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Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho

Ai a sorte, que às vezes parece uma cabra

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Testemunhei recentemente um aparatoso acidente, felizmente só chapa, num dos cruzamentos do hospital Santa Maria.

Vinham duas jovens num carrito pequeno, com os piscas ligados e a buzinar com insistência, procurando passar por entre os carros parados no semáforo, que melhor ou pior lá se iam afastando. 

Estavam quase lá, no hospital. Mas num dos últimos cruzamentos, eis que um dos veículos arranca apressado com o sinal verde, indo bater em cheio na lateral da primeira viatura. Saltam «airbags», peças, fumo e abre-se então a porta do passageiro do carro que passou com o sinal vermelho e sai espavorida e pálida uma grávida muito grávida, a segurar a barriga. Calculo que teria sido esta, a razão daquela pressa.

Ou seja, uma pressa que deu em vagar, como muitas vezes acontece. Nestas situações mais vale chamar o INEM e aguardar. Eles sabem o que fazer e têm outros meios. 

Enquanto se esperavam pelos reboques, pela a polícia e por mais não sei quê, verifiquei que houve uma alma caridosa que com calma, acabou por dar boleia à grávida até às urgências do hospital.

 

 

Sapos e príncipes

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Muito se tem falado a propósito dos vinte anos da morte da princesa Diana e à custa da revelação das gravações das suas entrevistas, do seu tormentoso casamento com o príncipe Carlos.

Na verdade, dá pena observar uma pessoa tão frágil e impreparada a ser atirada para a ribalta, sem o ombro confidente de alguém próximo, que a ajudasse nos seus problemas. 

Mas quando ouvimos as tais gravações, pensamos, mais valia que nada disto viesse a público, já que mais não seja, em nome da sanidade dos seus filhos, que muito devem ter sofrido com a situação familiar.

É que ele há príncipes que mais parecem sapos. 

  

A água ou a falta dela

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Dizem que o país está a atravessar uma situação de seca, sendo que 80% do seu território está em situação de seca severa.

Mas isto não parece  fazer acordar o pessoal, pois, exceção feita a locais remotos, abastecidos por auto tanques, a água continua a correr nas torneiras e os jardins continuam a ser regados.

Não será tempo de serem tomadas medidas de poupança de água, antes de esta começar mesmo a faltar? 

Ninguém sabe como vai ser o inverno, chuvoso ou não, outra vez. 

Mas devia ser agora, antevendo o pior, que o combate à falta de água, fosse implementado como prioritário.

Abriu a piscina do Torel

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Mais uma vez, cumprindo a tradição de agosto, abriu a piscina pública do Jardim do Torel, que pode ser frequentada por miúdos e graúdos.

Tem água tratada, areia desinfetada, chapéus de sol, bar, nadadores salvadores, e muito espaço para as brincadeiras dos mais novos. O acesso é gratuito. 

Mas mesmo, que não tenha levado o fato de banho, pode sempre apreciar o jardim e as vistas sobre a cidade de Lisboa.

Mão pesada

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Tomei ontem a decisão de deixar de ter conta na Caixa Geral de Depósitos, ao saber dos custos aumentados, e ainda a aumentar, da mesma. Esta conta acompanhou quase toda a minha vida adulta, e foi com pena que decidi encerrá-la. 

Como eu, muitas outras pessoas irão fazê-lo, porque felizmente ainda se pode escolher.

A Caixa, banco público que deveria defender o interesse de todos, está em má situação financeira, porque foi mal gerida, concedeu empréstimos levianos e não pagos, e outras coisas mais, e agora vai ser o pequeno cliente a pagar a fatura, como noutros exemplos recentes.

Ai se houvesse mão pesada para estes casos, ai se a justiça fosse cega e célere como devia... 

 

 

Coisas de verão

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Há cerca de um ano, troquei a minha casa da Ericeira por um andar em Sesimbra. Neste prédio veraneiam várias famílias espanholas, que mantêm como tradição um almoço estival partilhado.

Neste dia, e seguindo mais ou menos, o improviso de cada, todas as famílias contribuem e capricham. As espanholas trazem o «jamon serrano», o arroz à valenciana, a tortilha, a tomatada e outras delícias mais. Também os convivas portugueses se esmeram com o famoso bacalhau, o arroz de pato, os chouriços assados, o pudim de ovos, e por aí fora.

Há sempre frutas, doces e bebidas então, nem se fala. Normalmente há quem almoce, lanche e jante, porque a mesa é farta. E assim se passa um dia em alegre convívio, com musica, piscina e brincadeiras. Claro que o prédio também tem problemas de condomínio, como todos, penso. Mas a alegria e a iniciativa destas famílias bem podia ser copiada por outros condomínios, onde as pessoas mal se falam ou se conhecem.  

Nas conversas entre portugueses e espanhóis, num franco «portunhol», fala-se da dor do joelho, do filho que foi estudar para Barcelona, da filha que casou este ano, do último neto, etc. assim partilhando memórias e tradições.

O mar e as azenhas

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Há anos que não ia às Azenhas do Mar. Recordei agora o pinhal e as suas moradias, algumas a saírem de anos de ruína e abandono, ostentando cara lavada. Tal como nos grandes centros, encontram-se também muitos visitantes vindos de outras paragens. Tudo me pareceu um alegre movimento e renovação, com um ventito e uma fresquidão a saber bem, em contraste com os cerca de quarenta graus de Lisboa.

Recordei a Praia das Maçãs, o seu histórico elétrico carregadinho de banhistas, a Praia Grande e Colares.

E é em Colares que fica a «Ribeirinha de Colares». Restaurante com mais de 20 anos, que vos quero recomendar. Aconhegado e familiar, misto de casa de chá ou de almoços, jantares e ou pequenos almoços, será local ideal  para iniciar, intervalar ou finalizar o passeio ou o dia de praia.

 

 

A carneirada ou a caracolada

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A carneirada significa irem uns atrás dos outros, tal como os carneiros, sem saber o porquê, nem o para onde. Pelos vistos, os caracóis e não só, também têm os mesmos hábitos.  

Exemplos destes abundam entre nós, quando vozes se levantam para criticar um grande cirurgião português, o Prof. Gentil Martins, por este ter dito numa entrevista, ser contra a gestação com recurso a barrigas de aluguer e considerar a homossexualidade um desvio.

E depois? É a sua opinião e deve ser respeitada como tal. Podemos concordar ou não, mas isso é outra coisa.

Vai a Ordem dos Médicos abrir um inquérito, para quê? 

Mais uma vez, sob a capa dos bem pensantes esconde-se uma grande falta de respeito e tolerância, valores da democracia. 

  

 

Anjos de guarda

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Outro dia falei do meu ombro congelado, e da sua lenta recuperação.aqui

Mas ainda não referi os anjos de guarda que me têm ajudado a esticar o bracito, e que se chamam «move on fisio», a funcionar no Centro de Medicina do Estádio Universitário de Lisboa, e para quem não sabe,que fica em frente ao Hospital de Santa Maria.

E finalizo dizendo, que ninguém me pagou para fazer este «post».

Salvem o dragoeiro

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Obras na Rua de São José em Lisboa, tapumes, máquinas e guindastes para mais uma casa em construção ou recuperação. Isto não seria nada de novo por esta altura, se enjaulado para proteção, não se encontrasse um enorme dragoeiro, despojo de um antigo jardim, que se pretende ainda preservar. 

Os dragoeiros são plantas pré históricas, muito resistentes, que podem viver centenas de anos, dizem que oriundos das Canárias e considerados pelos botânicos, autênticos fósseis vivos. Devem o seu nome ao tom avermelhado da sua seiva, que era comercializada para farmácia e tinturaria como se fosse sangue de dragão.   

Por isso, dizemos nós, «salvem o dragoeiro».

 

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