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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Quando os trapos se parecem com arte

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Até ao dia 23 de dezembro, está presente no Museu do Traje, em Lisboa, uma exposição comemorativa dos 40 anos deste Museu e evocativa dos 20 anos de carreira do criador português Paulo Azenha.

As cores vivas, os diferentes tecidos e padrões e a variedade de materiais, chamam a nossa atenção para a grande criatividade deste estilista, que formado pelo IADE, trabalha agora na indústria de moda parisiense.

Quem, ao ver um pavão e a sua original plumagem, não sonhou também com um traje semelhante?

Mas poucos seriam capazes de conceber um vestido, vestível e feito com as penas do pavão.

Quem gosta de moda, deve ver esta mostra, que decerto, irá surpreender.

O verde da esperança

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Por vezes manter a esperança viva e verdejante pode ser difícil, com o que se passa à nossa volta.

São os recentes comportamentos de alguma esquerda portuguesa.

Por exemplo, a posição contra o voto de pesar da Assembleia da República pela morte do empresário Belmiro de Azevedo, responsável pela criação de riqueza e de tantos postos de trabalho. Assim, houvesse muitos mais empresários portugueses com esta fibra. 

O continuar a não haver acordo, entre a administração e a comissão de trabalhadores quanto à proposta dos novos horários laborais na Autoeuropa.  

Seria bom que o capital acabasse, fugisse e deixasse os trabalhadores desempregados, à míngua da sopa dos pobres ou dependentes do estado falido? Será que é isso que alguns pretendem, no século XXI?

Ai verde, verde da esperança, que nos fazes falta.

 

 

E quando ela não cai do céu

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Aqui fica uma linda imagem do Lago Como, no norte de Itália, imenso reservatório natural de água no sopé das montanhas alpinas.

Ouvimos dizer, «é como a chuva que cai do céu». Mas a chuva vai escasseando, pelo menos nas nossas paragens.

Lembro-me de um chuvoso inverno, quando vivia num último andar de um prédio, mesmo por debaixo do telhado, que deixava passar água para dentro do quarto. Tínhamos de colocar baldes para a aparar, enquanto se esperava pelo bom tempo, para se poder reparar o telhado. Esta espera durou quase todo o inverno, pois a chuva não cessava.

Ora isto, é passado. 

Agora a chuva escasseia e temos de ser muito cuidadosos com a utilização da água. Embora nos digam que apenas 30% do consumo de água seja doméstico, sendo o grosso, 70%,  gastos na agricultura, cada um de nós tem de fazer o seu trabalho.   

Mas para poupar água a sério, porque não aproveitar a água dos banhos e dos eletrodomésticos para as sanitas ou  despejos. Não faz sentido usar água tratada para esse fim. Não digo com o sistema de baldes ou alguidares, mas sim com a instalação de condutas ou reservatórios nos prédios, pelo menos nas novas construções, para esse efeito.

Por outro lado, o país, bem deve começar a pensar em investir, o quanto antes, em sistemas de dessalinização da água do mar, como em Porto Santo, por exemplo, pois tudo indica que é para isso que se caminha. 

 

Má literatura que nos prende

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O livro «Origem» de Dan Brown, o mesmo autor do «Código da Vinci», tem sido um grande êxito de vendas em quase todos os países onde se encontra editado.

Mas na minha modesta opinião, a obra não é mais do que a condensação de factos e conjeturas retirados da net, a pedir uma leitura rápida, ou seja um mero produto de marketing. Muita publicidade, embalagem bonita, mas nada de conteúdo.

Passado em Espanha, tem algum mérito, vá lá, dirão alguns e já não é pouco, de nos falar de Barcelona e da relevância de um dos seus mais importantes arquitetos, Antonio Gaudi. Mas o enredo, então é uma parvoíce. A grande descoberta da Origem, não é tanto o princípio da vida, de onde vimos, mas o futuro da mesma, para onde vamos. Segundo o autor surgirá o aparecimento de uma nova espécie, o homem tecnológico, que substituirá o «homo sapiens». 

Ora, no inicio do livro, tal segredo, é apresentado como sendo capaz de colocar em causa as religiões monoteístas. E vai ainda conduzir ao assassínio e perseguição de chefes religiosos, dos nossos heróis e a muitas outras peripécias. Não podia faltar uma heroína, diretora de um Museu, e nada mais do que a noiva do príncipe herdeiro do trono de Espanha. 

Dirão, mas se não gosta porque leu o livro? Pois, este é o seu grande mistério. Na verdade, li-o, 500 e tal páginas, com sentido muito crítico sim, mas sempre a virar as páginas a tentar descobrir algum fio para a meada, que não passa de um novelo enrodilhado. 

Mas por certo, haverá muito quem goste.

Os nossos monumentos e o seu uso

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Nos últimos anos, com a dureza da Troika, a mensagem passada para as instituições e organismos, era, «não há dinheiro, por isso sejam criativos».  

E daí, as vendas e os alugueres do nosso património. Procurou-se, em suma, a comercialização de tudo que pudesse valer alguma coisa.

Foram criadas tabelas com os custos referentes à utilização dos monumentos nacionais para eventos não públicos, que se traduziam no encaixe nos exauridos cofres de milhares de euros.

Sempre ouvi dizer, «vão-se os anéis fiquem os dedos.»

Por isso, não vou aqui debater se esta situação é boa ou má, se há monumentos mais aptos a receber eventos pagos e outros cuja dignidade os devia colocar num patamar superior. Acho apenas que hipocritamente, alguns tentam esconder a cabeça na areia, fingindo-se inocentes ou ignorantes acerca destas situações.

Ora este assunto não devia ser um facto político, nem se deviam procurar culpados, porque culpados somos todos nós e a nossa ganância. 

E sobretudo não tentem criar um novo facto que nos faça esquecer a seca, os fogos, a legionela e mais outras coisas, que estas sim, são bem importantes.

 

Natal no Convento dos Cardaes

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O convento dos Cardaes, na rua do Século, 123, perto do Príncipe Real, já inaugurou este ano a sua venda de Natal solidário. Funciona aos sábados e domingos. E para além de compotas, bolachas e iguarias várias, que pode levar para casa ou para oferecer, tem ainda como atrativo o brunch, por 17.50, e o chá, com bolo e scones, por 7.50 euros por pessoa.   

A oportunidade pode servir também para visitar um belo edifício, anterior ao terramoto de 1755, com a capela da foto, revestida com magníficos azulejos e talha dourada, e ainda com a roda dos expostos ou enjeitados. Este convento tem, ao longo de séculos, servido de lar a gente necessitada. 

Estará ademais a contribuir para a sustentabilidade de uma obra social, que acolhe e ajuda jovens e mulheres com deficiência.

http://www.conventodoscardaes.com/-convento.html

A fila para o bufete

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Gosto de bufetes. Apesar de reconhecer que a comida pode não ser muito variada ou criativa, pois habitualmente, nos pratos quentes, o peixe é um bacalhau qualquer coisa e a carne, um lombo assado, gosto de ver as cores e as variedades apresentadas, sobretudo nas entradas e nas sobremesas. 

No outro dia, calhou-me mais um bufete. Havia uma mesa redonda ao canto, com aspeto festivo, com alguns convivas, de idade mais avançada e também como é costume, quando se sobe na faixa etária, mais mulheres que homens.

Na fila para o bufete, estavam à minha frente algumas dessas senhoras a servirem-se da sopa. Uma delas levava na mão esquerda um prato de sobremesa enquanto a mão direita se dirigia para a terrina da sopa.

Percebendo que a coisa poderia correr mal, coloquei-lhe com rapidez, em cima do prato de sobremesa uma tigela de sopa, para onde a senhora verteu a dita, agradecendo então, entre risos e brincadeiras de todo o grupo.

«Ai, a minha cabeça, ai o que eu ia fazer», dizia a senhora. Todos nos rimos.

Sem Norte e sem vergonha

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Esperamos das grandes empresas que nos prestam serviços básicos, um bom serviço, uma boa imagem e outras coisas boas, entre as quais tratar bem o cliente.

Pois não é isto que acontece e passo a contar. Sou cliente da Galp, para fornecimento de gás e eletricidade, e (quase) todos os meses recebo por «e mail» a correspondente fatura com o valor do consumo, que pago prontamente no multibanco. Reparei que na última fatura, para além destes valores, vinha em destaque «Atenção! tem 10,14 Euros em dívida». E também a ameaça, «o pagamento pode não evitar o corte», bem como, nas «mensagens úteis», muito úteis, na verdade, «desconto anulado por existir dívida vencida»

Pelo telefone não consegui sequer falar com a Galp. Mas dirigi-me a um balcão. Consultado, o computador, informou a funcionária, não, não existia qualquer dívida vencida. Ora, espantada ficaria eu se a houvesse.  

Então, se não existe, porque atormentam e ameaçam os clientes? Quantas pessoas não terão caído nesta armadilha e ido a correr pagar uma «dívida inexistente»?

Um pouco de norte e de vergonha não fica mal a ninguém e muito menos à Galp.

A praia já é boa, mas o bar do peixe é o par perfeito

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Praia a perder de vista, areal extenso, mar batido é certo, mas também há quem goste assim.

Nesta praia, Meco, existe um bar de madeira, como em tantas outras praias, chamado «Bar do peixe», que é, no caso, um restaurante muito comentado e distinguido no «Trip advisor» e noutras redes sociais.

E merece as boas críticas.

A matéria prima de eleição, é o peixe, fresco, da zona de Setúbal, para grelhar, mas também servem carne para quem quiser. As entradas são muito boas e superam muito a mediania. Há ameijoas, mexilhões, sapateira, e outros petiscos.

O peixe escolhe-se na montra frigorífica e depois é só esperar que seja servido, com os seus acompanhamentos, que aqui vão muito além da batata cozida e da folha de alface com rodelas de tomate. As batatas chegam á mesa salteadas com legumes e a salada vem aprimorada com óregãos.

Na esplanada espera-se com todo o conforto, bebericando, petiscando e olhando as vistas, que o outono vai quente e sem chuva.

Posso acrescentar que os preços são um pouco mais altos do que a mediania, mas a qualidade justifica-o. 

 

 

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