que-se-ganha-com-o-trabalho-31313

De há uns meses para cá, comecei a reparar que em cima da mesa estavam sempre bolachas, bolos secos, sumos ou leite em pacote e foi-me dito, por uma das coordenadoras, que cada um se podia servir.

Achei a ideia muito boa. Eu costumava levar fruta, ou algum salgado, que por vezes e se sobejasse, dividia com o voluntário do turno seguinte, mas nada de mais.

Pensei ser alguma forma de compensação da própria entidade, que também tem uma vertente de restauração, em relação aos seus voluntários, alguns estudantes ou trabalhadores noutros locais, que ali passam longas horas nos períodos diurno e noturno.

Nos últimos tempos, os mimos pareciam ter ainda aumentado, até chocolate havia, para mim gulosona, uma tentação. Então a dúvida original, instalou-se com força. Afinal quem os oferecia?

E qual não foi o meu espanto, quando soube que a diversidade e quantidade das ofertas eram asseguradas à sua custa, por uma das voluntárias da linha, que o fazia com empenho e carinho por todos.

Verdadeiro dom da partilha, que os beneficiários, nos quais me incluo, muito devem agradecer.

Cortinas e janelas

portovenere.jpg

Casas bonitas, com janelas e vistas lindas, com ou sem cortinas.

Cada um sabe de si.

Mas eu gosto de cortinas. E acabei de mudar as do quarto. Ou seja, substituí, umas tradicionais, feitas à medida, forradas, mas puídas e gastas pelo sol e os anos, por umas leves, compradas numa grande superfície, feitas na China e prontas a pendurar. Tudo do mais simples e básico.

E não é que acabei a gostar do resultado final.

E quando a magia se vai

raio luz.jpg

E quando a magia se vai, e as férias se foram e a viagem acaba nas longas e confusas filas de táxi do aeroporto de Lisboa, então percebemos que descemos à terra.

Sabemos que o aeroporto está a rebentar pelas costuras, que os turistas e viajantes são cada vez mais, e que não é de um dia para o outro que se consegue melhorar esta situação.

Mas as horas de espera por um táxi, por vezes superiores ao tempo de viagem, bem podiam ser facilmente encurtadas, para perto de metade, se em vez de uma única fila de carros houvesse duas paralelas, e os passageiros esperassem numa zona central, até chegar a sua vez numa faixa ou noutra.

Já anteriormente  aqui falei deste assunto:http://apatricio.blogs.sapo.pt/a-longa-espera-por-taxis-no-aeroporto-47016http://apatricio.blogs.sapo.pt/a-longa-espera-por-taxis-no-aeroporto-47016

 

Os táxis estão lá, o sistema é que funciona mal. 

Ora, penso ser fácil conseguir que os táxis se aproximem, se não em três faixas paralelas, pelo menos em duas. Devendo os passageiros aguardar num corredor central de forma a agilizar os procedimentos de entrada na viatura e não como agora, atravessar com as malas pela frente ou por trás do carro de forma desordenada.

 

E então, será que ninguém quer pensar nisto?

 

Come a sopa

praia oeste.jpg

Dia de praia, de piscina e de muitas brincadeiras. Hora do calor e da procura de uma sombra numa esplanada para a família, pais, tios e filhos, almoçar e retemperar as suas forças.

Há muito que os mais novos, sobretudo duas petizas, com cerca de dois anos, ou talvez ainda menos, estavam esgotadas, há muito que alguém deveria ter reparado nisso.

Não devem ser as crianças a acompanhar os horários dos adultos, mas sim os adultos a pensar no bem estar dos mais pequenos.

Resultado, uma birra de sono, interminável.

Come a sopa, gritavam à vez, a mãe desesperada, a tia, o pai e o tio. Come. Olha o avião. Só uma colher. Come, senão levas, a ameaça tradicional. Come. Gritos e apenas mais gritos da menina. Até que por fim, num ato de rebeldia a criança exausta parte com raiva a colher de plástico, a colher do seu castigo.  

Ainda pensei numa cena triste de pancadaria, felizmente cada vez mais raras em público, mas nessa altura um dos tios pegou nela ao colo e afastou-se um pouco até a criança adormecer.

Mães e pais que me ouçam, não é a gritar que os meninos comem melhor a sopa. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D